Politica

Cristina Kirchner será julgada às vésperas das eleições na Argentina

Ex presidente terá seu julgamento iniciado nesta terça, poucos dias antes de sua disputa à vice-presidência.

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A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, terá o seu julgamento iniciado nesta terça-feira, 21/05, poucos dias antes das eleições presidenciais no país, no qual estará disputando a vice-presidência na chapa de Alberto Fernández.

É a primeira vez que Kirchner irá enfrentar o banco dos réus na capital, Buenos Aires. Estará em pauta no julgamento as acusações de corrupção em contratos durante os dois mandatos de sua presidência, entre os anos de 2007 a 2015.

A ex-presidente estava cogitada para disputar a presidência novamente em menos de seis meses, mas mediante as acusações e julgamento, ela acabou desistindo de ser a cabeça e passou a disputar a vice-presidência. Segundo especialistas caso a sua chapa vença, até o momento nada impedirá que ela assuma o cargo.

A desistência de encabeçar a chapa presidencial foi justamente para “blindar” alguns votos durante as eleições. Isso porque antes de mudar a sua posição política, ela já estava a frente de Mauricio Macri segundo as pesquisas de intenção de voto.

A população argentina está apreensiva quanto a este julgamento, pois o futuro do país poderá ser inevitavelmente transformado a partir do resultado.

O responsável por realizar o julgamento será o Tribunal Oral Federal 2 (TOF 2).

Mas qual é a acusação contra Cristina Kirchner?

No julgamento desta terça-feira, a ex-presidente irá responder por associação ilícita e também por administração fraudulenta. Segundo o processo ela teria realizado contratos irregulares de diversas obras públicas no país, para beneficiar o empresário Lázaro Báez. Algo semelhante do que aconteceu no Brasil com a Odebrecht.

Foram encontradas 51 obras públicas realizadas na Patagônia, Santa Cruz e também na província do sul, todas com irregularidades em seus contratos. Em valores esses contratos renderam US$ 1,15 bilhão e um pulo para que a Kirchner ficasse popular na política nacional.

Dentre as 51 obras, apenas duas foram concluídas no prazo previsto, diversas tiveram um custo mais alto do que o pré estabelecido e 25 só foram iniciadas, onde até hoje não estão prontas.

Segundo fontes argentinas, a ex-presidente era responsável por fixar os valores cobrados de empresas como JCR, Electroingeniería e também da Austral.

Mas algumas obras estão irregulares deste a época em que seu marido, Néstor Kirchner, era o responsável por comandar o país, entre os anos de 2003 e 2007. Ele faleceu em 2010

Mas este é apenas um dos diversos processos que o Kirchner deve responder nos próximos dias.

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