Economia

737 MAX e compra de parte da Embraer são os novos desafios do presidente da Boeing

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Nesta semana o presidente executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, foi demitido, deixando as “bombas” do jato 737 MAX e da compra de parte da Embraer para David Calhoun, que deve assumir o cargo a partir do próximo dia 13 de janeiro.

Ambas as situações são extremamente difíceis de resolver e são fundamentais para o bom desenvolvimento da empresa à longo prazo.

Os responsáveis pelos reguladores da União Europeia estão investigando o acordo com a brasileira, que deve passar dos 4,2 bilhões. Foram solicitados mais de 1,5 milhão de páginas com dados e informações de duas décadas das campanhas de vendas da companhia.

Uma das preocupações da Comissão Europeia é com relação ao volume de pedidos, onde um acordo deve reduzir o número de participantes no mercado global de jatos, hoje em três para dois.

Britânicos estão interessados em comprar Polo Garoupa da Petrobras.

Tudo isso acontece em meio a crise após a suspensão da fabricação e distribuição de seu 737 MAX, que acabou sofrendo dois acidentes fatais semelhantes nos últimos meses.

Embraer

Mas assim como todos esperam, David Calhoun, também tem o desejo de que a união entre as empresas se concretize, pois ele conhece muito bem a empresa brasileira.

O acordo é de compra de 80% da divisão de jatos comerciais da Embraer, principal rival da Airbus da Europa no quesito de aviões com menos de 150 assentos.

O principal concorrente da Embraer na família de jatos E2 de 80 a 120 assentos foi comprado pela Airbus nos últimos meses. Essa concorrente em questão é a canadense Bombardier.

Enquanto a concorrência fecha acordos a passos largos, a Boeing e Embraer teve o seu acordo adiado, justamente pelo aprofundamento sobre investigações de concorrência no último mês de outubro.

Diversas fontes americanas negam que o acordo acabe reduzindo o mercado de três para apenas dois, isso porque os mercados principais e regionais estão separados.

Até o momento a China, Japão e Estados Unidos já aprovaram o acordo com a Embraer. O Brasil deve confirmar também o seu apoio preliminar no início de 2020.

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