Cultura em Trânsito,
introdução - Flávio Pinheiro
No texto de Flávio Pinheiro se encontra
a introdução do livro de Heloísa Buarque de Holanda
e Zuenir Ventura, 'Cultura em Trânsito', lançado no de
2000 pela editora Aeroplano e que reúne artigos dos dois publicados
entre os anos de 1971 e 1987.
Cultura e participação
nos anos 60 - Heloísa Buarque de Holanda
O texto de Heloísa Buarque de Holanda
é o prólogo do livro 'Cultura e participação
nos anos 60', da editora Brasiliense e datado de 1982. Nele se encontra
uma boa descrição do panorama cultural brasileiro nos
anos 60.
Um mito que cai
- O Globo (05/12/1979)
'Um mito que cai', é a publicação
de uma reportagem feita em dezembro de 1978 pelo jornal O Globo a
respeito dos livros que seriam lançados pela Funarte que tratavam
da produção nos campos da literatura, música
popular e clássica, teatro, cinema, televisão e artes
plásticas.
O que ficou na poesia marginal?
- Felipe Fortuna
Um surto da biotônica vitalidade contra
a ditadura militar instalada no País, seus poetas praticavam
quase sempre um ritual mórbido em torno dos grandes mortos
da contracultura - Jimi Hendrix e Janis Joplin, entre outros - e uma
intensa (auto) flagelação, presente desde o confessado
uso de drogas até o desprezo paradoxal pela cultura, sobretudo
a literária
Depois do Poemão
- A poesia marginal - Heloísa Buarque de Holanda
A poesia marginal dos anos 70 põem em
pauta os impasses gerados no quadro do Milagre e desconfiam progressivamente
das linguagens institucionalizadas e legitimadas do Poder e do Saber
Poemas de Dom Hélder
Câmara - Fundação Perseu Abramo
Dom Hélder Câmara, seguindo orientação
de João Paulo II de que a 'paz é fruto da justiça',
escreveu poemas que foram ilustrados por Chico, Henfil, Ciça,
Caulos, Sizenando, Fortuna, Alfredo, Zélio e Conceição
Canu em prol da Anistia, ampla, geral e irrestrita.
Augusto Boal
Autor, diretor e teórico. Um dos importantes
nomes do teatro brasileiro a partir da década de 60, ligado
ao Teatro de Arena de São Paulo até os anos 70 e criador
do teatro do oprimido, internacionalmente conhecida metodologia cênico-pedagógica
Caetano Veloso
Compositor, cantor e escritor. Um dos
grandes artíficies da contracultura brasileira ao empregar
o slogan 'É proibido proibir', espelhando-se no movimento que
ocorria em Paris de 1968
Carlos Lyra
Compositor, cantor e instrumentista, grande
influência na divulgação do violão como
instrumento importante na bossa nova. Ligado ao CPC da UNE, que procurava
questionar a herança cultural da música popular brasileira,
começou a fazer contatos com outros compositores populares,
resultando daí uma parceria com Zé Kéti no Samba
da legalidade
Chico Buarque
A vida e algumas pérolas
do cancioneiro Chico Buarque, que em determinados momentos teve que
assinar como o Julinho da Adelaide para driblar a censura
CPC da UNES
O CPC da União Nacional do Estudantes
foi um dos mais fecundos pólos de agitação cultural
do país antes do golpe. Produziu filmes, como "Cinco vezes
favela", assinado por Leon Hirzman, Marcos Farias, Cacá
Diegues, Miguel Borges, Joaquim Pedro de Andrade, Eduardo Coutinho,
Ruy Guerra e Nelson Pereira dos Santos; editou livros, como "Violão
de rua"; montou shows pelo país; e gravou o disco "O
povo canta".
Elis
Regina
Tornou-se conhecida nacionalmente em 1965, ao
sagrar-se vencedora do I Festival de Música Popular Brasileira
da TV Excelsior, defendendo a música "Arrastão",
de Edu Lobo e Vinicius de Moraes.
Geraldo
Vandré
Autor da música "Prá não
dizer que não falei das flores", que chegou ao 2º
lugar no Festival da TV Globo de 1968, perdendo para Sabiá
(Chico Buarque/Tom Jobim), apesar de ser a preferida do público,
que a cantou em uníssono no Maracanãzinho e virou hino
contra a ditadura.
João das Neves
Diretor e autor. Durante doze anos cria espetáculos
para o Grupo Opinião, um dos principais focos de resistência
político-cultural das décadas de 60 e 70, onde escreve
e monta O Último Carro, metáfora do Brasil em um trem
desgovernado.
João do Vale
Em 1964 estreou como cantor no restaurante Zicartola,
onde nasceu a idéia do show Opinião, dirigido por Oduvaldo
Viana Filho, Paulo Pontes e Armando Costa, que foi apresentado no
teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro
Maria Bethânia
Irmã do compositor e cantor Caetano Veloso,
nasceu no dia 18 de Junho de 1946 em Santo Amaro da Purificação,
na Bahia. Desde a infância gostava de cantar, imitando os artistas
que ouvia no rádio e sabia que seu destino era o palco.
Nara Leão
Nara foi a primeira cantora branca da chamada
zona sul, a fazer esse tipo de valorização dos sambistas
esquecidos, os resgatando em disco. Nara foi aclamada e também
perseguida por esse seu feito, o de se engajar na luta por justiça
social, tendo como principal arma, sua música
Oduvaldo Vianna Filho
Compositor. Dramaturgo. Ator. Conhecido também
pelo apelido de Vianinha. Filho do dramaturgo Oduvaldo Vianna e de
Deuscélia Vianna. Ao lado de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto
Boal foi um dos principais nomes do Teatro de Arena e um dos fundadores
do Grupo Opinião
Raul
Seixas
Logo que Raul começa a compor, para dizer,
em suas músicas, o que ele pensava. Uma das suas primeiras
composições já teve problemas com a censura.
"O Crivo", que era uma gíria para cigarro, chegou
aos ouvidos da censura como sendo o codinome de maconha
Grupo Opinião
Grupo carioca que centraliza, nos anos 60, o
teatro de protesto e de resistência, centro de estudos e difusão
da dramaturgia nacional e popular
Zé Kétti
Foi no bar de Cartola que Oduvaldo Viana filho,
Ferreira Gullar e Armando Costa, todos conhecidos por Zé Kétti
no Zicartola, tiveram a idéia de montar a peça Opinião.
O nome da peça foi tirado de uma música do Zé
Kétti de mesmo nome, gravado por Nara Leão, Elis Regina
e Jair Rodrigues.