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Se prepare, gasolina deve subir muito nos próximos dias

Ataque com drones à Arábia Saudita faz com que preço de petróleo dispare nos Estados Unidos

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Uma forte alta nos preços de combustíveis derivados de petróleo deve acontecer nos próximos dias. Isso porque já nesta segunda-feira (16/09) o preço do petróleo disparou nos Estados Unidos e também na Europa.

O aumento é uma resposta dos recentes ataques com drones as instalações da petroleira Aramco, localizada na Arábia Saudita. O país foi obrigado a cortar pela metade a produção da maior exportadora mundial de petróleo.

O ataque ocorreu neste final de semana e ainda não foram identificados autores sobre os fatos.

Aumento no preço do barril

O preço do barril de Brent, a referência europeia, na sexta-feira já estava com uma alta de 9,52%. O barril estava sendo negociado a US$ 65,97 no Intercontinental Exchance (ICE) de Londres.

Nos Estados Unidos o barril WTI, chegou a subir 8,71% na sexta-feira, sendo negociado a US$ 59,63.

Logo na abertura desta segunda-feira, o barril em Londres disparou 19,5%, subindo para US$ 71,95, o maior aumento desde o dia 14 de janeiro de 1991, um período em que ocorria a guerra do Golfo.

Nos EUA o preço do barril subiu 15,5%, chegando ao patamar de US$ 63,3, o maior aumento desde o dia 22 de junho de 1998.

Fim do tratado entre EUA e Rússia da época da Guerra Fria.

Contenção de preços

Para dar um alívio no mercado, o presidente norte-americano Donald Trump, permitiu o uso de estoques de emergência do país para que o preço se tornasse estável, até que tudo possa estar resolvido com a produção árabe.

Irã o responsável pelo ataque com drones à petroleira?

Ainda não se sabe o responsável pelo ataque, mas os Estados Unidos estão acusando o Irã. O argumento é que não há evidências que os drones partiram do Iêmen.

Mas os chefes de estado do Irã disseram que os EUA buscam um pretexto para que haja uma retaliação no país.

Ataque na Arábia Saudita

Os ataque realizados com drones neste sábado, acabaram provocando incêndios na unidade de refinamento de Abqaiq. Ela é a maior do mundo no processamento de petróleo.

Outro ataque foi feito nas instalações de Khurais, onde juntos foram responsáveis por reduzir a produção de petróleo em 5,7 milhões de barris por dia. Em porcentagem global, hoje há 5% de petróleo a menos no cenário.

O ataque acabou com quase metade da produção saudita, cerca de 5% de toda a produção mundial.

Apesar do grande problema, o ataque despertou um ponto muito fraco, servido de alerta para outras produções mundiais. O sistema é fraco com relação a drones.

A produção no país não conta com uma previsão para que tudo esteja normalizado. É bem provável que leve alguns meses para que tudo volte ao normal. Com isso a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve avaliar o impacto no mercado petrolífero mundial.

Mas não há previsão de aumento na produção ou reunião com o conselho.

Não há vítimas

Apesar dos problemas materiais, o ataque não fez nenhuma vítima.

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