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Atriz Letícia Colin sofre censura no Instagram por estar com seio a mostra e artistas reagem

A atriz Letícia Colin, 30 anos de idade, é capa da revista Marie Claire agora de dezembro. O tema do ensaio fotográfico o qual ela participou era a defesa da emancipação feminina. Uma das imagens pertencente ao ensaio, que foi nas redes sociais da revista, foi tirada do Instagram na quinta-feira, dia 29 de novembro, por supostamente estar em desacordo com as políticas de nudez. Letícia Colin surge sentada em um banco, usando um blazer preto aberto, que faz com que os seus seios fiquem à mostra, exibindo um pedacinho dos seus mamilos.

“Nosso corpo deve ser um instrumento de nossas escolhas e desejos. Seios de mulheres não deveriam causar estranhamento. Por que homens podem andar sem camisa e nós não?”, falou a atriz, durante uma entrevista começou a circular nas bancas na quinta-feira.

Após a retirada da foto, vários artistas repostaram a imagem em seus perfis, fazendo uma campanha contra a censura dos mamilos, o que fez com que a hashtag #FreeTheNipple (liberte os mamilos, traduzindo-se do inglês), bombou na internet. O movimento está longe de ser novo, mas sim já conta com alguns anos de existência e até mesmo a adesão de personalidades de nível internacional, como a famosa top model Naomi Campbell.

Veja abaixo algumas das reações:

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#Repost @tainamuller ・・・ Você sabia que o uso de roupas e sutiãs ao longo dos séculos atrofiaram as glândulas de Montgomery, responsáveis pela lubrificação e proteção dos mamilos durante a amamentação? Essa é considerada uma das principais causas dos problemas que a maioria das mulheres enfrentam ao amamentar nos primeiros meses: mamilos rachados (ou despedaçados!) e muita dor. A dor interrompe a cascata hormonal de ocitocina que é responsável pela produção de leite. Com isso, acaba-se recorrendo à mamadeira e pronto! Temos mais um bebê privado da alimentação de ouro da primeira infância. Isso tudo acontece porque nossos seios foram cobertos e privados de sol ao longo dos anos, atrofiando tais glândulas e transformando uma pele, que deveria ser acostumada à alta fricção da sucção, em uma pele finíssima. Só quem viveu a dor lancinante e quase insuportável ao dar de mamar sabe do que eu estou falando. Mas por que aceitamos o fato de algo tão natural e fisiológico causar tanta dor e desconforto? Simplesmente porque a função mais sagrada dos seios da mulher, que é a de alimentar um bebê, é totalmente soterrada pela erotização do olhar do patriarcado. Ao invés de deixarmos nossos seios livres, que seria o mais saudável para a espécie, os censuramos simplesmente porque mesmo com essa função maravilhosa eles são vistos, em primeiro lugar, como OBSCENOS. Nesse exato momento em que você lê isso uma mãe está se escondendo para alimentar seu filho com medo de retalhação. Num país tropical como esse, não podemos ousar (nem grávidas!) a tomar sol no peito (como recomendam os médicos) que chamam a polícia. Mais uma prova de que essa sociedade é feita pelos homens e para os homens. Obrigada, @leticiacolin e @marieclairebr pela coragem de trazer essa pauta. Agora um pouco mais sobre nossos amados e incríveis mamilos: Os tubérculos de Montgomery são conhecidos por terem funções antibacterianas. Esses tubérculos produzem óleos naturais que se encarregam de controlar o pH e proteger o mamilo de qualquer tipo de infecção. Além disso, substâncias voláteis nas secreções podem servir de estímulo olfativo para o apetite dos bebês recém-nascidos durante o aleitamento. A natureza é per

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Você sabia que o uso de roupas e sutiãs ao longo dos séculos atrofiou as glândulas de Montgomery, responsáveis pela lubrificação e proteção dos mamilos durante a amamentação? Essa é considerada uma das principais causas dos problemas que a maioria das mulheres enfrentam ao amamentar nos primeiros meses: mamilos rachados (ou despedaçados!) e muita dor. A dor interrompe a cascata hormonal que é responsável pela produção de leite. Com isso, acaba-se recorrendo à mamadeira e pronto! Temos mais um bebê privado da alimentação de ouro da primeira infância. Isso tudo acontece porque nossos seios foram cobertos e privados de sol ao longo dos anos, atrofiando tais glândulas e transformando uma pele, que deveria ser acostumada à alta fricção da sucção, em uma pele finíssima. Só quem viveu a dor lancinante e quase insuportável ao dar de mamar sabe do que eu estou falando. Mas por que aceitamos o fato de algo tão natural e fisiológico causar tanta dor e desconforto? Simplesmente porque a função mais sagrada dos seios da mulher, que é a de alimentar um bebê, é totalmente soterrada pela erotização do olhar do patriarcado. Ao invés de deixarmos nossos seios livres, o que seria o mais saudável para a espécie, os censuramos simplesmente porque eles são vistos, em primeiro lugar, como OBSCENOS. Nesse exato momento em que você lê isso uma mãe está se escondendo para alimentar seu filho com medo de retaliação. Num país tropical como esse, não podemos ousar (nem grávidas!) a tomar sol no peito (como recomendam os médicos) que chamam a polícia. Mais uma prova de que essa sociedade é feita por homens e para os homens. Obrigada, @leticiacolin e @marieclairebr pela coragem de trazer essa pauta. Agora um pouco mais sobre nossos amados e incríveis mamilos: Os tubérculos de Montgomery são conhecidos por terem funções antibacterianas. Esses tubérculos produzem óleos naturais que se encarregam de controlar o pH e proteger o mamilo de qualquer tipo de infecção. Além disso, substâncias voláteis nas secreções podem servir de estímulo olfativo para o apetite dos bebês recém-nascidos durante o aleitamento. A natureza é perfeita. Free tetas!

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Diversas artistas fizeram publicações dizendo, entre outras coisas, “Por que os homens podem e nós não?”. A revista feminina Marie Claire retrucou a medida do Instagram rechaçando a retirada das postagens: “E se fosse um homem sem camisa? O Instagram censurou nosso perfil tirando do ar a imagem de Letícia Colin de topless”.

Igualmente em seu perfil Instagram, a atriz Letícia Colin, que está curtindo suas férias em Portugal com o final da novela “Segundo Sol” (Globo), satirizou o fato, publicando uma foto na qual aparece vestida, segurando um pastelzinho de belém na frente de um de seus seios e emendou com a seguinte legenda: “Remove-me, Instagram”.

Veja abaixo a foto citada da artista:

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Remove-me, Instagram.

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Graduada e Mestre em História. Faço parte da equipe de redação do portal TV É Brasil. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Uma verdadeira amante da cultura, arte e entretenimento.

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