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Marcos Hasselmann: a música de diversas gerações

Considerado um cantor que foge um pouco dos tradicionais, Marcos Hasselmann é um verdadeiro amante da música brasileira, apresentando e fazendo interpretações fascinantes de cantores que marcaram a geração MPB, Jazz e Blue brasileiro, como Tom Jobim e Ben E. King, ele levanta o público ao som de grandes clássicos.

O início de sua fama porém não foi na música, em uma época da sua vida enquanto saia de uma agência bancária, foi perseguido por dois assaltantes que ao perceber a aproximação, Hasselmann conseguiu tirar de sua mochila uma cobra. O caso teve repercussão nacional, sendo convidado para diversos programas de televisão como o de Jô Soares na Rede Globo.

Como foi o começo da sua ligação com a música?

Me lembro de passar com meus pais por lojas de instrumentos e ficar doido como cheiro da madeira dos violões. Meu avô materno era trompetista e minha mãe sempre cantou em casa tocando violão… Cresci ouvindo os maiores nomes da música brasileira e estrangeira e sempre ganhei discos no Natal.
As férias de fim de ano eram marcadas por musicas da época.

Aos 11 anos fui convidado por um professor de violão, o Celso, a cantar em seu grupo de serestas e aceitei. Foi aí que tudo começou, cantei por alguns anos e dps parei e fiquei uns 15 anos sem cantar meu pai ficou muito doente e montamos um quarto todo equipado e com enfermeiros e tal… disse isso porque tive q ir ao banco sacar dinheiro para pagar os enfermeiros e na saída do banco 3 caras me seguiram para me roubar.

O dinheiro estava na minha mochila que estava pra frente e fui abrindo sem que eles vissem. Quando chegaram perto tirei de lá uma cobra de quatro metros e quando viram saíram correndo. Mais tarde fui a uma reunião onde estava o Gilson Monteiro que adorou a historia e publicou em seu blog. No dia seguinte meu telefone não parou: Discovery Channel Latina entre outros me ligando até que ligaram do Programa do Jô querendo me entrevistar. Eu disse que topava mas que eu cantava jazz e gostaria de cantar com o sexteto durante a entrevista e assim o fiz. Conclusão, voltei a cantar e ate hoje tenho ao meu lado o baixista Bira.

Foto: Reprodução/Instagram

Você costuma ter no seu repertório grandes nomes da música do jazz, MPB e blues, como Tom Jobim entre outros. Qual impacto acredita que esses estilos tem com o seu público?

Costumo ouvir do meu público que eu toco o coração deles… Você que me assistiu, concorda? o que você sentiu? Quando eu canto costumo sair de mim e vou pra um lugar muito especial e acredito que levo o público comigo.

Hoje em dia, a sua casa virou um espaço para apresentações e shows da sua banda. De onde veio a ideia de abrir a Villa H?

A ideia de fazer a VILLA H surgiu da vontade de compartilhar a casa onde eu cresci e onde sempre teve música boa com as pessoas.

Foto: Reprodução/Instagram

Para as gerações mais recentes, conhecer as músicas clássicas do Brasil é importante para a cultura deles com a música contemporânea?

É Fundamental! Foi assim que me tornei um cantor. sempre ouvi de tudo e continuo ouvindo.

Que mensagem você gostaria de deixar para os jovens de hoje.

Pesquisem e estudem! Vejo tanta gente nova incrível na cena musical atual. Dos que tocam ou já tocaram comigo posso citar o pianista Salomão Soares, o violonista Pedro Franco, e o guitarrista Felipe Castro, que são super jovens e incríveis.

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