Em 2009, Barack Obama era o queridinho da mídia mundial. No Brasil não foi diferente. Matérias especiais, manchetes amigáveis e muita expectativa pelo mandato do primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos.

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TERRENO MINADO
Mídia não é campo de batalha
Alberto Dines

As partes estão excitadas, os militantes exibem os tacapes. O confronto de 2010 deve obedecer a limites: não pode ultrapassar o plano eleitoral onde há regras, monitoramento, órgãos disciplinadores e, sobretudo, magistrados insuspeitos. A entrevista do ministro Carlos Ayres Brito (Estado de S.Paulo, domingo, 7/3, pág. A-8), na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral, é uma prova disso: desestimula a truculência e enquadra os eventuais provocadores.

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Programa exibido em 09 de março de 2010

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Uma nova questão está sendo discutida nas redações brasileiras e a mensageira foi a natureza. Ou melhor: as calamidades ditas naturais. A sucessão de dilúvios e terremotos obriga os jornalistas a encararem uma questão crucial: o público não fica cansado de tanto horror? A solidariedade é capaz de resistir à exposição contínua?

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IDADE MÍDIA
Credibilidade e a tentação novidadeira
Washington Araújo

Só pode ser pensamento maniqueísta. Uma coisa só pode ser se outra não puder. A popularização disso decreta o fim daquilo. Foi assim com a carta quando o telégrafo foi inventado. Foi assim com o cinema quando o videocassete veio à existência. Ocorreu com o long playing (LP) quando surgiu o compact-disc (CD) e com a fita VHS quando apareceu o DVD. A sedução do novo, quando potencializada pelos meios de comunicação, serve como epitáfio de nosso passado recente, tão recente que até bem pouco era imbatível presente, sempre a melhor época para se viver, época em que nada de novo faltava inventar.

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