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1ª Guerra Mundial: Trump e Putin destoam na cerimônia do armistício

Chip Somodevilla/EPA

Como parte da celebração do fim da 1ª Guerra Mundial, aconteceu ontem (11/11), em Paris, uma cerimônia que reuniu líderes de várias potências. E para marcar uma diferença que pareceu simbólica aos olhos do mundo, Donald Trump e Vladimir Putin chegaram sozinhos.

O presidente dos Estados Unidos expressa um nacionalismo combatido por muitos dos líderes presentes. Inclusive, o francês Emannuel Macron não fez questão de esconder seu posicionamento, como indicou o New York Times.

Segundo o jornal, os líderes caminharam pela famosa avenida Champs Elysees até o Arco do Triunfo para celebrar a o fim da 1ª Guerra Mundial. No entanto, tal ordem parece estar cada vez mais frágil com a ascensão de líderes autoritários por todos os continentes.

Nacionalismo versus patriotismo

Macron fez uma fala durante a cerimônia de armistício da 1ª Guerra Mundial que criou o famoso “climão”. E quando se trata de uma reunião com lideranças mundiais, de países armados, os reflexos podem ser um tanto perigosos. Todos os convidados já haviam chegado ao Arco do Triunfo quando os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia finalmente se apresentaram. E Trump não fez questão de interagir com líderes de outros países, muitos deles importantes na relação com os EUA.

Nesse sentido, Macron falou sobre os perigos do nacionalismo e suas palavras não passaram batido por Trump. Afinal, o presidente dos EUA se declarou nacionalista recentemente, apenas mais uma de tantas declarações polêmicas. Para o presidente francês, essa postura é exatamente o oposto do patriotismo. Em seu discurso, ser patriota significa se importar com os outros, agir no sentido da cooperação. Os nacionalistas só pensariam em si mesmos.

“Antigos demônios”

Ainda em sua fala, Macron destacou como é perigoso incitar a violência, o isolamento dos países e a dominação. Segundo ele, as gerações futuras podem nos responsabilizar por tal erro. Como destaca o NYT, Trump abandonou diversos acordos internacionais, como o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e o Tratado de Paris sobre as mudanças climáticas, atitude que coloca o planeta em risco, literalmente.

O clima de instabilidade entre líderes mundiais nesse encontro para celebrar o fim da 1ª Guerra Mundial reflete a fragilidade de uma ordem em declínio na última década. E como as duas primeiras guerras já mostraram, incitar o nacionalismo nesse momento não é uma boa ideia.

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