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Missão indiana Chandrayaan-2 deve chegar aos polos da LUA

Gelo na lua pode ser fundamental para o futuro da exploração espacial.

vikram e jipe lunar Pragyan

Os Estados Unidos recentemente comemorou seus 50 anos desde o dia em que pisou na Lua e não por coincidência, a Índia lançou o seu projeto Chandrayann-2 na última segunda-feira (22/07) com destino ao satélite natural da Terra.

A sonda está projetada para chegar às regiões polares da Lua, com o objetivo de em solo lunar, explorar as geleiras e composições de água, que podem ser uma peça chave para a “colonização” do sistema e um grande avanço para a exploração espacial até Marte.

A Índia está fortemente focada na corrida espacial e tem feitos avanços super significativos.

Lançamento adiado

Era para o foguete ser lançado no início deste ano de 2019, mas houve alguns problemas com o foguete principal e a “janela de lançamento”, que é o momento mais propício para o lançamento de foguetes acabou se fechando e isso atrasou um pouco a missão. Logo em seguida houve outro problema menor no foguete GSLV MkIII-M1, que também precisou de reparos antes de finalmente ser lançado no espaço nesta última segunda.

O GSLV MkIII-M1 é o novo lançador de satélites geossíncronos da Índia.

O que é uma janela de lançamento?

Esse termo é usado pela ciência para definir o melhor momento de alinhamento entre a Terra e a Lua, onde ao efetuar o lançamento nesta “janela”, as manobras são feitas mais facilmente e com a vantagem de economizar muito combustível.

Chandrayaan-1

Como esta é a Chandrayaan-2, precisamos saber o que aconteceu com a primeira missão da Índia neste quesito. A missão um aconteceu no final de outubro de 2008, quando sobrevoou a superfície da Lua, mapeando-a. Foram feitas medidas buscando evidências de água no satélite, e ficou comprovado de que nas regiões polares há camadas de gelo de água.

Foi disparado um impactador na cratera Shackleton, que fica localizada na região polar sul da Lua. A sonda fez o mapeamento do relevo abaixo e tudo isso foi fundamental para a missão de Chandrayaan-2.

A missão de Chandrayaan-2

Agora a Índia pretende estudar as regiões polares da Lua, um local de difícil acesso, mas que deverá ser explorada por um jipe lunar que está acoplado a sonda e deve ser solto pela superfície.

A jipe se chama Pragyan e deve sair de dentro do módulo de pouso Vikram, um container com cinco metros de comprimento e 1,6t, onde mil quilos é referente a apenas o combustível para que o pouso possa ser realizado.

Então após o jipe estar em solo lunar, ele irá transitar pela lua capturando medidas através de um espectroscópio a laser e um raio X. A velocidade do jipe chega a 1 centímetro por segundo (1cm/s). Não há uma proteção com relação a noite lunar no polo, onde o tempo equivale a 14 dias terrestres e inclusive este deve ser o tempo em que ele permanecerá ativo no solo, mesmo contando com um gerador de energia solar.

O container também irá realizar medições, pois contará com instrumentos para medir os selenomotos (terremotos lunares) e o ciclo térmico da superfície lunar. Há também um painel capaz de fazer medidas à laser, o que pode trazer dados bem interessantes.

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