RESUMO DO PROGRAMA
LYA
LUFT
O
Observatório da Imprensa do dia 27 de julho contou com a participação da
escritora gaúcha Lya Luft. Diferente do outros programas, Alberto Dines,
juntamente com seus convidados, levantou questões sobre a obra de Lya
Luft para que a autora comentasse e desse sua opinião.
Participaram ao vivo do programa a jornalista Cristiane Costa e o
escritor e dramaturgo Alcione Araújo, no Rio de Janeiro. Em São Paulo e
Brasília os jornalistas Marcelo Rezende e Maurício Melo Junior
respectivamente. Em Porto Alegre, Alberto Dines recebeu a escritora Lya
Luft.
Dines
começou o debate perguntando à escritora como ela via o mecenato da
mídia e todo o sucesso que aconteceu de repente na vida dela. Lya
respondeu que a mídia não constrói o sucesso de ninguém, ela apenas
escuta o público.
Alcione
Araújo perguntou se seria melhor se o sucesso tivesse vindo mais cedo.
Lya Luft disse então que não possui nenhuma vaidade literária e é
despojada de ambições neste campo: "para mim, a vida é mais importante
que a literatura. Se fosse mais jovem, talvez tivesse ficado mais
vaidosa e se atrapalhado mais do que hoje em dia, mas é muito bom saber
que eu tenho muitos leitores."
Respondendo ao questionamento de Alberto Dines sobre o engajamento
presente em seus textos e a forte mensagem de vida e humanidade deles, a
escritora falou que muitos a consideram alienada, mas que na verdade o
seu jeito é outro: "Acho que sou engajada na vida". E ressaltou que
também gostaria de ser um dia lembrada como uma autora de denúncia
apesar de não ter um engajamento político direto: "Meus romances
denunciam os valores hipócritas existentes em nossa sociedade."
O
jornalista Marcelo Rezende perguntou à Lya qual o tipo de ensinamento
presente em seu texto que encanta tantas pessoas. A escritora comentou
que não tem nada para ensinar a ninguém e que a vida é um aprendizado
que a gente aproveita pouco: "Eu apenas quero partilhar o valor da vida,
a importância das nossas opções. Nós não somos apenas vítimas das
fatalidades que nos acontecem."
Maurício
Melo pediu que Lya Luft falasse um pouco do lirismo presente em seus
textos. Ela apenas disse que essa marca é resultado da sua filosofia de
vida: "Acredito que a gente precisa de mais alegria e mais amor. A gente
está muito chata."
A
jornalista Cristiane Costa encerrou sua participação perguntando para a
escritora se ela se irrita quando dizem que o livro Perdas e Ganhos é
uma espécie de auto-ajuda. "Não me irrito, mas acho que é uma burrice.
Acho isso um pouco insultuoso e considero uma falta de educação e
ignorância, pois um livro é de auto-ajuda se o autor desejou fazê-lo. A
intenção faz a obra. Meus livros são uma obra de arte, porque eu sou uma
artista", concluiu.
Thaissa
Lemos (estagiária)
EDITORIAL
Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.
Hoje você
terá duas novidades: a primeira diz respeito ao lugar onde estou -
nos estúdios da TVE em Porto Alegre. Pela segunda vez em nossos seis
anos de existência estamos fazendo um programa trans-estadual,
efetivamente nacional.
Nossas
emissões são sempre geradas no Rio com a participação de convidados
em São Paulo e Brasília. Desta vez, com a inclusão de Porto Alegre,
estamos simultaneamente em quatro praças, tentando materializar a noção
de uma República Federativa, através de uma televisão pública
integrada e integradora.
Vamos
entrevistar hoje uma figura gaúcha que tomou conta do Brasil. Não veio
de bombachas e certamente não tomará chimarrão mas é uma das mais
expressivas representantes da rica cultura de um estado cosmopolita e
diversificado.
A segunda
novidade diz respeito à mídia tão criticada pela aposta na
mediocridade que, desta vez, merece os aplausos por valorizar uma
escritora de altíssimo nível. Você já adivinhou: estamos falando de
Lya Luft. Estamos falando da poeta, romancista, tradutora, cronista,
ensaísta que converteu-se em best-seller sem passes de mágicas ou
truques de marketing.
Desta vez
valeu a qualidade, valeu a seriedade, o esmero, a ousadia de ser.
Quatro décadas
depois do primeiro livro e de uma intensa atividade profissional, a
imprensa descobriu Lya Luft. É uma das atrações permanentes de
"Veja", aliás a primeira colunista deste semanário.
Raras
vezes nossos veículos de comunicação conseguiram conciliar o apreço
dos críticos com o entusiasmo do público. Se isso acontecer mais vezes
muita coisa pode mudar na imprensa e na cultura deste país.
ARTIGO
Por Alberto Dines
DENUNCISMO
& JOGADAS
Predadores em ação
Alberto Dines
A IstoÉ
voltou a atacar. E para justificar o atributo autoconferido de
"independente" fingiu que investia contra o governo. Puro
lero-lero.
As
primeiras rajadas, de experiência, foram dirigidas contra a Fundação
Biblioteca Nacional sediada dentro do vulnerável Ministério da
Cultura. Agora o semanário aumentou o calibre e mirou num alvo
portentoso: o presidente do Banco Central Henrique Meirelles e um dos
seus auxiliares, o diretor do BC Luiz Augusto Candiota. Atrás deles, o
mentor da política econômica: Antônio Palocci.
Nos dois
casos, a mesma acusação (sonegação fiscal e evasão de divisas);
fonte idem, mesmíssimo beneficiário, intermediário e interesse. O
alvo não é o governo, mas uma parte do governo. E a parte menos
petista ou mais "liberal" do governo.
Não cabe
a este Observatório imiscuir-se neste novo lance da intrigalhada
palaciana. A tarefa cabe aos comentaristas políticos e a alguma das facções
do jornalismo investigativo nativo. Mas é imperioso discutir o papel de
determinados veículos nesta luta de foice entre os grupos que disputam
a hegemonia nos bastidores do poder. Se a imprensa é uma questão de
interesse nacional, como foi repetido por altos figurões antes do Pró-Mídia,
a movimentação de certos órgãos de imprensa não pode ficar sem os
devidos reparos.
Neste
quadro, indispensável identificar na presença do empresário Mario
Garnero (Brasilinvest), hoje bastante próximo da Casa Civil, um dos pólos
do embate palaciano. O empresário transita hoje com grande desembaraço
e nenhuma discrição no processo decisório do semanário como também
em outros veículos da imprensa vermelha - ou seja, a imprensa
tecnicamente quebrada, no vermelho.
Duelo
de mandões
Nesta
avaliação, convém debruçar-se com mais atenção sobre as denúncias
veiculadas pela Folha de S.Paulo sobre a arapongagem da empresa Kroll
Associates nos negócios & pendências da Brasil Telecom e verificar
os seus alvos: o presidente do Banco do Brasil Cássio Casseb (área do
ministro Palocci) e o ministro Luiz Gushiken (que opera em faixa própria).
O móvel
da Folha evidentemente é diferente da IstoÉ - o jornalão opera em
outro nível. Neste momento precisa mostrar que as suas velhas garras e
o seu antigo poder de fogo não foram afetados pelo gigantesco corte de
40 jornalistas no seu quadro de funcionários.
Indispensável,
igualmente, acompanhar a movimentação do Jornal do Brasil na cobertura
de mais um escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Dantas. O dono do
Opportunity, apontado como mandante da espionagem, é inimigo figadal de
Nelson Tanure, comandante efetivo do JB e com o qual o empresário Mário
Garnero também tem vinculações.
Significa
que a imprensa continua tirando vantagens e beliscando as sobras das
brigas entre os grandes interesses e os interesses contrariados. Assim
foi em todos os escândalos produzidos pelo "jornalismo
fiteiro" ocorridos a partir de 1988. No faroeste entre mandões e
seus oponentes, a imprensa não chegou a desempenhar o papel de vilão
- era apenas o ignóbil pau-mandado.
Informação
acrítica
Em favor
da instituição jornalística é preciso registrar um dado positivo:
acabou o pool do escândalo, o barulho encomendado, a repercussão
antecipada, a suíte do que ainda não aconteceu. Antes, todos entravam
com o mesmo apetite, certos de que seriam aquinhoados na próxima
distribuição de grampos e vídeos.
Até
recentemente, as denúncias mais espetaculares eram distribuídas na íntegra,
simultaneamente, aos principais veículos - mesmo concorrentes - e
disponibilizadas na internet com bastante antecedência (em geral, nas
quintas-feiras). Desta vez, o release investigativo distribuído pela
IstoÉ produziu algum ruído apenas nos sites noticiosos da internet,
obviamente sempre mais receptivos. Na chamada grande imprensa o
"furo" já estava desqualificado antes mesmo de a revista
chegar à casa dos assinantes.
De
qualquer forma, a imprensa continua desempenhando um papel pouco digno.
Sobretudo porque trabalha com a informação de forma acrítica.
Preocupa-se apenas com o conteúdo da "denúncia" e menospreza
algo tão importante quanto ele: o vazamento. Na ânsia de divulgar a
acusação deixa de lado a forma com que o petardo foi armado e
disparado.
Má
consciência.
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA NA INTERNET
FOLHA
DE S. PAULO
Marcelo Beraba
"A
longa travessia", copyright Folha de S. Paulo, 25/7/04
"Na
semana em que todos os jornais noticiaram com destaque os resultados das
pesquisas que mostram queda do desemprego, recuperação da renda e
forte otimismo dos empresários com os rumos da economia brasileira, a
Empresa Folha da Manhã, que edita a Folha, fez o caminho inverso e
executou o corte mais forte de funcionários desde que entrou em crise,
há mais de dois anos, por conta da explosão de uma dívida de R$ 290
milhões.
A Folha não
noticiou suas próprias demissões.
Não é o
primeiro corte que o jornal faz nem a única empresa de comunicação a
fazê-lo. Mas esse 'ajuste', para usar o termo caro às
consultorias, tem características próprias que devem ser analisadas.
Antes, os números e informações de que disponho, sem confirmação
oficial.
A dimensão
Foram
demitidos da empresa, ao longo da semana, cerca de 200 dos quase 1.300
funcionários, o que representa um corte de 18% das despesas com
pessoal.
Nas Redações
da Folha, da Revista da Folha, do Folha Online, da Agência Folha, dos
cadernos regionais, do Banco de Dados e do Agora foram 85 pessoas, sendo
que 60 jornalistas.
Na Redação
da Folha, principal título da empresa, foram demitidos 35 jornalistas e
alguns colunistas foram terceirizados. Nem todas as vagas serão
fechadas: deverão ser contratados 13 novos profissionais, mas com salários
muito mais baixos.
Diferentemente
de outros cortes, esse atingiu a elite do jornal. Foram demitidos cinco
editores, um fato inédito na história da Folha se consideramos apenas
cortes por razões financeiras. Entre os demitidos (agora ou no futuro
próximo), estão vários jornalistas com mais de 20 anos de profissão
e com especializações em áreas complexas, como ciências, saúde e
economia.
Os cortes
extinguiram um produto, o caderno regional de Campinas, e, internamente,
atingiram o Programa de Qualidade, um dos pilares, junto com o Programa
de Treinamento, do esforço planejado de melhoria do jornal.
O
Programa de Qualidade, implantado em 1996, era responsável pelo
controle diário de erros gramaticais, de padronização e de digitação.
Todos os seus funcionários foram demitidos ou transferidos, e o
controle passará a ser feito de forma seletiva.
O impacto
das medidas é maior porque incide sobre outros cortes de despesas,
pessoal e produtos feitos desde o início de 2002.
As razões
E por que
mais esses cortes, depois de tantos outros e no momento em que a
economia brasileira parece sair da estagnação?
A Folha não
respondeu.
Recebi do
diretor de Redação, Otavio Frias Filho, por escrito, a seguinte
declaração: 'Lamentamos a perda de profissionais valiosos, muitos
deles com longo histórico de dedicação ao jornal. Foram medidas
duras, mas necessárias para assegurar ao jornal condições de vencer
mais rapidamente essa conjuntura adversa -e de fazê-lo sem riscos para
a independência editorial'.
Há duas
hipóteses possíveis para os cortes.
A
primeira, um forte ajuste interno para preparar a empresa para a entrada
de um sócio estrangeiro, como acaba de ocorrer com o grupo Abril, que
vendeu 13,8% de ações para fundos de investimento norte-americanos.
A outra
hipótese é, na verdade, a razão apresentada extra-oficialmente pela
direção do jornal nas conversas com alguns demitidos e com os editores
que sobraram.
A empresa
teria tomado essas medidas para apressar a liquidação da dívida do
jornal. É importante a distinção: a dívida do grupo é de R$ 290
milhões, segundo reportagem publicada pela própria Folha em 15 de
fevereiro. Mas a dívida do jornal é menor, e seria de R$ 160 milhões.
O que se
ouve é que a rentabilidade do jornal é alta (17%), os juros (20% da dívida
ao ano) estão sendo pagos, mas o ritmo de abatimento da dívida é
lento e ameaçador.
O que a
empresa pretende, portanto, com esses cortes, pelo que foi possível
captar em diversas áreas do jornal, é melhorar seu resultado
financeiro, se possível ainda neste ano, e encurtar o período chamado
internamente de 'travessia do deserto'.
As demissões
ocorreram depois de dois meses de trabalho da empresa de consultoria
Integration, que tem escritórios em São Paulo e no Rio. Antes, o
jornal tentou vender ativos, sem sucesso, e passou pela experiência da
negociação, frustrada até agora, com o BNDES.
'O
Estado', seu principal concorrente na praça de São Paulo, e a Abril
também contrataram consultorias, mas fizeram seus ajustes em períodos
mais longos, não de forma tão abrupta como faz agora a Folha. Depois
dos cortes e mudanças que introduziu no ano passado, o 'Estado'
teve um resultado financeiro bem superior ao da Folha.
O futuro?
O que vai
acontecer com a Folha? Terá de continuar a produzir o jornal que
promete -informativo, crítico, pluralista, apartidário, moderno,
imprescindível- com menos gente e reduzido espaço editorial.
O produto
que tem sido feito já é irregular. O achatamento salarial que virá e
a perda de jornalistas especializados e experientes terá conseqüências.
O leitor deve ficar atento, cobrando qualidade e equilíbrio.
Há um
outro aspecto negativo nesse episódio, que é o silêncio do jornal.
Por que não noticiou suas próprias demissões?
O jornal,
que tem a obrigação de cobrir as crises dos governos, das empresas públicas
e das empresas privadas, optou por não soltar nenhum comunicado
oficial, e isso é um erro.
A
sociedade reivindica, cada vez mais e com razão, transparência por
parte dos meios de comunicação. A saúde financeira dos jornais
interessa aos seus leitores porque está em jogo a independência e a
credibilidade desses veículos que eles escolheram para comprar, se
informar e interagir."
***
"Escravos
e espiões", copyright Folha de S. Paulo, 25/7/04
"Na
semana em que viveu sua pior crise, a Folha publicou duas das melhores
reportagens do ano.
No
domingo, 18, a repórter Elvira Lobato assinou a manchete do jornal,
'Lavoura moderna ainda usa escravidão'. Embora o trabalho escravo não
seja um assunto novo, a reportagem conseguiu mostrar, a partir de um
levantamento de informações inéditas e do trabalho de campo no sul do
Pará, que mesmo a agricultura e a pecuária mais avançadas, voltadas
para a industrialização e a exportação, se beneficiam dessa aberração.
E na
quinta, 22, o editor do caderno Dinheiro, Márcio Aith, revelou que
integrantes do primeiro escalão do governo federal vinham sendo
espionados por uma empresa privada, a Kroll.
As duas
reportagens foram feitas por dois dos jornalistas mais experientes do
jornal."
5º BLOCO
Veja o que disseram os
convidados após o programa:
Rio de
Janeiro:Alcione
Araújo - Escritor e Dramaturgo
"Eu gostaria apenas de saber por que a Lya Luft se irritou
tanto com a pergunta sobre auto-ajuda e, se pensar é transgredir, há
alguma transgressão no modelo familiar que ela sugere?"
Cristiane
Costa - Ed. Caderno Idéias / JB
"Eu tinha curiosidade de saber da Lya Luft qual seria a
principal escritora mulher hoje?"
PERGUNTAS
E-mails recebidos na
semana de 27/07 a 03/08:
Mauricio Costa
Com a aprovação do aumento das companhias telefônicas, sustentação do
STF em relação aos planos de saúde, dúvidas em relação ao bingo e
agora a infame exigência da Justiça Federal em requerer o dinheiro do
leilão relacionado ao Sérgio Naya, não está acontecendo uma falta de
ênfase da mídia em divulgar uma justiça (só a definida pelos próprios
juristas) que se apega em termos pequenos para defender os interesses dos
poderosos?
Carlos Alberto, Rio de Janeiro
Caro Dines, entendo e percebo a significativa contribuição que este
projeto-programa tem dado à nossa sociedade, assim como o bem que faz à
nossa consciência. Quero propor como objeto de análise para programas
futuros o seguinte tema: a retratação que hoje a mídia faz, é justa?
Se não, como torná-la?
Telefonemas recebidos em 27/07:
Rafael Molnar, Osasco / SP
Lya, como é esse conceito de escrever para entender a humanidade?
Camila Alexandre, Rio de Janeiro
Lya, qual a influência que sua família teve no seu amadurecimento quando
você era mais jovem?
Vinícius Goncalves, Guarulhos / SP
Lya, ser uma escritora de best-seller é estar propriamente inserida nas
massas?
Carlos Alberto, Goiânia / GO
Lya, você já traduziu alguma obra sua para outra língua?
Daniel dos Santos, Laranjal / AP
Lya, qual o seu ponto de vista sobre a relação entre pais e filhos?
Joelma Rodrigues, Fortaleza / CE
Lya, quais autores você costuma ler? Você gosta de ler autores
brasileiros?
Vânia Quevedo, Rio de Janeiro
Lya, como romper o medo de começar a escrever um livro e de expor a veia
literária?
Leonei Pires, Barão dos Cocais / MG
Lya, o que você acha dos escritores de auto ajuda que têm cobertura da mídia?
Jorge Pastor, Porto Alegre / RS
Somos 177 milhões de brasileiros e um autor consegue virar best-seller
com poucos exemplares em relação a este número. As pessoas lêem pouco
porque o livro custa caro, ou os livros custam caro porque as pessoas lêem
pouco?
Solom Lima, Santana do Seridó / RN
O que está acontecendo com o ensino da língua portuguesa? Por que os
jovens estão tão desinteressados por ela?
Bernardo, São Paulo
Lya, quais os autores que mais te influenciaram?
Eduardo dos Santos, Barbacena / MG
Lya, o que você acha da transformação de poemas para música? As duas
coisas podem caminhar juntas?
Tom Lima, Volta Redonda / RJ
Lya, o que você acha que deve ser feito para que os jovens tenham gosto
pela literatura? O que fazer para que os escritores surjam?
Sonia Gaba, São Paulo
Lya, você poderia falar sobre a paixão pelo seu primeiro marido? Como
foi essa volta?
Marco Aurélio, Charqueadas / RS
Qual a melhor editora do Rio Grande do Sul para os novos autores?
Valdinei da Costa. Fortaleza / CE
Lya, como você percebe o seu trabalho diante de um país que lê pouco?
Sílvia Teixeira, Rio de Janeiro
Lya, quais os conselhos para os novos escritores? Quais os novos projetos?
Lindevânia Martins, São Luiz / MA
Lya, depois do sucesso, há algum tipo de pressão para escrever
best-sellers? Seu processo de criação ficou prejudicado?
Tiago Augusto, Itatiba / SP
Lya, qual o livro que você está lendo no momento?
Rebeca Raquel Porto, São Paulo
Lya, não se deixe vender pela mídia! Conserve suas opiniões porque tem
gente que precisa delas para seguir em frente.
Rita de Oliveira, Nova Iguaçu / RJ
O programa está maravilhoso.
Carla Calmon, Rio de Janeiro
Lya, você é uma mulher para mulher nenhuma botar defeito! Você passa
uma serenidade incrível, você é admirável! Sou deficiente visual e já
tive minhas perdas e ganhos. Minha mãe lê para mim alguns trechos e eu
adoro!
Sônia Sriedrich
Que extraordinária oportunidade de juntar em um só programa a perspicácia
e rara sensibilidade de Lya Luft e Alcione Araújo.
Carlos Gomes, Recife / PE
Existe imprensa livre, se esta depende do poder econômico?