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Para trabalhar
adequadamente com a linguagem oral, a escola precisa livrar-se de alguns
mitos: por um lado, o de que existe uma única forma "certa"
de falar - a que se parece com a escrita - e, por outro, o de que a escrita
é o espelho da fala e, sendo assim, seria preciso "consertar"
a fala do aluno para evitar que ele escreva errado. E precisa entender
que a questão não é falar certo ou errado e, sim,
saber adequar a fala ao contexto de comunicação: falar bem
é falar adequadamente, é produzir o efeito pretendido.
Mas as crianças aprendem a falar fora da escola... Que tipo de
trabalho com a linguagem oral cabe então à escola realizar?
Que fala é conteúdo escolar? Que propostas são adequadas?
De que forma organizá-las?
Esses são os principais assuntos desse programa.
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