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Corpos de pai do presidente da OAB e outros 11 foram incinerados

Segundo a MPF, Fernando Santa Cruz e outros onze foram queimados no Rio de Janeiro

casa da morte rio de janeiro

Após polêmica fala de Bolsonaro sobre o pai do atual presidente da OAB, o Ministério Público Federal (MPF), informou que os corpos de Fernando Santa Cruz, pai de Felipe Santa Cruz (OAB) e outros onze companheiros foram incinerados em Campos dos Goytacazes, na Usina de Cambaíba, no Rio de Janeiro.

Bolsonaro durante a sua frase disse que a morte de Santa Cruz se atribui ao grupo terrorista do qual ele participava. Segundo o MPF, ele e os outros 11 estão presentes na lista dos 136 desaparecidos políticos em um período que vai de 02 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979.

Caso encerrado

O processo sobre os desaparecidos foi concluído nesta última sexta-feira (26/07), logo após oito anos de muitas investigações. O relatório completo conta com mais de 2 mil páginas e muito material de vídeo e áudio que foi entregue ou obtido através de 20 testemunhas do caso.

Entre os principais envolvidos no crime, mas que ao depor sobre o caso conseguiu esclarecer os atos da época, foi o ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Cláudio Guerra. O MPF colocou em seu relatório que ele era responsável por ocultação e destruição de cadáveres.

Guerra deu depoimentos para a Comissão Nacional da Verdade (CNV) e também para a Procuradoria do MPF do estado do Espírito Santo. Ele ainda publicou um livro chamado “Memórias de uma Guerra Suja”, que relata o uso da Usina da Cambaíba, no norte Fluminense, com a finalidade de queimar os opositores.

Os relatos de Cláudio Guerra foram confirmados por sua confissão, testemunhas e também por documentos da época.

Outro importante depoimento foi do ex-sargento do Exército, Marival Chaves Dias do Canto, que diante da Comissão da Verdade, disse que havia um programa de transferência de presos entre estados e locais de repressão, como a conhecida Casa da Morte.

Fernando Santa Cruz

No caso apurado pelo MPF, Fernando Santa Cruzo e seu amigo Eduardo Collier foram encaminhados para a “Casa da Morte de Petrópolis”, na serra do Rio de Janeiro, então de lá ambos foram levados por Claudio Guerra até a usina de incineração.

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