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Suspeitos de matar Marielle Franco são presos; um deles mora no mesmo condomínio de Bolsonaro

Reprodução/Globo

(TE) Sociedade –  A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam hoje, terça-feira, dia 12 de março dois suspeitos de matar Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista, Anderson Gomes, restando dois dias para completar um ano do referido crime.

Detalhes da prisão dos suspeitos de matar Marielle Franco

De acordo com a denúncia realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizando do Ministério Público do Rio de Janeiro, o responsável por desferir os tiros contra Marielle foi o policial militar reformado Ronnie Lessa. Quem dirigia o carro enquanto o atirador disparava a arma foi o ex-policial Élcio Vieira de Queiroz.

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Ambos foram denunciados pelos como suspeitos de matar Marielle Franco, ou melhor dizendo, por terem cometido o crime de homicídio qualificado contra a vereadora e Anderson Gomes e a tentativa de assassinato e Fernanda Chaves, assessora de Marielle, que conseguiu sobreviver ao ataque.

As prisões foram efetuadas às 4 horas da manhã. Os policiais igualmente cumprem cerca de 32 mandados de busca e apreensão. Toda a ação recebeu o nome de Operação Lume, fazendo alusão a uma praça na capital carioca chamada de Buraco do Lume, local aliás no qual Marielle era responsável por um projeto chamado “Lume feminista”.

De acordo com informações coletadas pelo G1, Lessa e Queiroz estavam saindo de suas casas no momento em que foram presos. Eles não esboçaram qualquer resistência quanto à prisão e tampouco fizeram ou disseram nada para os policiais.

Ronnie encontrava-se em sua casa, localizada um condomínio na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, o mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro possui residência. Élcio, por sua vez, habita na Rua Eulina Ribeiro, no Engenho de Dentro.

Informações do crime cometido pelos suspeitos de matar Marielle Franco

O Ministério Público do Rio acredita que o crime foi planejado nos mínimos detalhes, por volta de três meses antes das execuções acontecerem. Além dos mandados de prisão contra os criminosos, a operação também faz buscas e apreensões nas casas dos acusados.

Na denúncia encaminhada à Justiça, o MP solicitou a suspensão do salário e do porte de arma de fogo de Lessa, indenização por danos morais à família das vítimas e o estabelecimento de uma pensão em favor do filho menor de idade de Anderson Gomes, até que o garoto complete 24 anos.

O carro utilizado para cometer o crime foi um Chevrolet Cobalt, dirigido por Élcio Vieira de Queiroz. Os 13 disparos que mataram Marielle e Anderson foram dados por Ronnie Lessa; ele se encontrava no banco de trás do carro.

Segundo informações obtidas durante o processo de investigação, Ronnie pesquisou na Internet a respeito dos locais os quais eram frequentados por Marielle. Além de ter pesquisado sobre Marielle, o referido policial fez pesquisas sobre o deputado Marcelo Freixo.

Ele pesquisou também sobre o responsável pela intervenção militar no Rio, o general Braga Netto, além de buscas relacionadas a metralhadora MP5, a possível arma usada durante o crime.

A polícia ainda enumera que Ronnie teria usado uma espécie de roupa que funciona como uma “segunda pele”, a fim de dificultar um eventual reconhecimento.

 

 

 

 

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