"A
finalidade principal do trabalho com a Língua Portuguesa
na escola é a formação de usuários
competentes da linguagem, o que deve estar, por sua vez, a serviço
do desenvolvimento dos alunos como pessoas e como cidadãos."
"A
língua se realiza no uso, nas práticas sociais."
"A
aprendizagem se dá pela ação do aprendiz
sobre o que é objeto de seu conhecimento e é potencializada
por ambientes favoráveis."
"A
reflexão é condição de aprendizagem
da língua: é preciso pensar sobre como se pode ler
e escrever quando ainda não se sabe fazê-lo."
"Saber
decodificar letras em sons e codificar sons em letras não
significa ser capaz de utilizar a língua: a capacidade
de uso é equivalente à possibilidade de falar, escutar,
escrever e ler em diferentes contextos de comunicação."
"A
escola precisa aproximar, o máximo possível, suas
práticas de uso da linguagem das práticas sociais
de uso da linguagem."
"A
atividade em parceria - em que os papéis do parceiro experiente
e do aprendiz se alternam - é de grande importância
para a aprendizagem."
"O
trabalho com a diversidade de textos que circulam socialmente
é necessário desde o início da escolaridade."
"É
mais significativo, mais produtivo e mais eficaz aprender a ler
e escrever por meio de textos."
"É
possível produzir textos sem saber escrever."
"É
possível 'ler' sem saber ler."
"É
preciso ler e escrever para aprender a ler e escrever."
"O
interesse e dedicação à leitura dependem
de se ter acesso, desde pequeno, a textos interessantes, instigantes,
intrigantes, emocionantes... Os textos simplificados, destinados
principalmente a focalizar alguns padrões silábicos
que se deseja ensinar, em geral não seduzem as crianças
nem prendem sua atenção."
"São
as crianças pobres as que mais precisam da escola para
aprender a ler e a escrever."
"É
fundamental que a escola se converta em um ambiente propício
à leitura."
"A
boa escrita é resultado tanto da leitura de muitos e diferentes
textos, como da possibilidade de pensar e discutir sobre como
se faz para redigir bem e receber ajuda para isso."
"Em
se tratando da linguagem oral, a questão não é
de ensino da fala supostamente certa, mas dos modos de fala adequados
a diferentes contextos de comunicação."
"Falar
de uma forma considerada errada não implica escrever errado:
a ortografia nem sempre tem a ver com a correspondência
oral-escrito."
"O
ensino da ortografia e da gramática, como de todos os demais
conteúdos, deve estar a serviço do desenvolvimento
da competência dos alunos como usuários da linguagem."