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Tribo de Jah trazem vibe reggae para carnaval no Maranhão

No dia 24 de fevereiro, a Tribo de Jah participa do Circuito Oficial de Carnaval de São Luís, no Maranhão, pela primeira vez. Logo na estreia, o trio elétrico da banda de reggae apresenta o jamaicano Kenyatta Hill, além de Magno Roots e a Equipe de Ouro do Bairro de Fátima. 

O Bloco da Tribo tem início às 16h, saindo da Avenida Beira Mar. “Já participamos do Carnaval da Bahia e de Pernambuco, e aqui ainda não havíamos feito nada parecido. Estamos na Jamaica brasileira, nada mais justo que colocar um trio de reggae para agitar o Carnaval em São Luís”, afirma Fauzi Beydoun, vocalista da Tribo de Jah, conhecido como pioneiro do reggae nacional.

Além de participar do Bloco da Tribo, Kenyatta Hill também já confirmou uma gravação de música e clipe em parceria com a banda maranhense. O lançamento de “Homem da Babilônia”, composição de Fauzi Beydoun, está previsto para o mês de maio. Por enquanto, vale conferir o último trabalho da Tribo de Jah, “Pavimentando a Estrada”.

Como estão as expectativas de vocês para o Circuito Oficial de Carnaval de São Luís esse ano?

As expectativas são as melhores possível. A gente sempre acreditou na importância da Tribo de Jah, no carnaval do Maranhão, porque eu tenho dito recorrentemente aqui que a gente sempre troca e variavelmente, quase todo ano, a gente toca no carnaval do Recife, no carnaval de Olinda. Já tocamos no de Salvador, e vários carnavais do interior da Bahia, carnavais importantes, Itacaré, Mucurici, Canavieiras. Tem uma tradição do carnaval muito atrativo no litoral da Bahia e coisa e tal. Então assim, a banda trabalha muito nos carnavais, mas até então a gente não estava tendo essas oportunidades para tocar no Maranhão. A tribo tem uma grande contribuição a dar para o carnaval maranhense, que é o carnaval rico que merece ser bem trabalhado e explorado, mais a contribuição da banda no sentido de trazer turistas, os fãs da banda de outros estados que às vezes não gostam do carnaval tradicional, mas curte um reggae, vem para a Jamaica Brasileira e vão ter a oportunidade de ver a Tribo de Jah no carnaval. É mais um elemento para agregar na somatória dos valores nos atrativos do carnaval maranhense. Então a gente está muito feliz pela oportunidade e esperamos corresponder da melhor maneira fazendo um carnaval muito bonito, muito atrativo, muito contagiante. Essa é a expectativa e é tudo o que nós queremos realmente. 

Vocês vão estar ao lado do jamaicano Kenyatta Hill, além de Magno Roots e a equipe de Ouro do Bairro de Fátima. Conte-nos um pouco sobre a experiência de vocês com o pessoal.

Com relação à vinda do jamaicano, eu acho que foi algo muito bacana que vem a somar mesmo dentro da nossa expectativa de dar um brilho muito especial nesse carnaval, porque o que está aí é um herdeiro da banda Culture, é filho do Joseph Hill. Eu particularmente como produtor já tinha tido oportunidade de trazer a banda Culture na época do pai dele, do José Ferreira, duas vezes para o Brasil, então tive um convívio com o pai dele, uma aproximação. Fizemos vários shows aqui no Brasil, e eu fui o primeiro a trazer na verdade eles aqui para o Brasil. É uma referência riquíssima do Reggae Roots, uma das maiores com certeza, e o bacana e que ele vem herdando o pai à altura, com carisma, com a interpretação e com a presença, ele tem se destacado. Nós tínhamos muita vontade de manter vivo esse elo, porque eu tenho um filho que também está tocando e cantando na Tribo de Jah agora, que é o Pedro. Essa nova geração que está fazendo um trabalho de alto nível que mantém viva as raízes do Reggae. A ideia é gravar uma música inédita com ele e a Tribo de Jah e temos projetos, temos planos para ele aqui no Brasil de trazê-lo mais vezes, de fazer uma turnê nacional, de convidá-lo para a gravação do nosso DVD acústico. É o começo de uma parceria que na verdade, já começou com o pai dele lá atrás, mas eu acho que é uma atração que tem tudo a ver com o Maranhão. As músicas, os clássicos da banda Culture, quando toca os fãs do reggae se emocionam. A gente espera que isso crie no carnaval um momento mágico de transe, uma coisa fora do comum. A equipe de Ouro DF vem de uma amizade bacana com uma galera que quer fazer um trabalho radicalmente rústico com o reggae. Eu tenho um carinho, uma admiração muito especial. O Magno na verdade, cedeu a casa dele para fazer a prévia do bloco da Tribo, e foi um gesto de simpatia também. Então gratidão é isso, para retribuir esse gesto dele, ele foi convidado para participar da concentração com a equipe de Ouro DF. Fazer uma sequência lá, que só ele sabe fazer, e trazendo inclusive uma atração de última hora que é um dos maiores nomes do Reggae do Maranhão, uma grande revelação, que vai dar uma canja também, vai participar, vai abrir o caminho lá para entrada da Tribo. É uma atração de última hora, mas de grande peso, juntamente com a equipe de Ouro DF que vai dar um brilho todo especial, se Deus quiser. 

Esse ano também vai marcar a primeira vez de vocês nesse circuito. Como surgiu a ideia?

Com relação ao circuito, obviamente para participar do carnaval, a gente achou que seria importante que a banda participasse do circuito oficial do carnaval, que é um circuito novo, uma ideia maravilhosa que pegou, deu um destaque, uma projeção muito maior ao carnaval do Maranhão. O carnaval de rua é realmente o que atrai mais, é participação popular e coisa e tal. Então assim, se era para participar que fosse no circuito principal, com um destaque que nós achamos modestamente que a Tribo merece também, que eu acho que a Tribo tem um valor expressivo, tanto é que a gente percebeu pela mídia nacional, que o que mais teve destaque em relação ao carnaval do Maranhão, foi a participação da Tribo de Jah com o cantor jamaicano. Saiu em vários veículos da imprensa no Sul do país, no Sudeste, no UOL, nos canais, no R7, por exemplo. Tiveram menções a essa inovação do carnaval maranhense, trazendo a Tribo. Então para a gente, só isso já foi um grande destaque, essa repercussão à nível nacional que a vinda da Tribo está trazendo para o carnaval do Maranhão.

Foto: Divulgação

Como foi o começo da ligação de vocês com o reggae e o carnaval?

Para ser sincero, eu pessoalmente não sou muito chegado no carnaval, nas músicas de carnaval, mas o fato é que a Tribo é muito solicitada neste período, então sistematicamente, por tantos anos após anos, a gente vem trabalhar. Agora o mais importante é fazer o nosso trabalho do carnaval, então o carnaval passou a ser muito legal para gente também. Se fosse para pular o carnaval no Bloco de Arrocha, eu realmente não iria por nada, sem preconceito, mas é uma questão de gosto particular. Como fã de reage, que eu não posso negar, poder curtir o reggae na avenida, na passarela, no circuito, no trio elétrico, nós já tocamos por muitos anos, tocamos assim carnavais muito tradicionais como eu falei da Bahia, de Pernambuco, enfim. Isso já virou uma praxe para a banda, tocar em trio elétrico por exemplo, isso já é uma coisa recorrente em grandes carnavais do Brasil e agora finalmente no Maranhão também. Então assim, a ligação com o carnaval vem de muito tempo. Eu acho o verdadeiro carnaval, ele tem um elemento cultural muito importante. Você vê aqui em Pernambuco o frevo, o Maracatu… são expressões artísticas que no carnaval ganham relevância, e isso é muito bom. O Carnaval da Bahia tem blocos com mulher, são coisa de muita relevância cultural e a gente tem todo o respeito e um carinho por isso. Então esse viés do carnaval, eu particularmente tenho uma simpatia muito grande. Eu acho que o reggae chegou para ficar! Então reggae no carnaval já não é novidade, e agora mais do que nunca, a gente se sente em casa, podendo tocar e curtir a vibe do reggae no carnaval. Eu acho que faz toda a diferença e eu acho sinceramente que é uma marca do carnaval maranhense e da cultura do Maranhão que não pode ser desprezada. Tem que estar presente, porque faz toda a diferença e faz bonito.

Deixe uma mensagem.

A minha mensagem é aquela mensagem de conclamação. Venha para o bloco da Tribo, tem o bloco do reggae também que sai no outro dia. Eu acho que é uma oportunidade única de você curtir a vibe do reggae, e a vibe do reggae é diferenciada. O reggae traz uma mensagem de amor, de paz, de congraçamento, de união e é isso, apenas isso que nós queremos celebrar. A vida, dar graças a Deus, tudo isso no carnaval né. Passar mensagens de amor, de paz, de união. Mensagens positivas para a massa e fazer uma festa, reggae também é entretenimento, é congraçamento, é só o que nós queremos, o amor, a alegria transbordante no circuito do carnaval maranhense. Deus os abençoe. Abraço!

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