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Arábia Saudita irá construir bombas com os Estados Unidos

Peças com alta tecnologia para o arsenal americano devem ser produzidas por sauditas.

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Donald Trump no comando dos Estados Unidos está a todo vapor. Após muitas polêmicas, a última desta semana é que o governo americano irá trabalhar em conjunto com a Arábia Saudita para produzir centenas de bombas de precisão.

No mês passado Trump declarou uma emergência no Oriente Médio, onde acabou acelerando a venda de armas americanas para a Arábia Saudita, uma das principais fontes de renda dos Estados Unidos, armamentos. As vendas acabaram irritando diversos membros do Congresso, principalmente por questões humanitárias.

Os congressistas e o restante dos cidadãos pacifistas estão bem preocupados, pois a partir deste momento os sauditas poderão ter acesso à tecnologia americana para a fabricação de bombas de precisão, totalmente guiadas e com as suas próprias potências. A situação se agrava ainda mais, pois é este tipo de armamento que vem sendo usado em ataques contra civis na guerra do Iêmen, que já dura mais de quatro anos.

Raytheon Company

Trump mediante a “emergência” na região, irá permitir que uma das principais empresas de defesa do Estados Unidos, a Raytheon Company, forme uma equipe com os sauditas, cujo a única finalidade é construir diversas peças com alta tecnologia americana para bombas na Arábia Saudita.

As informações já foram confirmadas pelo Congresso e permite que os sauditas possam começar a montar os sistemas de orientação eletrônica, sistemas de controle e os circuitos que são fundamentais para o desenvolvimento completo de uma bomba inteligente.

Isso incomoda o restante do mundo, pois todas estas peças e seus segredos estavam sendo guardadas cuidadosamente pelos americanos e agora estão chegando ao Oriente de forma mais “aberta”.

Novo pacote de armas entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita

A parceria entre EUA e Arábia Saudita, proporciona um pacote de armas ainda maior do que o último que foi bloqueado pelo Congresso. O pacote inclui a criação de 120 mil bombas guiadas com alta precisão, que poderão ser transportadas pela Raytheon até a coalizão na área de guerra. O pacote ainda prevê o apoio de guerra com caças Saudi F-15, rifles calibre.50 e mísseis antitanque.

Com isso os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita irão aumentar muito o seu estoque atual de bombas e itens de guerra.

O pior temor é que a guerra no Iêmen dure muito mais tempo.

Direitos humanos, congresso e declarações sobre o caso

Segundo relatos dos direitos humanos global, nos últimos quatro anos vários ataques acabaram atingindo milhares de civis e não a área de coalizão. Em 2016 a venda de armas para os sauditas no Iêmen foi proibida por Obama, quando uma agência funerária na região de Sana foi completamente destruída por um destes ataques.

Trump está querendo provocar o Irã e esta declaração de emergência está sendo considerada uma estratégia para vender armas na região e quem sabe em um futuro ter uma força a mais em uma eventual guerra na região.

Senadores americanos como Lindsey Graham da Carolina do Sul, Rand Paul de Kentucky e Robert Menendez de Nova Jersey, já está preparando medidas para que os acordos sejam desaprovados nos próximos dias.

Foto divulgação: Doug Mills/The New York Times

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