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Dubladora de “Stranger Things”, Ana Elena Bittencourt relembra carreira

Dona de uma voz que o público conhece desde os cinco anos, a mineira Ana Elena Bittencourt iniciou seus trabalhos na dublagem ainda nova pro meio de indicações dos amigos do pai. Hoje além de ser a voz oficial da Zendaya Coleman no Brasil, fez personagens famosos como a Angela Weber em “Crepúsculo” , Boo em “Monstros S.A.”, Emma Bloom em “O Lar das Crianças Peculiares” e o sucesso “Stranger Things” da Netflix, onde dá voz a Nancy.

Também tem o seu lado youtuber, participando do canal “Quem Dubla”, juntamente com Manolo Rey, Bruna Laynes, Matheus Perissé e Érika Menezes.

Como foi seu começo no meio da dublagem?

Meu pai conhece o Mário Jorge e a Monica antes de eu nascer, eles o incentivaram a me colocar no curso e deu certo. Fiz curso com a Marlene Costa, Flavia Saddy e Fernanda Baronne, elas me ensinaram muito (!) e continuam me ensinando. Eternamente grata a todos eles.

Ainda com cinco anos de idade, você ficou eternizada como a voz da Boo de “Monstros S/A”. Quais foram as dificuldades que teve na época e como essa personagem marcou a sua carreira?

Como eu era muito pequena, não consigo me recordar de uma dificuldade. Quando somos crianças tudo é divertido (graças a Deus, mesmo não sendo mais criança, continuo achando meu trabalho divertido), pegamos tudo muito rápido. Um fato que marcou muito foi o Garcia Jr cantando comigo frase por frase no meu ouvido pelo fone a música do banheiro.

Foto: Reprodução/Instagram

Como é participar do canal “Quem Dubla” no YouTube?

Sempre incrível! A sintonia é tão grande que muitas vezes gravamos sem roteiro. Bom gravar com amigos, né? Graças ao Manolo nós temos a oportunidade de nos reunir pra produzir um conteúdo interessante pra galera que assiste.

Outro filme que você também participou, lançado recentemente, foi o “Homem-Aranha no Aranha Verso” fazendo a voz da Peny. Pelo estilo da produção se tratar de um anime, isso exige mais do seu trabalho?

Não diria que exige mais, é apenas diferente. A minha personagem em específico era mais animada, pra cima.

Foto: Reprodução/Instagram

Um dos grandes sucessos originais da Netflix é a série “Stranger Things” como a Nancy. Conte-nos um pouco sobre como foi essa experiência.

No início acho que nenhum de nós imaginava o sucesso e repercussão que a série teria. Amei fazer parte dessa produção, que tem atores excelentes, uma das melhores trilhas sonoras e dois diretores maravilhosos: Sérgio Cantú e Phillippe Maia. Que sorte poder trabalhar com dois feras como eles e dois diretores que se entregaram à série com tanto gosto. Acompanhar a evolução da Nancy foi muito bacana.

Como foi fazer a dublagem da Edith em “Meu Malvado Favorito”?

Tenho um carinho enorme por essa produção e por ela. Por incrível que pareça, meu jeito é muito parecido com o dela. Amo o jeito moleca dela de ser. Sem contar que ser dirigida pelo Briggs e pelo Manolo já faz tudo ser mais legal de dublar.

Foto: Reprodução/Instagram

Em 2016, teve a dublagem carioca da protagonista do filme “Moana – Um Mar de Aventuras”, onde existem muitas cenas de música. Você possui alguma experiência com canto fora da dublagem?

Sempre digo que não canto, eu engano.  Mas tenho feitos algumas aulas e até já estou gravando algumas canções em algumas produções que tenho feito. Uma em especial, mas que, infelizmente, ainda não posso falar!

Além de personagens, você já foi voz oficial de alguns atores aqui no Brasil, como é o caso da Zendaya Coleman, em “Agente K.C.”, “No Ritmo” e no telefilme “Zapped”. A situação de representar uma personalidade no Brasil traz uma responsabilidade maior?

A responsabilidade é a mesma quando se trata de dar voz a um ator. A Zendaya é um xodó, dublo desde que ela começou em Shake It Up, e ter a oportunidade de acompanhar o crescimento dela como atriz em todos os outros papéis e poder dar voz a eles na versão brasileira é muito gratificante. Admiro muito ela como atriz e personalidade.

Foto: Reprodução/Instagram

Atualmente você tem 25 anos, porém trabalha como dubladora desde pequena. Como foi ter que conciliar os estudos, o trabalho e as vivências da infância?

Foi puxado! Mas no melhor dos sentidos. O castigo que meu pai dava se eu tirasse nota baixa era me afastar da dublagem. Logo, sempre fui boa aluna (um deslize aqui, outro ali… hahaha). Eu fui criança e dublei ao mesmo tempo, por vontade própria, meus pais sempre deixaram claro que se eu não gostasse eu poderia parar quando quisesse.

Deixe uma mensagem.

Valorizem a boa dublagem. Aos que querem entrar no mercado: não encarem a dublagem como “bico”, é trabalho e tem que ser levado a sério como tal. Teatro é extremamente importante e essencial. Procurem bons cursos de dublagem, com professores fortes no mercado, que tenham experiência.

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