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Centros de tratamento do Ebola são atacados e prejudicam o fim do vírus no Congo

Médicos e voluntários possuem mais medo dos familiares do que da própria doença.

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Nos últimos cinco anos houve uma grande epidemia de Ebola na República Democrática do Congo, onde ouve a necessidade de um deslocamento grande de médicos e voluntários para que o surto pudesse se contido. Muitos do próprio Congo deixaram seus afazeres e passaram a ajudar a enterrar corpos considerados altamente contagiosos na região.

Porém mesmo após a diminuição do Ebola neste ano de 2019 e dos constantes esforços para conter a doença, o que mais prejudica a região e causa um medo real para os responsáveis, são as próprias famílias dos mortos e doentes. Quase todos o dias há ataques contra as equipes, principalmente as responsáveis por realizar os enterros.

Os membros das famílias acreditam que eles estejam roubando órgãos dos cadáveres. Há quem chegue com armas na mão para tirar os corpos contagiosos das mãos dos profissionais, para velá-los por conta própria e expor o corpo para outros familiares que podem contrair a doença no “funeral”.

Outros ameaçam lançar os profissionais dentro das covas abertas e enterrá-los vivos, só por estarem trabalhando para conter a epidemia.

Ataques aos centros médicos

Todos os esforços para colocar um fim a doença são sabotados e prejudicados constantemente, pois há ataques nos centros de tratamento e também contra os profissionais da saúde. Há também alguns que estejam fazendo uma lavagem cerebral em membros das famílias, políticos da região e até mesmo de alguns voluntários. Tudo isso vem dificultando a atuação na região.

A pouco tempo um médico foi morto e diversos centros de tratamento foram incendiados. A partir destes ataques os agendes de saúde da linha de frente, foram obrigados a suspender o trabalho. Isso fez com que o vírus pudesse se espalhar.

Segundo estimativas a OMS, cerca de 1150 pessoas morreram no último surto, porém os números são incertos pois os responsáveis por colher informações na região, também foram expulsos das casas onde alguém morreu, não sabendo se foram outras causas ou decorrente do próprio Ebola.

Congo ficará a mercê da doença

Até pouco tempo atrás a polícia ia armada para as casas das famílias em luto e removia os corpos pacificamente ou sob ameaças para que os corpos pudessem ser despachados de forma correta. Com os constantes ataques contra os centros e profissionais da saúde nos últimos dias, o novo protocolo da polícia é simplesmente abandonar os corpos.

Assim a população radical do Congo irá aprender a lição quando vilas inteiras ficarem doentes por conta do Ebola.

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