RESUMO DO PROGRAMA
COBERTURA COPA 2006
O Observatório da
Imprensa do dia 13 de junho discutiu o papel da mídia nesse início de
Copa do Mundo.
Alberto Dines, em
seu editorial, disse: "Mesmo que os jornais de hoje já estejam velhos,
vale a pena lembrar o que disseram. Ronaldinho foi mesmo o grande astro?
E Cafu, foi abatido pela conspiração italiana? E por que Kaká, o nosso
salvador, não estava nas primeiras páginas de hoje? No caso de Ronaldo,
a mídia tinha razão em insistir a respeito da sua forma física ou foi
justamente esta pressão que o anulou psicologicamente e o levou ao banco
de reservas? É preciso não esquecer que a Copa do Mundo é o maior evento
programado do calendário mundial para a mídia."
Participaram do
programa, no Rio de Janeiro, os jornalistas Roberto Falcão e Sergio du
Bocage e, em São Paulo, o comentarista da ESPN Brasil, Mauro Cezar
Pereira.
Roberto Falcão
opinou sobre a atuação da mídia em torno do jogador Ronaldo: "A mídia,
normalmente, reflete uma discussão, debate algo que já existe. A questão
da forma física do Ronaldo não começou há quinze dias, e sim quando ele
começou a ter problemas de contusão, a perder o ritmo por ficar sem
jogar. Essa discussão já vem de alguns meses e foi se intensificando
porque a estréia da Copa foi chegando e, à medida que o tempo vai
diminuindo, que a contagem regressiva vai apertando, isso fica mais
patente e preocupante. A mídia, de maneira geral, acaba refletindo os
anseios da população, acaba traduzindo nas páginas de jornal, nas
matérias televisivas, na discussão do rádio aquilo que o povo discute na
rua, na esquina, no trabalho. Então, na verdade, a discussão sobre o
Ronaldo é uma discussão do país inteiro."
Mauro Cezar Pereira
falou sobre o favoritismo da Seleção Brasileira: "A Seleção foi rotulada
como favorita. É um favoritismo que parece fabricado, não foi
conquistado dentro de campo. O Brasil é para a CBF mais ou menos como o
Mike Tyson era para Dom King, empresário do boxe. O boxeador entra no
ringue e ganha um título mundial, depois esse campeão é colocado para
lutar contra outros pugilistas de terceira, quarta categoria, aumentando
assim seu cartão de vitórias. Luta, ganha dinheiro e não corre o risco
de ser nocauteado. O Brasil fez isso. Na Copa das Confederações, no ano
passado, o Brasil teve uma campanha regular, conseguiu se classificar no
jogo contra o Japão, perdeu para o México, venceu a Alemanha e derrotou,
de forma até convincente, a Argentina. De lá para cá, o Brasil jogou
contra várias seleções fraquíssimas. Então, o Brasil no último ano não
conseguiu apresentar um futebol para justificar esse favoritismo. Nossas
grandes estrelas brilham na Europa, mas não conseguem formar um time."
Sergio du Bocage
discutiu a influência da arbitragem nos jogos: "Eu não acredito que a
arbitragem tenha uma tendência a prejudicar o Brasil. Na verdade,
critica-se muito a arbitragem brasileira, mas se os campeonatos europeus
forem observados, percebe-se que o nível da arbitragem é ruim. Na Copa
do Mundo já houve casos de partidas que tiveram o resultado decidido por
erro de arbitragem. O exemplo mais gritante foi de um árbitro brasileiro
que errou duas vezes contra a Itália. Então, se havia a possibilidade de
ajudar o Brasil, o nosso árbitro deveria ter tirado um ponto da Itália,
o que não aconteceu. Enfim, não acredito que a arbitragem venha a
influenciar os resultados a fim de prejudicar o Brasil."
EDITORIAL
Bem-vindos
ao Observatório da Imprensa.
Enfim,
futebol. Depois de 15 dias de irrelevâncias, fofocas, apresentadoras
rindo à toa para estimular falsas euforias, a bola começou a rolar. O
que foi dito até agora praticamente não vale nada. Estamos na estaca
zero.
Ainda bem.
Mesmo que os jornais de hoje já estejam velhos, vale a pena lembrar o
que disseram. Ronaldinho foi mesmo o grande astro? E Cafu, foi abatido
pela conspiração italiana? E por que Kaká, o nosso salvador, não estava
nas primeiras páginas de hoje? No caso de Ronaldo, a mídia tinha razão
em insistir a respeito da sua forma física ou foi justamente esta
pressão que o anulou psicologicamente e o levou ao banco dos reservas?
É preciso
não esquecer que a Copa do Mundo é o maior evento programado do
calendário mundial, diga-se, para a mídia. Sem a mídia mundial não
existe Copa do Mundo. Quem levou aquela legião de entusiasmados croatas
hoje ao Estádio Olímpico de Berlim não foi a TV Globo mas a mídia croata
e européia.
Então cabe
perguntar: precisávamos assistir ontem no Jornal Nacional àquela
choradeira de Zagallo? Aquilo foi jornalismo ou foi exorcismo? Foi
trabalho da Central Globo de Jornalismo ou realização do departamento de
Tele-dramaturgia?
Enfim,
futebol. O que vai importar agora será o desempenho dos jogadores em
campo. E principalmente, a palavra dos experientes comentaristas
esportivos. Chega de abobrinhas e moranguinhos.
ARTIGO
Por Alberto Dines
COPA 2006
Sede de gols, fotos, relatos e bravuras
Alberto Dines
"Por que não
demos uma foto do gol na primeira página?", perguntou, naquela
segunda-feira, Roberto Marinho ao então diretor de redação do Globo,
Evandro Carlos de Andrade.
Meados dos anos 1990, o "doutor"
Roberto ainda freqüentava a redação e Evandro contava a história para
mostrar como o dono de um dos maiores impérios de mídia do mundo
conservava intacto o seu instinto de jornalista.
Foto do gol deixou de ser essencial nas
primeiras páginas ou cadernos de esporte. Foram substituídas pelos
lances dramáticos onde a figura do jogador, inclusive seu rosto,
tornou-se mais importante do que o resultado da sua jogada. Mérito das
poderosas teleobjetivas capazes de captar qualquer coisa em qualquer
canto do gramado. Forma de enfrentar a cobertura panorâmica da TV, horas
antes.
No caso das Copas do Mundo a tendência
de desprezar a foto do gol fortaleceu-se diante da impossibilidade de
acomodar atrás de apenas duas balizas a multidão de fotógrafos
credenciados.
Sem crédito
Apesar da pletora de gols no jogo de
abertura (Alemanha, 4 x Costa Rica, 2) foram inexpressivas as fotos
escolhidas para as primeiras páginas dos jornalões nas edições de sábado
(11/6). Todas fornecidas por agências internacionais.
Mas, no domingo (11/6), o fotógrafo
Dusan Vranic, da Associated Press, deu um show com o primeiro gol
argentino contra a Costa do Marfim, marcado pelo atacante Crespo. Obra
de arte que a Folha sapecou no alto da primeira página mas não
teve a ousadia de abrir mais, talvez para não confrontar os dogmas da
recente reforma visual.
O Estadão-ão-ão comeu duas
moscas: escolheu para a primeira página uma convencionalíssima foto de
comemoração do segundo gol argentino, e em compensação abriu com coragem
esta mesma antológica foto do gol de Crespo na capa do caderno da Copa.
Mas esqueceu de registrar o nome do fotógrafo e da agência – falta
grave.
Marca registrada
Mais grave ainda é esta novidade do
estilo Armani do Estadão-ão-ão: esconder a foto esportiva sob um
monte de palavras (domingo e segunda-feira). Imagem é imagem, texto é
texto, sereníssimos doutores formados em Navarra: não queiram
transformar cada pedaço do jornal num pretexto para enfiar uma
infografia.
Uma coisa é certa: os jornalistas
Roberto Marinho e Evandro Carlos de Andrade não suportariam ver aquelas
mirradas e paupérrimas fotos de gols nas primeiras páginas do Globo
(sábado, domingo e segunda) onde outrora, mesmo num jogo do São
Cristóvão x Madureira, luziam magníficas fotos da pelota balançando as
redes, diante do goleiro arrasado e do goleador triunfante.
Foto de gol é marca registrada dos
jornais. E esta marca jamais lhes será arrebatada pela TV ou a internet.
É o registro estático-dinâmico do momento supremo do futebol. E do
jornalismo esportivo.
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA NA INTERNET
COPA 2006
Mais e melhores micos em campo
Marinilda Carvalho
O mico virou marca registrada nesta
Copa 2006 – organizadores, patrocinadores, dirigentes, jogadores,
treinadores, apresentadores, repórteres, analistas, cada um se esmera
mais do que o outro em pagar micos, miquinhos e micões. Já começou no
dia 9, na cerimônia de abertura. O público conhecia mais Claudia
Schiffer do que Franz Beckenbauer e Pelé! Pelo menos a top model
foi muito mais aplaudida... Quem manda misturar enfermarias pop? Bem
fizeram Maradona e Tostão, que ignoraram solenemente o convite.
O mico dos micos de todos os tempos é a
cobertura Homer Simpson da Globo (agradecimentos penhorados a William
Bonner pela expressão-resumo). Os recadinhos ridículos, grotescos mesmo,
às namoradas por um bando de marmanjos que deveria estar vendo vídeo da
Croácia, a exploração barata da fragilidade de Zagallo, a melosidade de
Fátima Bernardes entrevistando jogadores a qualquer hora, dia e noite,
ou ancorando o Jornal Nacional em frente ao hotel da seleção,
cercada de seus indefectíveis papagaios de pirata, tudo é de embrulhar o
estômago.
Este acordo de marketing total
Globo-CBF pode botar a Copa a perder, e poucos reclamam disso. O
Globo anunciou que a apresentadora Ana Maria Braga e seu louro-josé,
que estão na Alemanha (???), farão dois programas ao vivo da
concentração da seleção (???), um deles na sexta-feira (16), dois dias
antes do jogo com a Austrália! Se o Brasil perder, o telespectador pelo
menos não terá que aturar Galvão Bueno dizendo que a seleção jogou de
salto alto: a própria emissora forneceu os sapatos. Além da
exclusividade da transmissão dos jogos, a Globo comprou também o direito
ao jornalismo mais piegas, vulgar e barato da história da imprensa.
E a mídia esportiva em peso não
denuncia tudo isso por quê? Crítica permanente a este favorecimento
escandaloso só mesmo na ESPN Brasil. A imprensa acovardada aceita calada
as sobras do circo – no qual mico não falta:
**
Mais bolhas em pés patrocinados pela Nike, e pela Adidas também. Craques
de todas as seleções escorregam como se jogassem hóquei no gelo. O que
há com essas benditas chuteiras, que a imprensa não investiga? (Mas não
vale ouvir assessor de fabricante!) Um debatedor de mesa-redonda disse
que especialistas estão atribuindo certas lesões a chuteiras macias
demais. Bolhas, lesões... Nem chuteira os fabricantes de chuteira sabem
fabricar hoje em dia. Só fazem marketing.
**
O treinador Carlos Alberto Parreira afirmou em todas entrevistas estar
louco para estrear na Copa. Mas ele não saiu do Brasil dizendo que
gostaria de mais tempo para treinar a seleção? Por que nenhum repórter
cobra essas incoerências nas entrevistas? Que nada, da Globo à ESPN
Brasil, opostos completos, o que se ouve é o desejo incontrolável de que
a seleção entre em campo. Deve ser para ver logo Ronaldinho e Roberto
Carlos ainda errando cobrança, ou Adriano ainda falhando de cabeça, ou
Cafu indo mas não agüentando voltar, ou Zé Roberto lançando a dois
metros do alvo, o Emerson perdendo disputa e o Dida saindo atrasado –
todos precisando de mais umas duas semanas de treino, no mínimo. Sem TV,
então, melhor ainda: menos show, mais seriedade. Antigamente, ver
imagens dos treinos da seleção era uma preciosidade. Hoje, é mais comum
que pelada com churrasco. A Copa não é mesmo mais aquela.
**
O mico passeou à vontade pelo Sportv. O repórter no campo de treino
interrompe o narrador Luiz Carlos Jr. para entrevistar... Tino Marcos.
Um repórter da Globo. Que "revela" a grande preocupação de Parreira com
as bolas altas na área. Como se todos os brasileiros, incluindo o filho
da vizinha que nasceu ontem, não soubessem que as bolas altas são nosso
pesadelo desde os anos 30 do século passado. O mesmo repórter interrompe
algum outro comentário de Luiz Carlos Jr., Paulo César Vasconcelos e
João Carlos Assunção, especializados em falar sem parar sem nada dizer –
um blogueiro são-paulino apelidou-os de "trio kiwi", por conta das
camisas verdes, mas o mais apropriado seria "trio chuchu" –, para
informar, tarããã!!!, que o treinador de goleiros Wendel começa a jogar
bolas altas para Dida defender... Patético.
**
Patética igualmente a participação de uma
árbitra brasileira no Sportv para supostamente analisar as arbitragens
da Copa. Numa noite dessas ela passou um tempão elogiando "o Horácio",
pois "o Horácio é ótimo", "Horácio é muito bem preparado", "maravilhoso
o Horácio". O próprio apresentador ficou confuso, até ser esclarecido:
ela falava de Horacio Elizondo, o argentino que apitou o jogo de
abertura e, por sinal, cometeu vários erros. Pelo jeito, a analista e
el hermano são velhos amigos. Então fica difícil avaliar, né? Pior
foi a análise do péssimo desempenho de Carlos Eugênio Simon (autor de
muita lambança no Brasil), que apitou Itália x Gana: até pênalti o
brasileiro deixou de marcar. "Ele estava bem colocado...", "a preparação
dele foi fantástica...", ensaiou a moça. Controle remoto e conclusão
rápidos: árbitro da ativa não pode avaliar arbitragem – ou perde os
amigos.
**
Praga pega. Até o Amigão (Paulo Soares),
da ESPN Brasil, gritou "olha o gol, olha o gol, olha o gol!" quando a
Holanda marcou contra Sérvia e Montenegro. Assim não dá!
**
Melancólico o mico do ministro da Cultura, Gilberto Gil. Cedeu os
direitos da linda Balé de Berlim a quem? À Aracruz Celulose,
fabricante de desertos verdes país e mundo afora. Logo Gil,
ambientalista histórico, fundador em 1990 do Movimento OndAzul. E o que
a imprensa fala disso? Que a campanha, caríssima, foi entregue à
W/Brasil e usa astros como Daiane dos Santos, Popó, Robert Scheidt,
Bernardinho, Seu Jorge e Pelé para anunciar: "Aracruz Celulose, o Brasil
fazendo um bonito papel no mundo inteiro". Então tá.
**
A micada do ano, claro, é da assessoria do
presidente Lula. Vai ser mal-assessorado assim lá no Togo, onde até o
primeiro-ministro interferiu na seleção. Definitivamente, não há
assessoria de comunicação, de marketing, de relações públicas, de
jornalismo, de nadica de nada no Planalto.
5º BLOCO
Veja o que disseram os
convidados após o programa:
São
Paulo:
Mauro Cezar
Pereira – Comentarista / ESPN Brasil
"A
cobertura esportiva deveria ser discutida mais vezes e não só na época
de Copa do Mundo. A falta de especialização do jornalista, o monopólio
da transmissão; são vários os ângulos sobre o assunto ainda para se
discutir."
PERGUNTAS
E-mails:
Marcelo
Idiarte, Porto Alegre / RS
Com todo o respeito ao ilustre convidado, mas eu não posso concordar que
a mídia esportiva "reflete os anseios da população" quando especula
sobre as condições físicas de um determinado jogador. Para o torcedor,
pouco importa se o atleta está em forma de botijão, desde que se esforce
em campo. Na verdade, é a imprensa - sim - que cria o fato e depois
explora a repercussão dele. O caso Ronaldo x Lula foi notório: em nenhum
momento Lula afirmou que Ronaldo estava "gordo", mas a imprensa
esportiva tratou de usar isso - e também o fato de que o jogador não
presenciou a entrevista ao vivo - para colocar um microfone na boca do
atleta e questionar de sopetão: "o Presidente disse que você está
gordo". Ora, no lugar dele, era presumível que a resposta fosse em tom
de vingança! A imprensa esportiva faz bem o papel de um meio-campo: leva
e traz. Literalmente.
Daniel
Hoje o Jornal Nacional mostrou-se não tão nacional assim. Ao citar o
problema da seleção masculina mexicana de handebol em embarcar para o
seu país após disputar o Pan-Americano Adulto Masculino realizado em
Aracaju e classificatório para o Mundial da modalidade, o termo usado
foi um campeonato disputado no Nordeste, menosprezando não só a
competição como o estado e a cidade que o sediaram. Sem querer disputar
espaço com a Copa do Mundo, acho que um jornalismo com um mínimo de
competência se preocuparia em passar uma informação mais precisa e ser
coerente com sua fachada de Nacional, pelo menos no nome.
Igor
Mairinque, São João Del Rey / MG
Gostaria de fazer duas perguntas se possível ao jornalista Sergio Du
Bocage: O que você acha da Rede Globo, responsável pela total cobertura
da Copa em TV aberta, enviando quase duzentos profissionais à Alemanha e
passando o maior número de informações ao telespectador, fazer
transmissões de jogos com um narrador aqui no Brasil, sendo que poderia
mandar quantos narradores quisesse para transmitir as partidas ao vivo?
E qual a sua postura sobre narradores que se sobressaem mais do que
comentaristas, quase sempre entendedores de futebol?
Paulo
Azevedo, Bauru / SP
Gostaria de saber se os jornalistas têm algum tipo de disciplina que
trate de preparação física e fisiologia para atletas nos cursos de
especialização, pois entender estas disciplinas é imprescindível para
saber o que acontece dentro de campo e se o atleta está ou não gordo.
Por exemplo, no jogo do Brasil hoje, poucos atletas corriam com
velocidade, mostrando que pode ser parte do processo de preparação.
Quanto ao Ronaldo estar gordo ou não, primeiro é necessário saber o
percentual de gordura deste atleta, e depois os valores de referência
para o esporte, e no caso do futebol, para a posição especificada.
Pergunto: Os jornalistas realmente entendem disto e têm estes valores de
referência?
Telefonemas:
Gentil
Junior, Iguaba Grande / RJ
A Seleção não jogaria melhor com o Juninho Pernambucano?
Waldir
Novas, São Paulo
A respeito do monopólio da Globo e da influência da imprensa sobre os
jogadores, não está havendo um medo do Parreira de modificar a Seleção
titular, já que o Ronaldo e o Adriano não estão jogando bem nem nos
treinos?
Mauricio
Assif, Montes Claros / MG
É possível a TV aberta transmitir os jogos, mesmo não tendo os direitos?
O domínio da Globo é um absurdo, o que fazer contra isso?
Cléudo Gil,
Rio Grande do Sul
Falcão, será que não foi o própria imprensa que estragou os dois
Ronaldos elogiando tanto eles?
Jairo
Gomes, Paraíba
Por que não colocam o Robinho no lugar do Ronaldo?
Márcio dos
Reis, Rio de Janeiro
Qual a Seleção que mais trará trabalho ao Brasil?
Robson
Ribeiro, Brasília / DF
Mauro, o que você achou do Dida? Ele trouxe a vitória para o Brasil?
Hélio da
Conceição, Nova Friburgo / RJ
Mauro, você não acha que o José Roberto marca mal?
Éder
Pereira, São Lourenço da Mata / PE
O Ronaldo não está na Seleção apenas por marketing, e não pelo seu
futebol?
Robson
William, Recife / PE
Qual benefício trará ao país a conquista da Copa, ou até mesmo a não-conquista, já que a mídia está focada no campeonato, esquecendo os
problemas reais?
Carlos
José, Nova Friburgo / RJ
Vocês acreditam que o fato do Ronaldo entrar em todos os jogos, apesar
de não jogar tão bem, é devido aos patrocínios, como o da Nike?
Humberto
Santos, Rio de Janeiro
Mauro, por que o brasileiro é tão convencido a ponto de achar que é o
único povo bom de bola?
Jorge
Pereira, Esplanada / BA
Já que o Brasil é hegemônico, ou assim a mídia o diz, por que não
disputa apenas a final?
André
Nunes, Novo Hamburgo / RS
Como vocês analisam as Seleções dessa Copa?
Uelberson
Soares, Rio de Janeiro
Será que o Kaká não tem a preferência da mídia, apesar de ser bom, por
ser evangélico?
Renato
Alvim, Santos Dumont / MG
Falcão, você acredita que o monopólio da transmissão da Copa pode
comprometer a informação?
Marcelo
Reis, Santa Rita / MG
Mauro, está havendo interferência por parte dos patrocinadores? Isso
pode influenciar a cobertura?
Priscila
Fernandes, Rio Grande do Sul
Por que não deixam o Cafu e o Ronaldo no banco?
Pedro
Penido, Caruaru / PE
Mauro Cezar, o que você acha de ex-atletas, às vezes jogadores
inexpressivos quando atuavam, serem comentaristas de futebol?
Josenildo
Almeida, Catolé do Rocha / PB
A atenção exagerada dada pela imprensa a determinados atletas não
prejudica o desempenho deles? Não pode criar uma pressão desnecessária?
Luiz
Manoel, Rio de Janeiro
Vocês não acham que a fisionomia e a atitude do Ronaldo nesse
primeiro jogo estavam diferentes? Será que ele foi afetado
psicologicamente?
Laraci
Cardoso, Santa Catarina
Por que a mídia pega tanto no pé do Ronaldo? Isso não acaba abalando o
atleta?
Mauro
Belizário, Teresópolis / RJ
Falcão, tenho acompanhado coletivas do técnico Parreira e visto que em
diversos momentos ele chega a ser irônico e até mesmo indelicado com os
repórteres. Como reagir numa situação assim? Uma réplica não poderia
gerar retaliações?
João
Espósito, Feira de Santana / BA
A Veja publicou que a Seleção Brasileira tinha o valor de 1 bilhão de
reais. Vocês acham que hoje, após o resultado, ela está valendo mais?
Percival
Gomes, Curitiba / PR
Mauro, a cerimônia de abertura da Copa não foi transmitida na íntegra
pela Globo, única emissora que tem esse direito na TV aberta. Você não
acha que o público foi prejudicado? O que você acha disso?
Márcio dos
Reis, Rio de Janeiro
Bocage, a imprensa não se intromete demais no ambiente da Seleção? Isso
não pode interferir no grupo?
Paula
Pinheiro, Santos / SP
Tanta cobertura não é uma espécie de Big Brother futebolístico?