Finanças

Banco Central informa que famílias endividadas cresce em 2019

Após resultados este é o maior número dos últimos três anos.

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As famílias do Brasil estavam quitando suas dívidas após o último longo período de recessão econômica, porém o número de endividados acabou crescendo nos últimos 12 meses, alcançando o maior patamar dos últimos três anos. As informações são provenientes do Banco Central.

Segundo o BC a taxa de endividamento acumulada de maio de 2018 à maio de 2019 subiu para 44,04%, o maior índice desde abril de 2016, quando chegou ao patamar de 44,2%.

Em maio de 2018 esta medição estava em 41,9%, algo que chegou em 46,8% no pico da crise econômica em abril de 2015. Neste resultado está incluso o crédito habitacional, um dos principais responsáveis, que chegou a crescer 25,4% desde o último ano.

Outro sinal de aumento das famílias endividadas veio após a divulgação da pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que mostra um percentual de 64,1%, um aumento de 4,5% com relação ao mesmo período de 2018.

Renda comprometida

Grande parte das famílias brasileiras está com sua renda comprometida, mas os números segundo o BC estão estáveis. Há quase 2 anos parte da renda usada para o pagamento de dívidas, que inclui financiamento imobiliário está em 20% do total.

A taxa de inadimplência da pessoa física tem estado em uma média de 4,8%, algo que diminuiu no último ano, quando estava sempre acima dos 5%.

Então o Banco Central concluiu que apesar das famílias estarem mais endividadas, os débitos continuam sendo pagos. Mas o BC teme problemas no futuro, pois o número de vagas criadas no Brasil nos últimos dias está baixo, criando oportunidades principalmente em vagas informais e mal remuneradas.

O que dizem os economistas?

Para os principais economistas do Brasil o cenário econômico deve melhorar nos próximos dias, mas o endividamento deve continuar crescendo. Porém a porcentagem da renda destinada para o pagamento destas dívidas deve se manter estável.

Com a reforma da Previdência, a introdução coercitiva no cadastro positivo e a diminuição da taxa de juros Selic, que caiu para 6%, haverá uma diminuição nos juros gerais e o brasileiro irá conseguir manter as dívidas em dia.

Mas é preciso se manter atento as novidades e não contar 100% com a expectativa.

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