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CARTOGRAFIA NA ESCOLA PGM 3 – A LINGUAGEM DOS MAPAS
Janine
Gisele Le Sann1 DIAGRAMAS E MAPAS TEMÁTICOS
1. CURVA OU LINHA 1.1. O diagrama e a tabela de dados que deu origem ao diagrama (dados lidos no diagrama, portanto, aproximados) Exemplo 1: México – crescimento da população
Fonte:
MOREIRA, Igor. Construindo o espaço americano. São Paulo: Ática,
vol. 3, p. 161. 1.2. Quais são os dados representados? Anos
(ordenados) e quantidade de habitantes em milhões (dados quantitativos,
contínuos – a população apresenta uma evolução contínua no tempo
– absolutos)
2.
BARRAS (deitadas) OU COLUNAS (em pé)
2.1. O diagrama e a tabela de dados que deu origem ao diagrama (dados lidos no diagrama, portanto aproximados)
Fonte: MOREIRA, Igor. Construindo o espaço americano. São Paulo: Ática, vol. 3, p. 120. Análise:
A
análise do diagrama do Brasil revela que sua taxa de desemprego urbano
(taxa média anual) permaneceu a mesma nos dois anos: 1996 e 1997. A análise
do diagrama do México mostra que essa taxa teve uma redução considerável
em 1997. Com relação à análise do diagrama da América Latina, pode-se
observar uma redução da taxa em 1997, em comparação com 1996. 2.2. Quais são os dados representados? População economicamente ativa (dados quantitativos e relativos (%)) e diferentes países (dados diferentes).
3. CIRCULAR, SETORIAL OU PIZZA 3.1. O diagrama e a tabela de dados que deu origem ao diagrama (dados lidos no diagrama, portanto aproximados) Exemplo 3: México – composição da população
Fonte:
MOREIRA, Igor. Construindo o espaço americano. São Paulo: Ática,
vol. 3, p. 162. Análise:
Mais da metade da população mexicana era formada, em 1997, por mestiços.
Os indígenas formam o segundo grupo em importância numérica, com menos
de um terço, seguido pelos brancos (15,5%).
Os negros representam apenas 0,5%
do total da população mexicana. 3. 2. Quais são os dados representados?
4. PIRÂMIDE 4. 1. O diagrama e a tabela de dados que deu origem ao diagrama (dados lidos no diagrama, portanto, aproximados) Explicações: A
pirâmide de idade mostra as proporções de homens e mulheres, em cada
classe de idade. Nessas pirâmides, as classes são de cinco anos. De 0 a
4 anos completos, ou seja, cinco anos: do nascimento até o primeiro
aniversário = um ano; do primeiro aniversário até o segundo = dois
anos...; do quarto aniversário até a véspera do quinto aniversário =
cinco anos) Exemplo
4: BRASIL – População por faixa etária
Análise: A
pirâmide do Brasil, em 1995, mostra que a população brasileira, apesar
de muito jovem – porque sua base é larga – está envelhecendo, porque
as classes de idade dos mais jovens (0 a 4 anos completos) apresentam
efetivos menores do que a classe anterior (5 a 9 anos completos), assim
como há menos meninos de 5 a 9 do que jovens homens de 10 a 14 anos
completos. As classes de idosos precisam ser estendidas, porque a última
classe apresenta efetivo maior do que a anterior, fato não explicável
pela perda de população por emigração ou guerra, o que teria afetado
essas classes de idade. Portanto, trata-se de um problema de desenho. 4. 2.
Quais são os dados representados?
5. CLIMOGRAMA 5. 1. Os diagramas e as tabelas de dados que deram origem aos diagramas (dados lidos nos diagramas, portanto, aproximados). Nota:
Esse tipo de diagrama é formado pela superposição de um diagrama
de colunas, que representa as quantidades mensais de chuva, e de uma
curva, que mostra a evolução da temperatura média ao longo dos meses do
ano. Exemplo
5. Clima equatorial – Manaus.
Fonte: MOREIRA, Igor. Construindo o espaço americano. São Paulo: Ática, vol. 3, p. 71. Análise:
Manaus apresenta duas estações de chuvas bem diferenciadas: de maio a
outubro, com pouca chuva (inferior a 100 mm mensais); e de novembro a
abril, com grandes quantidades, variando de 250 a 450 mm. As temperaturas
variam pouco entre 25º C e 28º C, em média. 5. 2.
Quais são os dados representados? Temperaturas (dados quantitativos, contínuos e absolutos), precipitações (dados quantitativos, absolutos) e meses (ordenados).
6. EXERCÍCIOS PARA OS PROFESSORES 6. 1. Exercícios a) Analisar cada uma das tabelas abaixo, verificando: u os conjuntos de dados; u
a quantidade de conjuntos de dados, lembrando que para fazer um
diagrama bastam dois conjuntos de dados; u os tipos de dados de cada tema. b) Escolher o diagrama que pode traduzir, corretamente, os conjuntos de dados contidos em cada tabela. c) Construir os diagramas. d) Analisar as informações a partir da leitura dos dados representados. e) Interpretar as informações.
6. 2. As tabelas
6.
3. Respostas: Tabela
1: População total dos países do sul da América do Sul, em 2000 1) Análise da tabela: a) Países e população total, em 2000; b) dois conjuntos: países e população total; c) dados seletivos (países) e quantitativos, absolutos (população total). 2) Escolha do diagrama: è Diagrama de barras ou colunas. Preferir o diagrama de barras para escrever os nomes dos países na horizontal. 3) Análise dos dados: O Brasil é o país mais populoso do sul da América do Sul, sendo sua população cerca de quatro vezes maior do que a da Argentina, segunda maior da região. O Paraguai e o Uruguai possuem efetivos populacionais semelhantes e bastantes pequenos. 4) Interpretação das informações retiradas da análise dos dados: (exemplo) As populações do Paraguai e o Uruguai são menores do que a população do município de São Paulo. Tabela
2: População da Ásia Oriental, em 2000 1) Análise da tabela: a) Países e % da população total, em 2000; b) dois conjuntos: países e % da população total; c) dados seletivos (países) e quantitativos (população total), relativos (%). 2) Escolha do diagrama: è Diagrama circular para mostrar a proporção relativa das populações de cada país. 3) Análise dos dados: O efetivo de população da China representa mais de 86% do total regional. Hong Kong e a Mongólia reúnem populações muito pequenas comparadas aos outros países da região. A Coréia do Norte junto com a Coréia do Sul somam a metade da população do Japão. 4)
Interpretação das informações retiradas da análise dos dados:
(exemplo) A Mongólia, apesar de sua área, apresenta o menor percentual de população da região. Tabela
3: Evolução da população da América Latina. 1970 – 2025 1) Análise da tabela: a) Anos e população total; b) dois conjuntos: anos e população total; c) dados ordenados (anos) e quantitativos (população total), absolutos e contínuos. 2) Escolha do diagrama: è Diagrama de curva Ter o cuidado de respeitar os tempos: 1970 –1980: 10 anos; 1980 – 990: 10 anos; 1995 – 2000: 05 anos; 2000 – 2025: 25 anos. No caso de não serem respeitados os intervalos dos períodos, a curva terá inclinação diferente do real, sendo muito acentuada para o último período. 3) Análise dos dados: A população da América do Sul cresceu mais devagar, após 1980 do que na década de 1970. A projeção, entre 2002 e 2025, mostra que o crescimento deve reduzir muito mais, nessas próximas décadas. 4) Interpretação das informações retiradas da análise dos dados: (exemplo) A elevação dos índices que retratam a qualidade de vida explica, em parte, a diminuição do crescimento da população. A melhoria da esperança de vida, especialmente no Brasil, é um fator que explica o aumento da população idosa. Tabela
4: Principais produtos minerais do Brasil, sendo um dos cinco maiores
produtores mundiais, em 2000 1) Análise da tabela: a) Produtos e produção, em 2000; b) dois conjuntos: produtos e produção; c) dados seletivos (produtos) e quantitativos, absolutos (produção). 2) Escolha do diagrama: è Diagrama de barras ou colunas Preferir o diagrama de barras para escrever os nomes dos minerais na horizontal. 3)
Análise dos dados:
Entre os produtos minerais,
dos quais o Brasil foi um dos cinco maiores produtores no mundo, em 2000,
o ferro constitui sua maior produção, em toneladas. Os outros minerais são
produzidos em quantidades bem menores, sendo a produção do estanho, em
toneladas, a menor. 4)
Interpretação das informações retiradas da análise dos
dados: (exemplo)
Apesar de as quantidades extraídas
serem, aparentemente, pequenas, quando comparadas com as de ferro, de
estanho e de cromo, têm uma grande importância econômica para o Brasil. Tabela
5: Clima de Belo Horizonte 1) Análise da tabela: a) Meses, temperatura e precipitações (chuvas); b) três conjuntos: meses, temperatura e precipitações; c) dados ordenados (meses); quantitativos, absolutos e contínuos (temperatura); e quantitativos, absolutos (precipitações). 2)
Escolha do diagrama è
Climograma A temperatura é um dado contínuo porque pode ser medida a qualquer momento. Por isso, deve ser representada por uma curva que mostra a continuidade do fenômeno. 3)
Análise dos dados: As temperaturas, em Belo Horizonte, apresentam uma pequena amplitude ao longo do ano, sendo os meses de junho, julho e agosto os mais frescos. A estação chuvosa se concentra entre os meses de outubro a março. O clima pode ser caracterizado como tendo quatro estações: uma chuvosa e quente, entre outubro e março; uma estação fresca e seca, entre junho e agosto; e duas estações intermediárias, com temperaturas variando pouco em torno de 21ºC e chuvas ocasionais. 4)
Interpretação das informações retiradas da análise dos dados:
(exemplo) Pelas suas características, o clima de Belo Horizonte é classificado como tropical de altitude. 7. OS MAPAS Os
mapas de Geografia representam alguns dados escolhidos pelos seus autores,
em razão de seu interesse geográfico. Assim, mapa-múndi ou mapas
regionais apresentam temas que são, aproximadamente, sempre os mesmos
(relevo, geologia, clima, vegetação, população, recursos minerais, indústrias...),
individualmente (mapa monotemático) ou em superposição (mapa politemático).
Os mapas para crianças são apresentados com símbolos que lembram os
objetos reais representados: são os mapas pictóricos. 7.1. Como ler, analisar e interpretar um mapa de Geografia? 7.1.1. Ler o documento, no todo: O título: reconhecer o tema, a data e a região representada; A escala: verificar a equivalência de um centímetro no mapa, em quilômetros, na realidade. Avaliar o tamanho da região representada; A orientação por indicação do Norte, por meio de seta ou da localização, no globo, com as linhas imaginárias (meridianos e paralelos); A legenda, para identificar as informações mapeadas; A fonte do documento, para verificar a origem dos dados. 7.1.2. Observar e analisar o mapa, em si: Quando o mapa é monotemático: observar as diferenças, as ordens ou as quantidades, extraindo as informações representadas, a distribuição dos dados, as concentrações e dispersões, as regularidades e as diferenças regionais. Quando o mapa é politemático: comparar individualmente cada tipo de dados, como no caso de mapa monotemático; depois, no conjunto dos temas, analisar as diversas distribuições das informações extraídas de cada tipo de dados (as proximidades, os distanciamentos, os padrões de distribuição); identificar as correlações, as concentrações e os vazios espaciais... 7.1.3. Interpretar as informações extraídas do mapa: Procurar explicar os fenômenos observados na análise do mapa, com o conhecimento de informações não contidas nele, ou comparando esse documento com outros mapas. 7.2. Alguns tipos de mapas contidos em livros e Atlas de Geografia: Para representar dados num mapa é necessário que sejam localizáveis, ou seja, que tenham um endereço geográfico. Os dados podem assumir três tipos de significado: de diferenciação (produtos diferentes, por exemplo), de ordem (pequeno, médio, grande) ou de quantidade (1.000, 5.000, 10.000). As informações geográficas podem ser representadas, numa folha de papel, de três maneiras diferentes: por meio de pontos, linhas ou áreas. Os elementos espaciais com localização precisa (cidades, indústrias...) são representados por meio de símbolos pontuais. Os elementos espaciais tais como rios, fronteiras ou estradas requerem uma representação por linhas. Os demais elementos ocupam áreas, por isso, devem ser traduzidos por meio de manchas zonais. 7.2.1. Um exemplo de mapa pictórico, monotemático, com dados diferenciais e pontuais:
Leitura do documento: O mapa acima represente os principais produtos comercializados na América Latina, no século XIX, A escala é pequena, mas o formato do documento é adequado à densidade dos dados representados. A orientação do mapa mostra que o Norte corresponde à parte de cima da folha. A legenda mostra que o mapa é monotemático, representando um tipo de dados, com figuras. O problema desse tipo de mapa é que a criança, nem sempre, conhece os símbolos ou os produtos, portanto, não consegue associá-los. Nesse caso, o professor deverá decodificar os símbolos, junto com os alunos, para garantir o correto entendimento dos dados. A fonte do original (abaixo da legenda do mapa) mostra que o mapa foi retirado de um Atlas inglês datado de 1992 (A
fonte, especificada abaixo da reprodução do documento apresentado como
exemplo, indica sua procedência.) Fonte: MOREIRA, Igor. Construindo o espaço americano. São Paulo: Ática, vol 3, p. 107. Análise:
No século XIX, a maior parte
dos países da América do Sul já exportava seus produtos. A Argentina e
o Uruguai vendiam carne e couro; o Chile, trigo e cobre; a Bolívia,
prata; o Peru, açúcar e guano; o Equador, banana e cacau; a Colômbia,
café e tabaco, a Venezuela, café e cacau; Cuba, tabaco e açúcar; e o
Brasil, café, açúcar e algodão. Alguns países não exportavam seus
produtos: o Paraguai e a maior parte dos países da América Central. Interpretação:
Todos os produtos são de origem primária, porque a América do Sul não
tinha indústrias, na época. Os produtos vendidos no século XIX
permanecem entre os produtos de exportação desses países, até hoje. 7.2.2. Um exemplo de mapa monotemático, com dados diferenciados e lineares
Leitura do documento: O mapa acima representa as grandes navegações nos séculos XVI e XVII. O título não indica a região mapeada. A escala é pequena, mas o formato do documento é adequado à densidade dos dados representados. A orientação do mapa mostra que o Norte corresponde à parte de cima da folha. Na legenda, as rotas de viagem estão diferenciadas por cores que correspondem às cores dos países de origem dos viajantes. A
fonte do documento mostra que o mapa foi adaptado de um atlas inglês
datado de 1992. (A fonte, especificada abaixo da reprodução do documento apresentado como exemplo, indica sua procedência).
Fonte: MOREIRA Igor. Construindo o espaço americano. São Paulo: Ática, vol. 3, p. 97. Análise:
Os países europeus, com portos
no Oceano Atlântico, participaram da descoberta do Continente Americano.
Os ingleses e os franceses foram para a América do Norte e os demais países
para as Américas Central e do Sul. Apenas os espanhóis visitaram o
litoral das Américas Central e do Sul, pelo Oceano Pacífico. Os
portugueses viajaram apenas para o Brasil, sendo que os demais países
exploraram diversas regiões. Interpretação:
Os ingleses e os franceses encontraram, na América do Norte, territórios
com clima e recursos naturais semelhantes aos seus paises de origem. Os
espanhóis e portugueses estavam procurando uma rota oeste para as Índias,
acostumados com as rotas sul do Oceano Atlântico se dirigindo, então,
para o Sudoeste. 7.2.3.
Um exemplo de mapa politemático, com dados ordenados zonais e
quantitativos pontuais:
Leitura do O mapa acima representa as densidades populacionais e a população das principais cidades do México. O título não traz data, apesar dessa informação ser extremamente relevante. Essa informação raramente consta dos mapas dos livros didáticos, o que constitui um entrave à análise e interpretação dos dados representados. Na fonte do documento consta a data de 1995, porém, isso não significa que os dados sejam referentes àquela época. A escala é pequena, mas o formato do documento é adequado à densidade dos dados representados. A
orientação do mapa mostra que o Norte corresponde à parte de
cima da folha. Na legenda,
as densidades populacionais são diferenciadas com tonalidades de cores
(densidades maiores = tons mais fortes) e a população das cidades com
pontos proporcionais às quantidades (maiores quantidades = maiores
pontos). Fonte: MOREIRA, Igor. Construindo o espaço americano. São Paulo: Ática. Vol 3 p. 162. Análise:
As maiores densidades estão
concentradas por volta da cidade do México e de duas das maiores cidades
do país, também próximas à capital. As densidades médias (de 200 a
100 habilitantes por km2)
estão no Centro-Sul do país, sendo a parte Norte menos povoada.
Monterrey e Guadalajara são as duas maiores cidades mais distantes da
capital. Há três cidades com populações entre 500.000 e um milhão de
habitantes no Norte do país, próximo à fronteira com os EUA. Interpretação:
A distribuição de densidade de população pode ser explicada por
diversos fatores. A maioria da população está concentrada nas regiões
de clima tropical e clima de altitude que correspondem, também, às regiões
de ocupação antiga, com mais recursos econômicos e disponibilidade de
água. 7.3. Sugestão de exercícios para os professores: Escolher
mapas de seus livros didáticos para ler, analisar e interpretar, cada um,
seguindo o roteiro apresentado. BIBLIOGRAFIA ALMEIDA, Rosângela Doin de. Alfabetização cartográfica. Belo Horizonte: Editora Lê, 1994. ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza. Espaço geográfico: ensino e representação. São Paulo: Contexto, 1989. FERREIRA,
Graça Maria Lemos; MARTINELLI, Marcello. Atlas geográfico. Espaço
mundial. São Paulo: Editora Moderna. 1999. LESANN, Janine Gisèle. Os diagramas básicos no ensino de Geografia: tipos, construção, análise, interpretação e crítica. Belo Horizonte: Revista Geografia e Ensino, n. 11/12, Ano 3, 1991, pp. 42-47. ___________. A caminho das noções básicas de Geografia: uma proposta metodológica. Belo Horizonte: Editora Dimensão, 2001. (Col. Vol. 1 e 2 e Livros do professor). MARTINELLI, Marcello. Cartografia Temática. São Paulo: MOREIRA, Igor. Construindo o espaço americano. São Paulo: Ática, vol. 3. SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. São Paulo: Editora Ática, 2000. Edição ampliada e atualizada. VASCONCELLOS, Regina; ALVES FILHO, Ailton P. Novo Atlas Geográfico: Ilustrado e comentado. São Paulo: FTD, 1999. NOTAS: * Universidade Federal de Minas Gerais.
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