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Drayson Menezzes representa a cultura negra no teatro

Drayson Menezzes é ator, cantor e dançarino. Atualmente ele está trabalhando em trÊs espetáculos: ‘Negra Palavra Solano Trindade’, em cartaz no teatro Poeira, em Botafogo, até o dia 19 de fevereiro – o espetáculo tem contado com diversas participações especiais como Sheron Menezzes, Rodrigo França e Conceição Evaristo. Essa semana, o espetáculo contará com a presença da atriz Tati Tibúrcio. Drayson também está estrelando ‘Oboró – Masculinidades Negras’, no Teatro João Caetano, do dia 06 ao dia 09 de fevereiro. Em São Paulo, o ator vive Malcom X no espetáculo ‘O Encontro – Martin Luther King e Malcom X’. Serão quatro apresentações em fevereiro.

Com formação em Teatro pela UniverCidade, Drayson tem como seus principais trabalhos nos palcos os musicais ‘Forever Young’, ‘2Filhos de Francisco’ e ‘CONSTELLATION – Uma Viagem Musical Pelos Anos 50’. Na televisão esteve nas novelas Cheia de Charme, Segundo Sol e na Minissérie O Caçador, ambas exibidas pela Rede Globo. Em 2019 estreou na série Dependentes, de Marco Altberg e exibição no Canal Futura.

Em complemento a sua formação no teatro o ator, Drayson tem em seu currículo estudos com grandes professores como: Camilla Amado, Dani Calazans, João Fonseca, Daniel Herz, entre outros.

Considerado um artista de múltiplos talentos, conte-nos um pouco sobre como foi o seu início nas artes.

Comecei com 12 anos fazendo aulas de violão. Foi quando descobri que tinha aptidão pro canto. Acho que no mesmo ano comecei a estudar teatro e a dançar hip-hop, entrei pra uma cia em Porto Alegre. Vi o Teatro como a melhor forma de juntar tudo que gostava de fazer.

Atualmente você está trabalhando com três espetáculos que tratam sobre a cultura negra. Qual a importância que você sente em estar conseguindo transmitir esse conhecimento através do teatro?

É um prazer e uma honra poder fazer 3 espetáculo com temáticas me me movem e me interessam. O teatro chega nas Pessoas de uma forma muito direta, muito próxima. As pessoas se identificam e por isso ficam mais abertas para as ideias discutidas nos espetáculo. Através da imagem e dos afetos conseguimos chegar no coração das pessoas, e no mínimo acender uma fagulha de inquietação, para que o público repense a nossa sociedade, o lugar que ocupa nela e o que pode fazer a respeito. O teatro preto reivindica a nossa humanidade. O corpo preto em cena diz para o público preto que aquele é um espaço pra ele. Reivindica nossa complexidade e nossa pluralidade.

Em meio a tantos ensaios e personagens diferentes, como está sendo conciliar a agenda com as produções?

Eu entrego pra Deus! Hehehe. Na verdade tem tudo se encaixando muito bem. Não tenho conseguido sair muito pra poder manter o ritmo de todos os espetáculo. É do trabalho pra casa. Tenho que cuidar do corpo e da voz. Devo ao nosso povo que sai de casa pra assistir um espetáculo preto o melhor que eu puder dar de mim. Muito do nosso público é composto por pessoas que nunca foram ao teatro. O teatro negro tem formado muito público.

Na televisão, você também já esteve em novela como “Cheias de Charme” e “Segundo Sol”. Sente vontade de volta a se dedicar esse meio?

Sinto vontade sim. Eu gosto muito de TV. É um veículo completamente diferente e gosto de desafios.

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