Déficit dos cofres públicos passam de R$ 25 bilhões

O mês de março de 2018 trouxe um déficit bem alto aos cofres públicos, especificamente de R$ 25,1 bilhões. Isso significa que, novamente, essas contas ficaram no vermelho, o que não é uma grande surpresa: mesmo com as melhoras tímidas que se têm visto no cenário econômico, o déficit dessa natureza já estava sendo aguardado. O problema é que, apesar de ninguém esperar as contas no azul, muitos não estavam preparados para ser o pior mês de março de todas as medições do Banco Central.

Quando se fala nesses déficits, são incluídos os municípios, o Governo Federal, as empresas estatais e também os Estados. Tudo isso quer dizer que esses órgãos todos tiveram um gasto muito maior do que o valor arrecadado como receita, ficando endividados.

Apesar da notícia ruim acima, também se precisa mencionar a parte boa: até o mês de março, o superávit primário do Brasil foi de R$ 44.000.000.00,00. Sendo assim, entre esse trimestre de 2018 e o mesmo trimestre em 2017, o país ficou com resultado satisfatório de R$ 2.200.000,00.

Como está a situação da dívida bruta e da dívida líquida?

Assim como o déficit, também ocorreu aumento na dívida bruta do país, que é o marcador que não avalia nenhum tipo de ativos: nesse cenário, ela ficou em quase R$ 5.000.000.000.000,00, o que quer dizer 75,3% de todo o Produto Interno Bruto. No mês anterior, a porcentagem era de 75,1%.

Também ocorreu um crescimento pequeno com relação à dívida líquida: ela era de 52% de todo o PIB e ficou em 52,3% em março. Apesar de essas porcentagens mostrarem pouco déficit a mais, é preciso considerar que esses milhões ou bilhões ficam faltando em uma série de setores que que seriam para o favorecimento da população.

O que acontece quando os cofres públicos estão com déficit tão alto?

O fato de os cofres públicos estarem com um déficit dessa magnitude demonstra que existe um problema grave na gestão dos bens e isso não é apenas nesses últimos governos, mas vêm de décadas. Há muitos anos, a escolha inapropriada de investimentos e a inversão de prioridades têm funcionado em conjunto para que o dinheiro arrecadado com os impostos fossem mal gastos.

Muitas cidadãos e pessoas que acompanham profissionalmente o mundo econômico, como os jornalistas e os acadêmicos, notam que muitos dos setores públicos não precisariam de tantos gastos. É como a gestão de uma casa: se o dinheiro é utilizado excessivamente e em coisas que não serão necessárias, chegam as dívidas.

A corrupção é mais um dos ingredientes para que o déficit público seja sempre maior. O dinheiro que seria injetado para que as dívidas fossem pagas e para que serviços fossem melhorados acabam indo para as malas de muitos empresários ou de políticos.

As consequências do déficit são visíveis: basta que as pessoas visitem os hospitais públicos de todas as esferas para ver o quanto de leitos estão sem os devidos equipamentos, quantas farmácias hospitalares estão sem medicamentos e quantos médicos não têm nem mesmo materiais para diagnósticos.

As escolas também são bastante prejudicadas por causa desse déficit: faltam boas remunerações para os docentes e os recursos didáticos também ficam limitados, especialmente com relação à parte tecnológica. Não faltam reportagens sobre as merendas escolares que são apenas bolacha e suco.

Ainda falando sobre a Educação, foram diversas as notícias sobre o FIES tendo redução nas suas bolsas e de universitários com muita dificuldade para fazer a renovação dos contratos. Uma das razões do corte, talvez a mais importante, foi a falta de verba para as mensalidades.

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