RESUMO DO PROGRAMA
IMPRENSA ALTERNATIVA - PASSADO E FUTURO
O Observatório da Imprensa do dia 22 de
agosto falou sobre os jornais alternativos que, durante a ditadura,
combateram a censura com humor e criatividade. O jornal O Sol, que hoje
tem sua história contada nas telas de cinema, é um exemplo desses meios de
comunicação que, com inteligência e coragem, marcaram uma geração.
Alberto Dines, em seu editorial, disse:
"Está nas telas dos cinemas um filme que é também um pedaço da história
moderna do Brasil. O protagonista deste filme é um jornal, O Sol, o
primeiro jornal alternativo moderno. Lançado em setembro de 1967, para
enfrentar a ditadura e o conformismo da grande imprensa, O Sol durou
poucos meses, foi até janeiro do ano seguinte, mas algo aconteceu:
criou-se o paradigma da renovação e da imprensa de resistência, mais
tarde batizada como imprensa nanica ou udigrude, de underground, ou
ainda de imprensa alternativa."
Participaram do programa, no Rio, o
jornalista e escritor José Maria Rabêlo e o colunista de tecnologia do
Globo e do Globo Online, Carlos Alberto Teixeira; em Brasília, o
jornalista Reynaldo Jardim e, em São Paulo, o diretor executivo da
Revista Reportagem, Raimundo Pereira.
José Maria Rabêlo contou sua experiência
como criador do extinto jornal Binômio: "Esses acontecimentos da
história surgem sem que a gente tenha pretensão nenhuma. Éramos dois
jornalistas muito jovens. O que nos desagradava muito era o clima de
unanimidade da imprensa mineira, totalmente controlada pelo Palácio da
Liberdade. Então, nós resolvemos lançar um jornal que dissesse algo
diferente, mas não tínhamos recursos para fazer um jornal diário.
Fizemos humor e a concisão do humor ajuda muito. Uma piada demole uma
reputação, mais do que um artigo! O Juscelino lançou o programa Binômio
Energia e Transporte e só se falava nisso em Minas Gerais. Então, contra
o Binômio da mentira e propaganda, Energia e Transporte, o Binômio da
verdade, sombra e água fresca. Isso teve uma repercussão enorme, amor à
primeira vista com o estado, com a cidade. Nós, que não imaginávamos que
estávamos fazendo algo duradouro, percebemos que tínhamos na mão um
instrumento político muito importante, que durou doze anos até ser
fechado em 64 pela ditadura militar."
Reynaldo Jardim lembrou o jornal O Sol,
que ajudou a construir: "O Sol nasceu da constatação de que as escolas
jornalísticas não ensinavam jornalismo, não ensinavam como fazer jornal.
Então, eu queria fazer uma faculdade de jornalismo que, na prática,
editasse um jornal diário, profissional. Por motivos empresariais, a
faculdade não deu certo, mas saiu o jornal. Ele era formado por jovens
universitários e os editores eram profissionais já consagrados. A Tetê
Moraes resolveu transformar essa experiência do Sol e a vida daquela
época em um documentário que, realmente, ficou muito emocionante e
fantástico. Acho que deveria ser visto por todos os universitários e
jornalistas, porque mostra um tipo de jornal e de jornalista totalmente
diferente do jornalismo de hoje."
Raimundo Pereira argumentou a respeito da
Internet como novo meio de comunicação: "A grande possibilidade que a
Internet cria é de cada leitor ser também um agente. Então, por essa
razão, nós começamos a trabalhar com a Internet há muitos anos, porque é
um instrumento novo. Ela também apresenta problemas, que são comuns,
assim como a imprensa escrita. A banca de jornais é um caos e a Internet
não é diferente. É um caos de informação e que desperta algumas ilusões
em alguns que acreditam que qualquer um pode fazer um trabalho de
informação relevante. Isso não é verdade, porque para cobrir o conjunto
de acontecimentos, para dar uma visão mais razoável das coisas, precisa
de organização, recursos. Então, se têm os mesmos problemas que existem
para fazer um jornal diário."
Carlos Alberto Teixeira falou das
possíveis mudanças na imprensa do futuro: "Eu acho que a tendência é que
jornais com sites na Internet não precisem ter essa perna fora do mundo
do computador. Existem algumas profecias de qual será o futuro da
imprensa. Basicamente, ela vai passar a funcionar como uma mídia viral,
no sentido do contágio. Um blog pode sobressair em relação a outro, em
função das indicações, dos links. Um blog muito linkado acaba por ter
uma confiabilidade maior. A partir do momento que você tem o Google
permitindo pesquisa e busca no grande acervo de informações espalhado
nos sites e também redes sociais como o Orkut, onde as pessoas se
relacionam, você vai pode ter, no futuro, um jornal, um texto
jornalístico para cada leitor, associando isso ao fato de que
computadores vão estar escrevendo notícias, mesmo achatadas e sem
adjetivos. Nessa profecia, a tendência é que jornais de papel deixem de
existir."
EDITORIAL
Bem-vindos
ao Observatório da Imprensa.
Quando nasce um jornal, alguma coisa
acontece. A própria invenção da imprensa causou profunda alteração na
sociedade européia. Nosso primeiro periódico sem censura, o Correio
Braziliense, abriu caminho para a Independência. A fundação do
Estado de S. Paulo antecipou a Abolição. Quando nasce um jornal
alguma coisa sempre acontece.
Está nas telas dos cinemas um filme que
é também um pedaço da história moderna do Brasil. O protagonista deste
filme é um jornal, O Sol. O primeiro jornal alternativo moderno.
Lançado em setembro de 1967 para enfrentar a ditadura e o conformismo da
grande imprensa, o Sol durou apenas quatro meses, foi até janeiro
do ano seguinte, mas algo aconteceu: criou-se o paradigma da renovação e
da imprensa de resistência mais tarde batizada como imprensa nanica ou
udigrude (de underground) ou ainda de imprensa
alternativa.
Hoje nascem jornais, mas nada acontece.
São novos produtos dos mesmos grupos empresariais, raramente são
projetos de mudança. Inspirado na experiência do Sol, o
Observatório da Imprensa discute hoje a falta que faz o Sol.
Estamos à sombra da internet. Tudo o que é novo começa na internet. Será
que é a mesma coisa?
ARTIGO
Por Alberto Dines
NOVOS TEMPOS,
VELHOS CACOETES
Sindicato de Jornalistas vai processar jornalista por crime de opinião
Alberto Dines
Brasília acaba de acrescentar nova
façanha ao seu extraordinário repertório de contorcionismos morais: o
sindicato de jornalistas local, braço armado da Federação Nacional de
Jornalistas, anunciou que vai processar este observador pelas opiniões
aqui emitidas.
Todos os sindicatos de jornalistas de
países democráticos fazem justamente o contrário: empenham-se em
defender o inalienável direito dos profissionais de imprensa de
manifestar livremente as suas opiniões. No Distrito Federal, de tanto
lamber as botas do poder, o Sindicato dos Jornalistas, agora
assumidamente um Sindicato Chapa Branca de Assessores de Imprensa,
anunciou em nota oficial que vai processar um jornalista que ousou
enfrentar o seu mandonismo e denunciou os seus graves desvios de
conduta.
O stalinismo da diretoria da entidade
não conseguiu manter-se enrustido. Desafiado por um jornalista que
escreve o que pensa, sacou a pistola e soltou os cachorros do
preconceito e da perfídia. Ressuscita a velha tradição totalitária dos
sindicatos fascistas italianos no momento em que alguém ousa questionar
o seu "centralismo democrático" e revela suas escusas jogadas políticas.
A diretoria do Sindicato dos
Jornalistas do DF tem horror ao debate. Esconde-se no anonimato,
escuda-se atrás dos logotipos. O longo convívio com os manda-chuvas
viciou-a no uso das notas oficiais, ordens-de-serviço e comunicações
internas.
Não foi casual a aproximação do SJPDF
com o deputado-sanguessuga Pastor Amarildo (PSC-TO), padrinho da
vergonhosa tentativa de regulamentação da profissão de jornalista,
felizmente engavetada. Os jornalistas brasilienses não podem continuar
submetidos aos interesses de um sindicato mais preocupado com os
assessores de imprensa dos 600 legisladores que fazem parte do pior
Congresso de todos os tempos.
Acima das trincheiras
Os escândalos que desde maio de 2005
maculam as instituições nacionais reclamam em Brasília a presença de um
Sindicato de Jornalistas efetivamente jornalístico - íntegro,
intransigente, independente, incapaz de compactuar com os ilícitos e os
prevaricadores aninhados nas diversas esferas do poder.
O gigantesco conflito de interesses a
céu aberto que o SJPDF tenta disfarçar com as suas falsas
"solidariedades" é uma das mais graves deformações do processo
jornalístico e midiático deste país. Parlamentares tornaram-se
concessionários de emissoras de rádio e TV, controlam a mídia
eletrônica, mas seus assessores filiados a um sindicato de jornalistas
calam-se, cúmplices desta aberração.
A diretoria do SJPDF gosta de
manifestações de rua, adora cartazes e palavras de ordem maniqueístas,
mas tem erisipela quando se trata de encarar o contraditório. Escreve
textos apócrifos porque jamais conviveu com o pluralismo. Seus nomes,
conforme, afirma, "estão na página eletrônica". O nome dessa modalidade
autoral, é covardia digital, emasculação eletrônica.
Jornalista que é jornalista escreve e
assina embaixo, opina e responsabiliza-se, combate como pessoa física,
obrigado a um mínimo de dignidade e galhardia.
Polêmica não é com a diretoria do SJPDF,
simplesmente porque esta transformou a agremiação de jornalistas da
capital federal (teoricamente a vanguarda da elite pensante do país) num
lobby político, mesquinho grupo de pressão para favorecer interesses e
jogadas - do sistema chinês de TV digital aos interesses sírio-iranianos
para disseminar o ódio aos judeus em todos os quadrantes do mundo.
Tacanhos na forma e no conteúdo, toscos
no estilo e na humanidade, ousam proclamar que desconfiam "de quem fica
em mais de uma trincheira ou supostamente acima de todas as
trincheiras". Pois o jornalista decente e íntegro deve lutar com todas
as suas forças para manter-se acima de todas as trincheiras. Esta é a
sua função, sua bandeira. É isso que a sociedade espera dos jornalistas.
Blefe stalinista
Este observador orgulha-se dos seus 54
anos de atividades jornalísticas ininterruptas que serão completados no
próximo dia 25/8. Como repórter, fotógrafo, editor, diretor de redação
de jornais e revistas nos dois lados do Atlântico, ativista sindical,
militante do Terceiro Setor, professor aqui e no exterior, sempre
defendeu os mesmos ideais. E nas atividades afins, seja como autor,
biógrafo ou pesquisador, manteve o mesmo compromisso com a humanidade e
o esclarecimento. Sua trincheira é longa, mas retilínea. Espinhosa,
sofrida, necessariamente solitária. Mas rigorosamente coerente.
A verdadeira solidariedade com as
vítimas desta guerra no Oriente Médio implica assumir o horror à guerra.
Este observador assumiu esta posição desde o início do conflito. Vê as
razões das partes e, horrorizado, percebe que a irracionalidade está
prestes a dar um novo bote.
Inclusive no Brasil. Em todas as peças
desta polêmica assimétrica, o poderoso SJPDF não conseguiu esconder a
peçonha anti-judaica que o move ao tentar silenciar a consciência e a
voz de um jornalista isolado.
A prova está na abjeta tentativa de
comparar este jornalista a um comandante de um tanque Merkava. O
integralista e racista Gustavo Barroso (candidato a gaulaiter
brasileiro caso Hitler ganhasse a guerra) não conseguiria ser tão
estúpido nas metáforas contra a conspiração judaica internacional. Quem
é que perdeu a compostura?
A paz é um valor absoluto, não pode ser
manipulada para atender o marketing político como foi o caso do
"pacifismo" soviético dos anos 1940 e 50, uma das maiores mistificações
políticas da história moderna. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais
do Distrito Federal ao ameaçar com processo um jornalista que ousa
contestá-lo demonstra que está pronto para reativar o blefe stalinista.
Novos tempos, velhos cacoetes: o
cala-boca das ditaduras recentes parece que deixou saudades em certos
rincões da América Latina. Na melhor das hipóteses, o SJPDF imagina-se a
reencarnação do DIP, o famigerado "Fala Sozinho" do Estado Novo.
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA NA INTERNET
COBERTURA
ELEITORAL
Enfim, algum tempero no mingau da campanha
Rolf Kuntz
Jornais dão sinal
de vida, enfim, na cobertura da campanha eleitoral. A matéria da Folha
de S.Paulo sobre quem financia quem na disputa da presidência da
República (domingo, 20/8) foi um belo esforço para ultrapassar o rame-rame
da atividade diária dos candidatos e das intriguinhas inter e
intrapartidárias. No mesmo dia, o Estado de S.Paulo pôs algum
recheio no debate, com o resumo de um estudo sobre a destinação das verbas
"sociais" em todos os níveis de governo.
Na reportagem sobre o financiamento, a
Folha tentou mostrar as tendências de vários setores e indicar as
motivações das escolhas eleitorais. O resultado não foi um mapeamento
"científico", nem poderia ser, nesta altura, mas a matéria contribuiu para
mostrar o peso eleitoral de alguns temas econômicos, como as políticas
agrícola e cambial.
O material do Estadão sobre os
gastos "sociais" tocou numa questão essencial para o julgamento das
políticas em vigor e para as decisões do próximo governo: a diferença
entre a ação assistencial e os gastos "estruturantes", com potencial para
aumentar a capacidade produtiva dos beneficiários.
Um ponto importante realçado no texto foi
a comparação da estrutura dos gastos "sociais" brasileiros com a de outros
países, como o Uruguai, a Argentina e o Chile. Teria valido a pena fazer
um contraponto com os dados e conclusões de um trabalho divulgado pouco
antes pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os autores
desse estudo tentaram estimar a redução da desigualdade
causada por transferências diretas de renda, como as do programa Bolsa
Família.
Tema central
Mas a maior parte da cobertura
apresentada pelos jornais tem sido tão chocha quanto a campanha - e quase
sempre passiva. No dia-a-dia, a imprensa tem feito pouco mais do que
acompanhar as viagens, encontros, manifestações e manobras dos candidatos.
O tempero tem dependido principalmente da
atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio de
Mello. Ele tem procurado mobilizar os eleitores para a depuração dos
quadros políticos no momento da eleição. Se tiver êxito, será preciso
correr menos para o trabalho corretivo depois de contados os votos.
Mas os jornais avançaram pouco, até
agora, na apresentação dos planos econômicos e administrativos dos
candidatos e partidos. As idéias têm aparecido em conta-gotas, coletadas
em declarações públicas e entrevistas ocasionais, mas sem maior esforço de
organização. Tem-se dado mais ênfase às promessas (derrubar os juros, dar
prioridade a educação e saúde, criar empregos etc.) do que às estratégias
de execução. O eleitor capaz de pensar criticamente continua sem receber a
matéria-prima para seu julgamento.
De resto, a cobertura econômica tem sido
marcada, nas últimas semanas, por muita reação e pouquíssima ação. O
Valor chacoalhou a discussão da política agrícola, divulgando um
relatório devastador do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a
vigilância sanitária. O Estadão voltou a Mato Grosso do Sul e
mostrou o abandono quase total da fronteira com o Paraguai, dez meses
depois da descoberta de focos de aftosa.
Trabalhos como esse, de retomada de casos
importantes, são raros na imprensa brasileira. Os leitores lucrariam se os
jornais seguissem, nesse ponto, o exemplo da Rádio Bandeirantes, de São
Paulo. Com a vinheta "a Bandeirantes não esquece", a emissora confere, de
tempos em tempos, a evolução de histórias interessantes e em geral
abandonadas pelos meios de comunicação depois do barulho inicial.
No mais, a cobertura tem seguido um ritmo
lento, sem grande esforço para juntar as pontas do noticiário e para
chegar às questões mais quentes. Os jornais demoraram para ir ao ponto
politicamente mais importante da briga do ministro das Comunicações, Hélio
Costa, com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Mas era evidente, desde o início, a
ameaça à autonomia da agência. Isso não é um detalhe menor. O status das
agências é um ponto de enorme importância para a política de investimentos
em infra-estrutura e tem sido um dos aspectos mais polêmicos do governo
petista. Só no último fim de semana o Estado de S.Paulo e a
Folha fizeram desse ponto o tema central de reportagens, embora tenham
mencionado a ameaça de intervenção em matérias anteriores.
Pano de fundo
O mesmo padrão reativo tem dominado a
cobertura dos pacotes em gestação no governo. Tem havido um enorme
blablablá sobre redução de juros, benefícios fiscais para indústrias do
setor eletrônico e facilidades de crédito para habitação. Os jornais têm
mostrado, em episódios, os desencontros de autoridades federais.
A cobertura ganhou maior interesse com a
intervenção do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda,
Júlio Sérgio Gomes de Almeida, sobre política tributária. Não haveria
desoneração para setores industriais, disse ele, nem que o governo
arriasse as calças. O leitor mais cuidadoso deve ter-se sentido no meio de
uma enorme bagunça, num país sem liderança na política econômica.
Envolveram-se nos vários episódios o
ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, o do Planejamento,
Paulo Bernardo (com nova declaração sobre as calças do governo), o das
Comunicações, Hélio Costa, o da Fazenda, Guido Mantega, e gente da Receita
Federal. Ainda se poderia acrescentar, nos bastidores, a figura da
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, empenhada na discussão sobre
o pacote para o setor eletrônico.
Os jornais têm noticiado o falatório
sobre cada um dos pacotes, mas não têm dado atenção ao pano de fundo de
todas essas histórias - o funcionamento do próprio governo, a definição da
pauta do Executivo e o mecanismo das decisões. Bem feita, essa reportagem
poderia proporcionar algum divertimento no meio da chatice rotineira do
noticiário econômico.
5º BLOCO
Veja o que disseram os
convidados após o programa:
Rio de
Janeiro:
José Maria
Rabêlo
- Jornalista e Escritor
"Este
assunto é muito amplo. Merecia mais tempo para uma discussão mais
aprofundada."
Carlos
Alberto Teixeira - Colunista de Tecnologia / O Globo e Globo Online
"Poderíamos
ter aprofundado mais a questão que a Martha levantou no início do
programa, no VT, que as pessoas não têm acesso à Internet como têm aos
jornais."
PERGUNTAS
E-mails:
Carol
Parabéns! O Observatório é realmente um programa de uma qualidade e
seriedade indiscutíveis! Vou cursar faculdade de Comunicação Social e
não perco vocês! Parabéns!
Luciana
de Moraes, Niterói / RJ - Jornalista
Carlos Alberto Teixeira, como você imagina que serão esses veículos
online personalizados que darão certo?
Antônio
Carlos Cunha, Goiânia / GO
Caros Dines e convidados, há quem diga que os blogs são válvulas de
escape para se publicar o que as linhas editoriais dos veículos da
"grande mídia" não permitem. Exatamente por isso, há quem diga que o
blog esvazia os embates no interior das redações (entre repórter e
editor, por exemplo). Afinal, o que há de "revolucionário" e o que há de
"retrógrado" nos blogs? Pode-se denominá-los de imprensa "alternativa"?
Parabéns pelo programa.
Telefonemas:
Paulo
Furtado, Rio Grande do Sul
Raimundo Pereira, o senhor não acha que estão muito conservadores em
relação à Internet? A saída não é justamente essa para a liberdade da
imprensa?
Israel
Guerra, Corrente / PI
Reynaldo Jardim, o senhor acredita que os jornais de fora dos grandes
centros têm mais possibilidade de herdaram a linha da imprensa "nanica"
do que os jornais mais tradicionais?
Firmino
Júnior, Minas Gerais
José Maria Rabêlo, por que quando o Binômio foi empastelado, a grande
mídia, como por exemplo o Jornal do Brasil, deu tanta ênfase?
Jorge
Linhares, Vitória / ES
Carlos Alberto Teixeira, existem sites que estão democratizando a
informação permitindo que qualquer pessoa divulgue um texto
jornalístico. Essa experiência de sites, como o digg.com, tem futuro?
André
Santos, Rio de Janeiro
Raimundo Pereira, será que, se a imprensa "nanica" ainda tivesse força,
temas como segurança pública seriam mais questionados?
Melquíades Júnior, Limoeiro do Norte / CE
Reynaldo Jardim, se "O Sol" existisse hoje, será que ele seria engolido
pela grande imprensa?
Isaías
Pinto, Rio de Janeiro
José Maria Rabêlo, a falta de novas propostas de jornais, também não
acaba afetando a formação profissional? As universidades não estão
estáticas como o mercado e não se transformaram em uma fábrica de
diplomas?
Priscila
Barreto, Rio Bonito / RJ
Carlos Alberto Teixeira, jornais online podem concorrer com jornais
reais?