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Escritório do Presidente da OAB perde contrato com Petrobras

Felipe Santa Cruz perde contrato milionário de empresa brasileira.

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O escritório de advocacia do atual presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, recebeu uma notícia da qual não esperava na noite desta terça-feira. A Petrobras acabou informando ao presidente de que irá encerrar suas atividades com o escritório.

Uma reportagem foi publicada por Mônica Bergamo no jornal Folha de S.Paulo, informando que a estatal brasileira irá cancelar o contrato mantido com a empresa de Santa Cruz.

Contrato milionário

O jornal Folha de S.Paulo ainda informou que o escritório do presidente da OAB era o responsável por atuar em causas trabalhistas da Petrobras, onde em 2018 acabou vencendo uma causa que evitou que a empresa fosse obrigada a pagar cerca de 5 bilhões de reais em horas extras atrasadas para funcionários que conviviam em plataformas de petróleo no atlântico.

Perseguição política?

Ao que parece Felipe Santa Cruz deverá entrar na Justiça com uma ação de reparação de danos, pois afirma que há claramente uma perseguição política em curso. Isso diante dos últimos fatos com relação as falas do presidente Bolsonaro com relação ao seu pai.

A Petrobras disse que se reserva no direito de não comentar sobre o caso.

Falas de Bolsonaro

Nas últimas semanas o presidente Jair Bolsonaro havia feito um comentário sobre o pai de Santa Cruz. Ele disse que um dia irá contar ao presidente da OAB como o seu pai desapareceu durante a ditadura militar, caso o tema fosse interessante para ele.

Bolsonaro ainda disse na ocasião de que Felipe “não vai querer saber a verdade sobre o pai”. Ele ainda completa o discurso dizendo que Fernando Santa Cruz foi morto por companheiros da Ação Popular (AP), uma organização de esquerda da época da ditadura, onde ele militava e era classificada como um grupo terrorista, segundo o presidente.

Porém na mesma semana foram divulgados documentos da Comissão da Verdade, das forças militares da Aeronáutica e Marinha que cita que Fernando havia sido preso por agentes do regime militar um dia antes de desaparecer.

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