| Educação a Distância na universidade do século XXI | |
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Proposta PedagógicaLeda Maria Rangearo Fiorentini1
Apresentação
A série Educação a Distância na
universidade do século XXI, que será apresentada no programa Salto
para o Futuro/TV Escola de 24 a 28 de novembro de 2003, procura discutir
as experiências brasileiras de educação superior a distância e os caminhos
encontrados para ampliar sua contribuição estratégica ao atendimento das
necessidades de formação superior, inicial e continuada, das demandas
sociais emergentes, da democratização da oferta e da busca de qualidade no
processo educativo. Essas experiências sofrem influência das
transformações socioculturais provocadas pela evolução da sociedade do
conhecimento e da aprendizagem, pelo avanço tecnológico, pelas
características do sistema político-econômico nacional e internacional,
pelas modalidades de incentivo e fomento às iniciativas educativas, além
dos desafios das demandas e peculiaridades regionais e da inserção de
novos conhecimentos, métodos, ambientes e mídias nos processos formativos. Educação superior mediada por tecnologias A produção do conhecimento e a formação realizada nas instituições de ensino superior sofrem influência das tecnologias da informação e da comunicação, que vêm exercendo papel fundamental em qualquer área de atividade. Elas facilitam a disseminação de informações, a transferência de tecnologia e a educação continuada de caráter informal e formal, além da integração interna e do trabalho cooperativo entre indivíduos e organizações. Não apenas a escrita, a leitura, a audição e a visão estão sendo cada vez mais capturadas pelos avanços das tecnologias da informação, mas também as capacidades de criação, de imaginação e de aprendizagem. Há uma nova gestão social do conhecimento a partir do desenvolvimento da informática, que muda seu centro de gravidade, desde o surgimento de novas técnicas de produção, de armazenamento e de processamento das informações. É o conhecimento que acelera as coisas, que transforma a economia em algo instantâneo, que a faz operar em tempo real e que vem gerando um novo quadro organizacional caracterizado pela flexibilidade decorrente de mudanças rápidas nos produtos, nos métodos e nos procedimentos. Essa flexibilidade decorre da utilização de equipamentos programáveis e informatizados, das possibilidades de maior adaptação aos ajustes necessários em termos de procedimentos e variação dos indivíduos participantes. Na sociedade da informação, pode-se detectar essa nova dimensão social no fato de que os indivíduos, espalhados pelo planeta, ao integrarem-se em redes de comunicação, tornam informação e conhecimento patrimônio da humanidade – um bem comum (da Silva, 2003)2. Desse modo, a produtividade intelectual artística e científica faz com que a sociedade da informação não se defina em função de indivíduos, nações ou corporações, mas alcance dimensão universal, pois o conhecimento passa a pertencer a todos, o que torna necessário disseminá-lo para que possa ser incorporado pelos indivíduos em sua produtividade cotidiana. “Em outras palavras: todos têm direito a aprender para seu próprio desenvolvimento pessoal. Assim, o papel da educação na sociedade da informação é o de redistribuir a riqueza do conhecimento” (da Silva, 2003). Pode-se questionar, como o faz Taylor (2003)3 se, ao interferir sobre tantos aspectos da sociedade, a rede mundial de computadores também interfere na mudança da universidade. Assim, ao perguntar-se como as instituições de ensino superior poderão responder a tais demandas e desafios estando, ao mesmo tempo, na vanguarda da inovação e da institucionalização da mudança social, conclui-se que há potencial não somente para implementar economia de escala como também a qualidade pedagógica e administrativa dos processos formativos, das instituições e dos serviços de atendimento ao estudante, como algo inexorável. Uma vez garantido o acesso às informações a partir de uma estação de trabalho, inúmeras iniciativas têm sido implementadas para organizar redes de interação apoiadas nas tecnologias disponíveis, com o fim de utilizá-las de forma sistemática nas atividades econômicas e educativas. Nesse contexto, forma e conteúdo do trabalho não poderiam permanecer inalterados com as mudanças ocorridas em todo o mundo, renovando os locais costumeiros de trabalho e de estudo (Mello, 2003)4. Pesquisadores, professores e estudantes precisam posicionar-se e refletir a partir do fato de que os recursos de linguagens padronizadas para hipertextos, como a HTML, e de transmissão da internet estão disponíveis e podem ser acessados e utilizados com relativa facilidade. Mendes Jr. e Heineck (2003)5 ponderam que há dez anos o microcomputador foi considerado uma revolução na forma de escrever textos de qualquer natureza, e oferecendo algo mais, como o auxílio para organização de informações. Discutem o que ocorreria num cenário em que todos escrevam os seus trabalhos diretamente na rede, assim como o fazem os jornalistas na mídia impressa, ou os “internautas” nos newsgroups, recebendo comentários e gerando acréscimos (novos textos e links) de qualquer leitor e usem hipertextos permanentemente atualizados no desenvolvimento das atividades sobre um determinado tema, permitindo várias formas de leitura e navegação, saídas do texto e navegação em outros textos ou imagens em outros “endereços”, em qualquer parte do mundo. Nesse cenário, a questão passa a ser o para que, por que, como, quando e onde usar os textos e documentos produzidos com o apoio das novas tecnologias, a despeito dos receios e preconceitos relativos às mudanças que o uso deste meio provoca sobre a forma de escrever, produzir, distribuir, ler, analisar e interagir com a informação científica e tecnológica gerada pela comunidade acadêmica. Não se pode deixar de reconhecer mudanças significativas nos procedimentos usualmente adotados pelas instituições para com os seus recursos humanos. De um lado, temos que a formação inicial obtida em cursos superiores de graduação tornou-se insuficiente para a inserção no mercado de trabalho e para a participação social, pois a dinâmica e velocidade na produção do conhecimento geram continuamente novos problemas, necessidades e demandas a que os profissionais precisam fazer frente no exercício cotidiano de suas atividades. De outro, enfrentamos a necessidade de uma formação contínua, ao longo da vida, o que faz com que os professores sejam desafiados a enfrentar novas responsabilidades diante das crises provocadas pela globalização. Educar em valores e construir personalidades flexíveis e eticamente desenvolvidas passa a ser fundamental (Castells, apud De Benito, 2000)6. A difusão da internet exige educação mais flexível, a partir do reconhecimento da necessidade de aprender de forma contínua, pois “as pessoas terão que mudar e adaptar-se para viver, não em um mundo diferente, mas em vários [mundos] que se irão criando sucessivamente” (Castells, 2000, apud De Benito, 2003), tornando vital superar propostas de educação baseadas na transmissão de pacotes de conhecimentos sistematizados que proporcionam educação bancária (Freire,1969)7, empobrecedora da formação, da atuação profissional e da participação social. Tal ênfase no aprender a aprender baseia-se no fato de que o trabalhador do conhecimento constitui a principal força de trabalho na sociedade atual, de tal sorte que já não basta ter informação, pois ela não significa conhecer nem garante um conhecimento crítico do mundo, já que informações em excesso acabam por dificultar e distorcer a comunicação (Rover, 2003, p. 47)8. A relação distância-presença, mais que dicotômica, mostra-se contínua, dialética, reconfigurada pela mediação tecnológica, função da natureza, objetivos e conteúdos dos cursos. Estudos realizados em diversos países mostram que muitas cidades e regiões crescem e se desenvolvem em várias áreas a partir do investimento público ou privado em universidades. Considera-se que elas se legitimam ainda mais quando seus interesses vão ao encontro dos interesses e demandas da sociedade na qual estão inseridas, tornando a socialização do conhecimento um dever e, ao mesmo tempo, um fator determinante, quando se pretende que a universidade esteja em sintonia com o mundo atual e seja democrática. Em nosso país, é possível observarmos manifestações segmentadoras e contraditórias acerca da educação a distância, contrapondo-se concepções preconceituosas e conservadoras, que a consideram como supletiva ou complementar à educação presencial, de caráter emergencial, a outras concepções provocadas pelo advento, disseminação e uso de novas tecnologias nos processos formativos de nível superior. Nesse sentido, Bacha Filho (2003)9 enfatiza que não podemos atribuir necessariamente à EAD “nem “aligeiramento” nem “simplificação” do processo de aprendizagem, uma vez que o referencial teórico-prático para a aquisição de competências, habilidades e atitudes que promovam o desenvolvimento pleno da pessoa, o exercício da cidadania, a qualificação para o trabalho e a autonomia para continuar aprendendo é exatamente o mesmo para ambas as formas de ensino: presencial e a distância” (p. 29). Lembra, ainda, que essa mesma tendência já fora observada em relação ao surgimento de novas mídias frente às anteriores, como é o caso da TV frente ao rádio e aos jornais. Nos novos cenários produzidos pelas tecnologias da comunicação e da informação, a educação a distância desponta como oportunidade para incrementar o atendimento das demandas educacionais da população e da sociedade, bem como constitui uma alternativa às exigências de natureza social e pedagógica atuais, apoiada pelas possibilidades agregadas pelas tecnologias. Nesse contexto sociocultural, torna-se relevante a presença da ação do Poder Público, frente à demanda de um marco normativo, à luz de critérios claros, que organize e fomente uma cultura da avaliação organicamente concebida e implementada ao planejamento e oferta de processos formativos a distância. Por isso mesmo “a EAD assume seu caráter de prática educativa comprometida com a (re)construção da sociedade e que exige organização de apoio institucional e mediação pedagógica capazes de garantir a efetivação do ato educativo” (Bacha Filho, 2003, p.32). É imprescindível reconhecermos a relevante contribuição da educação a distância na concretização das políticas públicas promotoras de eqüidade, na oferta de oportunidades educativas e na participação na economia e desenvolvimento da sociedade, minimizando os efeitos da exclusão social. Nesse contexto, precisamos estar atentos aos estragos em conseqüência da exclusão tecnológica e digital, e muito arrojo, diálogo, disponibilidade e criatividade no enfrentamento da complexidade das demandas crescentes de conhecimento, aprendizagem e ação. Bacha Filho (2003, p.41) pondera que “não podemos nos contentar com a repetição de clichês, mesmo aqueles com sabor progressista, nem com definições abstratas ou globalizantes. É preciso ir além, traduzir em propostas concretas, num autêntico ‘afrontamento’ à realidade, o atendimento às demandas de uma sociedade em vertiginosa mudança.” Observa-se que a comunidade universitária vem tentando superar os temores quanto ao possível barateamento da qualidade do ensino, a tendência privatista, buscando assegurar condições mais favoráveis ao desenvolvimento da educação superior mediada por tecnologias, que não a reduza à transposição de ambientes, recursos e metodologias educacionais utilizados no modelo presencial. Os ambientes, processos e materiais organizados para aprender com tecnologias comportam dimensões importantes, como a estrutura cognitiva referida à natureza das atividades a realizar e a estrutura social de participação, que impregam os processos formativos e se constituem como prática social explícita ou oculta, cuja forma e contéudo referem-se aos conhecimentos, ao contexto sociocultural, ao patrimônio cultural e científico da humanidade, à construção de sentido por meio de diversas linguagens, meios de comunicação e respectivos ambientes tecnológicos. Contam a favor dessa tendência a publicidade dos atos e sua transparência, proporcionadas pelas mediações tecnológicas e conseqüente mediação pedagógica, bem como a perspectiva de auto-avaliação institucional contínua, orgânica, nos processos formativos, à luz da intencionalidade básica dos projetos educativos. No Relatório da Comissão Assessora designada para apoiar a Secretaria de Ensino Superior (SESu-MEC)10 na proposição de parâmetros para regulamentação da educação superior a distância, já se delineava tal cenário de mudanças paradigmáticas, reconhecendo-se que “esse avanço [das tecnologias] tem possibilitado a exploração de espaços, culturas e conhecimentos espalhados por todo o planeta e a implementação de trabalhos cooperativos entre alunos, professores e instituições, por intermédio das tecnologias de informação e comunicação e da rede internet” (p.144). Os discursos atuais sinalizam a importância de se utilizar ao máximo as possibilidades oferecidas pela Educação a Distância, democratizando-se o acesso via oferta de novas vagas no ensino superior, ao mesmo tempo em que se busca elevar o padrão de qualidade do processo educativo e incentivar o aprender ao longo da vida. Tal política exige um conjunto de condições de infra-estrutura, inovações, metodologias e a implementação de concepções de organização de processos que sustentem o desenvolvimento das ações necessárias. Se as instituições de ensino estão investindo em tecnologia e na preparação de equipes, envolvendo professores e profissionais de perfis específicos, com conhecimentos de informática, comunicação e estética audiovisual, pedagogia e didática, a indústria da informática atua no desenvolvimento de novas ferramentas para educação a distância, em resposta às demandas dos professores, que buscam desenvolver conteúdos em novas linguagens e novas formas de promover a aprendizagem dos alunos. Em tal contexto, educadores, tecnólogos, instituições e Poder Público buscam soluções criativas à altura dos desafios. A consciência e disposição da sociedade em lutar por um projeto educacional consistente são notórias e se espraiam por todos os rincões do país. Reconhece-se como de fundamental importância romper com o isolamento de departamentos e grupos de pesquisadores nas instituições de ensino superior, concentrando energias num esforço coletivo de democratização do acesso ao conhecimento e busca contínua de qualidade, que se obtém por meio de experimentação séria, crítica e ética. Por outro lado, observa-se um uso restrito das conquistas científicas e tecnológicas para a maioria da população, fazendo com que o uso crescente da tecnologia e sua respectiva industrialização produzam um pensamento instrumental na universidade, com risco de predomínio exclusivo do pensamento tecnocrático, que reduz e marginaliza o pensamento crítico e o compromisso democrático (Ianni, 2003)11. Como a universidade pode desenvolver seu protagonismo e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa12? No contexto da sociedade atual e de suas contradições e crises, segundo Ianni, dá-se uma ruptura histórica que vem abalando substancialmente a noção de tempo e espaço, provocando uma revolução cultural e o florescimento de novos paradigmas científicos. Se assumirmos que “sem transformar a sociedade, não há ciência e técnica a serviço do humanismo” (Ianni, 2003), a única solução que gera uma transformação radical das estruturas da sociedade é investir na socialização dos meios de produção, o que permite colocar ciência, técnica, cultura e arte à disposição da maioria da população e, ao mesmo tempo, tornar mais democrático seu uso. Objetivos da série 1. Discutir aspectos político-institucionais, legais, pedagógicos e de gestão relevantes para o desenvolvimento da educação a distância no ensino superior e sua contribuição social ao país. 2. Mostrar e refletir sobre questões teóricas e práticas da experiência de oferta de cursos de graduação a distância, em especial na formação de professores. 3. Refletir sobre as dificuldades e os caminhos encontrados pelas nossas instituições de ensino superior a partir das possibilidades abertas pela Portaria n. 2.253/2001, que incentiva a inserção de métodos, técnicas e tecnologias de educação a distância em cursos presenciais. Estes são os programas desta série: PGM 1 O cenário político-institucional e legal da educação superior a distância no Brasil Este programa aborda a importância social da educação a distância no ensino superior e os caminhos político-institucionais encontrados no atendimento às necessidades de formação inicial e continuada de profissionais, a partir do depoimento de representantes de várias instâncias do Ministério da Educação e dirigentes de instituições estratégicas na formulação e desenvolvimento da política de educação superior a distância no país. Focalizam-se as necessidades de formação no mundo atual, as competências requeridas no mundo do trabalho e a contribuição social das universidades, bem como são discutidas as potencialidades da EAD no ensino superior para formação inicial e continuada de profissionais (tecnologias e formação), os caminhos, a pluralidade metódica e a convivência de diferentes mídias. Para corresponder à demanda acumulada e às necessidades de formação superior, inicial e continuada, a educação a distância no Brasil está encontrando caminhos próprios. PGM 2 Cursos de graduação a distância: questões pedagógicas e de gestão Neste programa, são abordadas as experiências pioneiras de algumas instituições de ensino superior que vêm ofertando cursos de licenciatura a distância, atendendo às peculiaridades e demandas regionais, a partir da contribuição de especialistas que participam ativamente dessas experiências, desde sua origem. Focaliza-se também a experiência de pólos descentralizados na educação superior a distância: caminhos, problemas, planejamento e avaliação de soluções em andamento em municípios que atuam em parceria com as universidades na oferta de cursos e no atendimento aos estudantes. Discute-se a experiência de gestão local, regional e nacional cooperativa por meio de parcerias entre as instituições envolvidas. PGM 3 Orientação acadêmica e tutoria nos cursos de graduação a distância O terceiro programa da série discute a problemática da orientação acadêmica/tutoria da aprendizagem, tal como vem sendo organizada nos cursos de graduação a distância, focalizando cenários, necessidades, soluções encontradas, processos adotados, que contribuem para a aprendizagem, sua avaliação e a avaliação da qualidade da formação proporcionada. Os depoimentos de diferentes atores/ participantes desses processos institucionalizados de educação superior a distância possibilitam distintos enfoques sobre a temática da aprendizagem, seu acompanhamento e sua avaliação em cursos superiores a distância. Também são abordados os ambientes desenvolvidos e os procedimentos adotados na orientação acadêmica/ tutoria e suporte ao estudante de curso superior a distância, a partir de experiências de diferentes modos de recepção, uso de meio eletrônico síncrono, como atividades online, bate-papo, videoconferência e assíncrono, como e-mail, fórum, lista de discussão, sistema de gestão da tutoria e banco de dados. PGM 4 Tecnologias e materiais didáticos nos cursos superiores a distância: promovendo a aprendizagem por meio da interatividade Neste programa tem lugar uma discussão sobre questões teórico-práticas da inserção de diferentes tecnologias em processos formativos, sua natureza, usos e possibilidades pedagógicas na promoção da aprendizagem, como estímulo à discussão das relações entre tecnologia, aprendizagem, interatividade e participação cooperativa e suas implicações políticas, econômicas, culturais e educacionais. Focalizam-se os usos e possibilidades que as tecnologias descortinam nos processos de ensino superior a distância, na formação inicial e continuada via Web, que permitem acessar e controlar as aplicações via computador. Isso as torna poderosas ferramentas de ensino e aprendizagem, formação continuada e estudos de caso em grupo, na medida em que permitem incorporar materiais multimídia como CD-Roms, materiais auditivos, visuais e audiovisuais, via internet e controlá-los através do computador e ou aplicativos a ele conectados, amplificando a percepção, novas competências e habilidades, qualificando a interatividade e a própria aprendizagem. PGM 5 Educação presencial com tecnologias: possibilidades da Portaria n. 2.523/2001 Neste programa, discute-se a maneira como nossas instituições de ensino superior estão aplicando a Portaria n. 2.253/2001, que incentiva a inserção de métodos, técnicas e tecnologias de educação a distância em cursos presenciais, ou seja, processos educativos presenciais parcialmente mediados por tecnologias. Discute-se a experiência que vem sendo realizada nas áreas de ciências sociais e humanas, ciências exatas e tecnologia, por meio de depoimentos e registro de experiências em distintas instituições de ensino superior, como o uso de materiais do curso de extensão a distância TV na Escola e os Desafios de Hoje em disciplinas presenciais de curso de licenciatura na UFMS-MS, o valor agregado pelas políticas de incentivo à oferta de disciplinas e produção de materiais didáticos para cursos presenciais de graduação na Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS - RS e a experiência técnico-pedagógica no desenvolvimento do ambiente e da oferta virtual de disciplinas de cursos superiores presenciais pela UnBVirtual-DF.
NOTAS:
1 Professora da Faculdade de Educação-Universidade de Brasília. Pedagoga (USP), Mestre em Educação (UFRJ), especialista em Educação a Distância e doutoranda em Ciências da Educação (Uned-Espanha). Coordenadora pedagógica do curso de extensão a distância “TV na Escola e os desafios de Hoje”– SEED/MEC & UniRede. Consultora desta série <ledafior@unb.br> 2 DA SILVA, Claudio Alex Fagundes. Redes de Interação e Sociedade da Informação. Projeto Ponto-Futuro. Publicado por 24/09/2003 por calex. Acessado em 23/10/2003. [documento eletrônico: http://www.pontofuturo.org/home/modules.php 3 TAYLOR, James C. Publicado pelo International Council of Distance Education-ICDE. Austrália, 2003. [documento eletrônico acessado em 24 de outubro de 2003 no site http://www.icde.org ] 4 Álvaro Mello, 2003, citado por PORTO, Mayla. Nova realidade digital tem reflexos nas relações de trabalho. Projeto Ponto-Futuro. Documento eletrônico originalmente publicado no site [http://www.comciencia.br] Publicado por 04/10/2003 por lorena. Acessado em 23 de outubro de 2003 no link: http://www.pontofuturo.org/home/modules.php 5 MENDES JUNIOR, Ricardo e HEINECK, Luiz Fernando M .Ensino e Informação Tecnológica na Internet. Projeto Ponto-Futuro. Publicado por 03/10/2003 por lorena. Acessado em 23 de outubro de 2003. [Documento eletrônico: http://www.pontofuturo.org/home/modules.php 6 DE BENITO, EMILIO. Castells sostiene que educarse en la era de Internet es “aprender a aprender”. El Pais Digital. nº 1490, seção Sociedad, Seminario “La educación que queremos III”, Madrid-Espanha, 1º de junho, 2000. [Documento eletrônico: http://www.elpais.es/sociedad ]. 7 FREIRE, Paulo. A educação como prática da liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 1969. 8 ROVER, Aires José. A educação a distância no ensino de graduação: contexto tecnológico e normativo. In FRAGALLE FILHO, Roberto (org.). Educação a distância: análise dos parâmetros legais e normativos. Rio de Janeiro: Editora DP&A, 2003, p. 43 a 69. 9 BACHA FILHO, Teófilo. Educação a distância, sistemas de ensino e territorialidade. In FRAGALLE FILHO, Roberto (org.). Educação a distância: análise dos parâmetros legais e normativos. Rio de Janeiro: Editora DP&A, 2003, p. 27 a 42. 10 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Superior. Relatório da Comissão Assessora para Educação Superior a Distância, designada pela Portaria ESD/SESu, de 6/fev./2002, 698 de 12/ março/2002 e 1786 de 20/junho/2002. Parte II-Referenciais para elaboração de um projeto de educação superior a distância - Introdução. Brasília> MEC/SESu, agosto, 2002. [Documento eletrônico: http://www.mec.gov.br/sesu/ftp/EAD.pdf ] 11 KASSAB, Álvaro. No limiar de um novo paradigma. Jornal da Unicamp. Entrevista concedida por Octavio Ianni a Álvaro Kassab após Seminários UNICAMP: “Diversidade na Ciência”- A Polêmica sobre Ciências e Humanidades - 27 e 28 de março de 2003. Campinas-SP:Unicamp, 2003. [Documento. eletrônico: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/abril2003/ju209pg06.html ] 12 Essas são algumas das questões que constam da proposta do Seminário Internacional Universidade do Século XXI – Novos caminhos para a educação superior: o futuro em debate, que se realizará entre 25 e 27 de novembro do corrente ano [Documento eletrônico: a programação do seminário pode ser consultada no link http://www.mec.gov.br/univxxi/menu.shtm ] |
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SALTO PARA
O FUTURO / TV ESCOLA | |