Beneficios

Fim do Abono Salarial em São Paulo para grande parte dos trabalhadores

Reforma da Previdência proposta por Bolsonaro coloca um fim no benefício em São Paulo.

Um trecho da Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) chamou a atenção na manhã desta segunda-feira. Entre as mudanças está o fim do Abono Salarial como conhecemos hoje, para cinco estados do Brasil, onde entre eles está o de São Paulo.

O benefício destinado a trabalhadores baixa renda, será pago somente para trabalhadores que tenham pagamentos de até um salário mínimo R$ 998, diferente dos até dois salários mínimos como é pago nos dias atuais a todos os estados.

A grande crítica dos especialistas é que boa parte dos trabalhadores nestes cinco estados ganham valores acima de um mínimo, onde serão pouco a terem o direito ao benefício.

Estados

Os estados selecionados pela área econômica são os de:

  • São Paulo;
  • Rio de Janeiro;
  • Santa Catarina;
  • Rio Grande do Sul;
  • Paraná.

Nestes cinco estados vigoram hoje um mínimo acima dos R$ 998 federal. Por exemplo, em São Paulo os patrões não podem contratar um funcionário por menos de R$ 1.100, onde este este “piso” já elimina o abono salarial de todos os trabalhadores registrados no estado.

Congresso

Diante da situação muitos congressistas já articulam derrubar esta parte da reforma da Previdência, pois segundo eles isso não tiraria o privilégio dos mais ricos, como é proposto pela reforma, mas sim prejudicaria os mais pobres do país.

Se isso desagrada a oposição, até mesmo congressistas dos cinco estados afetados que são a favor da reforma, estão preocupados com este quesito. Para eles uma alternativa para que a reforma passe mais tranquilamente é levar em consideração o piso estadual e não apenas o nacional, assim a população mais necessitada continuará recebendo o benefício, cortando apenas o “essencial”.

Números no Brasil

Em 2017 cerca de 24 milhões dos 46 milhões de trabalhadores brasileiros ganhavam salários de até dois mínimos, com base no mínimo nacional. De acordo com estatísticas, se a proposta for aprovada, apenas 2,6 milhões de trabalhadores teriam direito aos valores.

Com relação aos cortes, a área econômica tenta justifica-los por oferecer uma economia de R$ 170 bilhões por ano aos cofres públicos.

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