PROGRAMA DO DIA 27 de julho de 2004

LYA LUFT

Nesta semana, o jornalista Alberto Dines esteve em Porto Alegre e entrevistou a escritora gaúcha Lya Luft.

Professora de lingüística e tradutora de inúmeros autores, Lya já recebeu vários prêmios.

Com 13 livros publicados, ela figura na lista dos autores mais vendidos no país. Suas obras mais recentes são "Perdas e Ganhos" e "Pensar é Transgredir".

Leia o resumo do programa

  Veja o Compacto

DENUNCISMO & JOGADAS
Predadores em ação

Alberto Dines

A IstoÉ voltou a atacar. E para justificar o atributo autoconferido de "independente" fingiu que investia contra o governo. Puro lero-lero.

As primeiras rajadas, de experiência, foram dirigidas contra a Fundação Biblioteca Nacional sediada dentro do vulnerável Ministério da Cultura. Agora o semanário aumentou o calibre e mirou num alvo portentoso: o presidente do Banco Central Henrique Meirelles e um dos seus auxiliares, o diretor do BC Luiz Augusto Candiota. Atrás deles, o mentor da política econômica: Antônio Palocci.

Leia na íntegra

Na cobertura cultural, a mídia aposta na superficialidade ou na qualidade?

Resultado:

Qualidade: 8%

Superficialidade: 92%

Aqui você pode participar de fóruns sobre assuntos ligados à imprensa, deixar seu recado no nosso mural e ler as perguntas dos telespectadores.

Perguntas - Aqui são colocadas as perguntas dos telespectadores que chegam por telefone, fax ou e-mail durante o programa e ao longo da semana.

5 Bloco - Leia a opinião dos participantes do programa, sobre o debate.

Editorial:

Bem vindos ao "Observatório da Imprensa".

Hoje você terá duas novidades: a primeira diz respeito ao lugar onde estou - nos estúdios da TVE em Porto Alegre. Pela segunda vez em nossos seis anos de existência estamos fazendo um programa trans-estadual, efetivamente nacional.


Leia na íntegra

FOLHA DE S. PAULO
Marcelo Beraba

"A longa travessia", copyright Folha de S. Paulo, 25/7/04

"Na semana em que todos os jornais noticiaram com destaque os resultados das pesquisas que mostram queda do desemprego, recuperação da renda e forte otimismo dos empresários com os rumos da economia brasileira, a Empresa Folha da Manhã, que edita a Folha, fez o caminho inverso e executou o corte mais forte de funcionários desde que entrou em crise, há mais de dois anos, por conta da explosão de uma dívida de R$ 290 milhões.

Leia na íntegra


RESUMO DO PROGRAMA

LYA LUFT

O Observatório da Imprensa do dia 27 de julho contou com a participação da escritora gaúcha Lya Luft. Diferente do outros programas, Alberto Dines, juntamente com seus convidados, levantou questões sobre a obra de Lya Luft para que a autora comentasse e desse sua opinião.

Participaram ao vivo do programa a jornalista Cristiane Costa e o escritor e dramaturgo Alcione Araújo, no Rio de Janeiro. Em São Paulo e Brasília os jornalistas Marcelo Rezende e Maurício Melo Junior respectivamente. Em Porto Alegre, Alberto Dines recebeu a escritora Lya Luft.

Dines começou o debate perguntando à escritora como ela via o mecenato da mídia e todo o sucesso que aconteceu de repente na vida dela. Lya respondeu que a mídia não constrói o sucesso de ninguém, ela apenas escuta o público.

Alcione Araújo perguntou se seria melhor se o sucesso tivesse vindo mais cedo. Lya Luft disse então que não possui nenhuma vaidade literária e é despojada de ambições neste campo: "para mim, a vida é mais importante que a literatura. Se fosse mais jovem, talvez tivesse ficado mais vaidosa e se atrapalhado mais do que hoje em dia, mas é muito bom saber que eu tenho muitos leitores."

Respondendo ao questionamento de Alberto Dines sobre o engajamento presente em seus textos e a forte mensagem de vida e humanidade deles, a escritora falou que muitos a consideram alienada, mas que na verdade o seu jeito é outro: "Acho que sou engajada na vida". E ressaltou que também gostaria de ser um dia lembrada como uma autora de denúncia apesar de não ter um engajamento político direto: "Meus romances denunciam os valores hipócritas existentes em nossa sociedade."

O jornalista Marcelo Rezende perguntou à Lya qual o tipo de ensinamento presente em seu texto que encanta tantas pessoas. A escritora comentou que não tem nada para ensinar a ninguém e que a vida é um aprendizado que a gente aproveita pouco: "Eu apenas quero partilhar o valor da vida, a importância das nossas opções. Nós não somos apenas vítimas das fatalidades que nos acontecem."

Maurício Melo pediu que Lya Luft falasse um pouco do lirismo presente em seus textos. Ela apenas disse que essa marca é resultado da sua filosofia de vida: "Acredito que a gente precisa de mais alegria e mais amor. A gente está muito chata."

A jornalista Cristiane Costa encerrou sua participação perguntando para a escritora se ela se irrita quando dizem que o livro Perdas e Ganhos é uma espécie de auto-ajuda. "Não me irrito, mas acho que é uma burrice. Acho isso um pouco insultuoso e considero uma falta de educação e ignorância, pois um livro é de auto-ajuda se o autor desejou fazê-lo. A intenção faz a obra. Meus livros são uma obra de arte, porque eu sou uma artista", concluiu.

Thaissa Lemos (estagiária)


EDITORIAL

Bem vindos ao Observatório da Imprensa.

Hoje você terá duas novidades: a primeira diz respeito ao lugar onde estou - nos estúdios da TVE em Porto Alegre. Pela segunda vez em nossos seis anos de existência estamos fazendo um programa trans-estadual, efetivamente nacional.

Nossas emissões são sempre geradas no Rio com a participação de convidados em São Paulo e Brasília. Desta vez, com a inclusão de Porto Alegre, estamos simultaneamente em quatro praças, tentando materializar a noção de uma República Federativa, através de uma televisão pública integrada e integradora.

Vamos entrevistar hoje uma figura gaúcha que tomou conta do Brasil. Não veio de bombachas e certamente não tomará chimarrão mas é uma das mais expressivas representantes da rica cultura de um estado cosmopolita e diversificado.

A segunda novidade diz respeito à mídia tão criticada pela aposta na mediocridade que, desta vez, merece os aplausos por valorizar uma escritora de altíssimo nível. Você já adivinhou: estamos falando de Lya Luft. Estamos falando da poeta, romancista, tradutora, cronista, ensaísta que converteu-se em best-seller sem passes de mágicas ou truques de marketing.

Desta vez valeu a qualidade, valeu a seriedade, o esmero, a ousadia de ser.

Quatro décadas depois do primeiro livro e de uma intensa atividade profissional, a imprensa descobriu Lya Luft. É uma das atrações permanentes de "Veja", aliás a primeira colunista deste semanário.

Raras vezes nossos veículos de comunicação conseguiram conciliar o apreço dos críticos com o entusiasmo do público. Se isso acontecer mais vezes muita coisa pode mudar na imprensa e na cultura deste país.


ARTIGO
Por Alberto Dines

DENUNCISMO & JOGADAS
Predadores em ação

Alberto Dines

A IstoÉ voltou a atacar. E para justificar o atributo autoconferido de "independente" fingiu que investia contra o governo. Puro lero-lero.

As primeiras rajadas, de experiência, foram dirigidas contra a Fundação Biblioteca Nacional sediada dentro do vulnerável Ministério da Cultura. Agora o semanário aumentou o calibre e mirou num alvo portentoso: o presidente do Banco Central Henrique Meirelles e um dos seus auxiliares, o diretor do BC Luiz Augusto Candiota. Atrás deles, o mentor da política econômica: Antônio Palocci.

Nos dois casos, a mesma acusação (sonegação fiscal e evasão de divisas); fonte idem, mesmíssimo beneficiário, intermediário e interesse. O alvo não é o governo, mas uma parte do governo. E a parte menos petista ou mais "liberal" do governo.

Não cabe a este Observatório imiscuir-se neste novo lance da intrigalhada palaciana. A tarefa cabe aos comentaristas políticos e a alguma das facções do jornalismo investigativo nativo. Mas é imperioso discutir o papel de determinados veículos nesta luta de foice entre os grupos que disputam a hegemonia nos bastidores do poder. Se a imprensa é uma questão de interesse nacional, como foi repetido por altos figurões antes do Pró-Mídia, a movimentação de certos órgãos de imprensa não pode ficar sem os devidos reparos.

Neste quadro, indispensável identificar na presença do empresário Mario Garnero (Brasilinvest), hoje bastante próximo da Casa Civil, um dos pólos do embate palaciano. O empresário transita hoje com grande desembaraço e nenhuma discrição no processo decisório do semanário como também em outros veículos da imprensa vermelha - ou seja, a imprensa tecnicamente quebrada, no vermelho.

Duelo de mandões

Nesta avaliação, convém debruçar-se com mais atenção sobre as denúncias veiculadas pela Folha de S.Paulo sobre a arapongagem da empresa Kroll Associates nos negócios & pendências da Brasil Telecom e verificar os seus alvos: o presidente do Banco do Brasil Cássio Casseb (área do ministro Palocci) e o ministro Luiz Gushiken (que opera em faixa própria).

O móvel da Folha evidentemente é diferente da IstoÉ - o jornalão opera em outro nível. Neste momento precisa mostrar que as suas velhas garras e o seu antigo poder de fogo não foram afetados pelo gigantesco corte de 40 jornalistas no seu quadro de funcionários.

Indispensável, igualmente, acompanhar a movimentação do Jornal do Brasil na cobertura de mais um escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Dantas. O dono do Opportunity, apontado como mandante da espionagem, é inimigo figadal de Nelson Tanure, comandante efetivo do JB e com o qual o empresário Mário Garnero também tem vinculações.

Significa que a imprensa continua tirando vantagens e beliscando as sobras das brigas entre os grandes interesses e os interesses contrariados. Assim foi em todos os escândalos produzidos pelo "jornalismo fiteiro" ocorridos a partir de 1988. No faroeste entre mandões e seus oponentes, a imprensa não chegou a desempenhar o papel de vilão - era apenas o ignóbil pau-mandado.

Informação acrítica

Em favor da instituição jornalística é preciso registrar um dado positivo: acabou o pool do escândalo, o barulho encomendado, a repercussão antecipada, a suíte do que ainda não aconteceu. Antes, todos entravam com o mesmo apetite, certos de que seriam aquinhoados na próxima distribuição de grampos e vídeos.

Até recentemente, as denúncias mais espetaculares eram distribuídas na íntegra, simultaneamente, aos principais veículos - mesmo concorrentes - e disponibilizadas na internet com bastante antecedência (em geral, nas quintas-feiras). Desta vez, o release investigativo distribuído pela IstoÉ produziu algum ruído apenas nos sites noticiosos da internet, obviamente sempre mais receptivos. Na chamada grande imprensa o "furo" já estava desqualificado antes mesmo de a revista chegar à casa dos assinantes.

De qualquer forma, a imprensa continua desempenhando um papel pouco digno. Sobretudo porque trabalha com a informação de forma acrítica. Preocupa-se apenas com o conteúdo da "denúncia" e menospreza algo tão importante quanto ele: o vazamento. Na ânsia de divulgar a acusação deixa de lado a forma com que o petardo foi armado e disparado.

Má consciência.


OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA NA INTERNET

FOLHA DE S. PAULO
Marcelo Beraba

"A longa travessia", copyright Folha de S. Paulo, 25/7/04

"Na semana em que todos os jornais noticiaram com destaque os resultados das pesquisas que mostram queda do desemprego, recuperação da renda e forte otimismo dos empresários com os rumos da economia brasileira, a Empresa Folha da Manhã, que edita a Folha, fez o caminho inverso e executou o corte mais forte de funcionários desde que entrou em crise, há mais de dois anos, por conta da explosão de uma dívida de R$ 290 milhões.

A Folha não noticiou suas próprias demissões.

Não é o primeiro corte que o jornal faz nem a única empresa de comunicação a fazê-lo. Mas esse 'ajuste', para usar o termo caro às consultorias, tem características próprias que devem ser analisadas. Antes, os números e informações de que disponho, sem confirmação oficial.

A dimensão

Foram demitidos da empresa, ao longo da semana, cerca de 200 dos quase 1.300 funcionários, o que representa um corte de 18% das despesas com pessoal.

Nas Redações da Folha, da Revista da Folha, do Folha Online, da Agência Folha, dos cadernos regionais, do Banco de Dados e do Agora foram 85 pessoas, sendo que 60 jornalistas.

Na Redação da Folha, principal título da empresa, foram demitidos 35 jornalistas e alguns colunistas foram terceirizados. Nem todas as vagas serão fechadas: deverão ser contratados 13 novos profissionais, mas com salários muito mais baixos.

Diferentemente de outros cortes, esse atingiu a elite do jornal. Foram demitidos cinco editores, um fato inédito na história da Folha se consideramos apenas cortes por razões financeiras. Entre os demitidos (agora ou no futuro próximo), estão vários jornalistas com mais de 20 anos de profissão e com especializações em áreas complexas, como ciências, saúde e economia.

Os cortes extinguiram um produto, o caderno regional de Campinas, e, internamente, atingiram o Programa de Qualidade, um dos pilares, junto com o Programa de Treinamento, do esforço planejado de melhoria do jornal.

O Programa de Qualidade, implantado em 1996, era responsável pelo controle diário de erros gramaticais, de padronização e de digitação. Todos os seus funcionários foram demitidos ou transferidos, e o controle passará a ser feito de forma seletiva.

O impacto das medidas é maior porque incide sobre outros cortes de despesas, pessoal e produtos feitos desde o início de 2002.

As razões

E por que mais esses cortes, depois de tantos outros e no momento em que a economia brasileira parece sair da estagnação?

A Folha não respondeu.

Recebi do diretor de Redação, Otavio Frias Filho, por escrito, a seguinte declaração: 'Lamentamos a perda de profissionais valiosos, muitos deles com longo histórico de dedicação ao jornal. Foram medidas duras, mas necessárias para assegurar ao jornal condições de vencer mais rapidamente essa conjuntura adversa -e de fazê-lo sem riscos para a independência editorial'.

Há duas hipóteses possíveis para os cortes.

A primeira, um forte ajuste interno para preparar a empresa para a entrada de um sócio estrangeiro, como acaba de ocorrer com o grupo Abril, que vendeu 13,8% de ações para fundos de investimento norte-americanos.

A outra hipótese é, na verdade, a razão apresentada extra-oficialmente pela direção do jornal nas conversas com alguns demitidos e com os editores que sobraram.

A empresa teria tomado essas medidas para apressar a liquidação da dívida do jornal. É importante a distinção: a dívida do grupo é de R$ 290 milhões, segundo reportagem publicada pela própria Folha em 15 de fevereiro. Mas a dívida do jornal é menor, e seria de R$ 160 milhões.

O que se ouve é que a rentabilidade do jornal é alta (17%), os juros (20% da dívida ao ano) estão sendo pagos, mas o ritmo de abatimento da dívida é lento e ameaçador.

O que a empresa pretende, portanto, com esses cortes, pelo que foi possível captar em diversas áreas do jornal, é melhorar seu resultado financeiro, se possível ainda neste ano, e encurtar o período chamado internamente de 'travessia do deserto'.

As demissões ocorreram depois de dois meses de trabalho da empresa de consultoria Integration, que tem escritórios em São Paulo e no Rio. Antes, o jornal tentou vender ativos, sem sucesso, e passou pela experiência da negociação, frustada até agora, com o BNDES.

'O Estado', seu principal concorrente na praça de São Paulo, e a Abril também contrataram consultorias, mas fizeram seus ajustes em períodos mais longos, não de forma tão abrupta como faz agora a Folha. Depois dos cortes e mudanças que introduziu no ano passado, o 'Estado' teve um resultado financeiro bem superior ao da Folha.

O futuro?

O que vai acontecer com a Folha? Terá de continuar a produzir o jornal que promete -informativo, crítico, pluralista, apartidário, moderno, imprescindível- com menos gente e reduzido espaço editorial.

O produto que tem sido feito já é irregular. O achatamento salarial que virá e a perda de jornalistas especializados e experientes terá conseqüências. O leitor deve ficar atento, cobrando qualidade e equilíbrio.

Há um outro aspecto negativo nesse episódio, que é o silêncio do jornal. Por que não noticiou suas próprias demissões?

O jornal, que tem a obrigação de cobrir as crises dos governos, das empresas públicas e das empresas privadas, optou por não soltar nenhum comunicado oficial, e isso é um erro.

A sociedade reivindica, cada vez mais e com razão, transparência por parte dos meios de comunicação. A saúde financeira dos jornais interessa aos seus leitores porque está em jogo a independência e a credibilidade desses veículos que eles escolheram para comprar, se informar e interagir."

***

"Escravos e espiões", copyright Folha de S. Paulo, 25/7/04

"Na semana em que viveu sua pior crise, a Folha publicou duas das melhores reportagens do ano.

No domingo, 18, a repórter Elvira Lobato assinou a manchete do jornal, 'Lavoura moderna ainda usa escravidão'. Embora o trabalho escravo não seja um assunto novo, a reportagem conseguiu mostrar, a partir de um levantamento de informações inéditas e do trabalho de campo no sul do Pará, que mesmo a agricultura e a pecuária mais avançadas, voltadas para a industrialização e a exportação, se beneficiam dessa aberração.

E na quinta, 22, o editor do caderno Dinheiro, Márcio Aith, revelou que integrantes do primeiro escalão do governo federal vinham sendo espionados por uma empresa privada, a Kroll.

As duas reportagens foram feitas por dois dos jornalistas mais experientes do jornal."


5º BLOCO

Veja o que disseram os convidados após o programa:

Rio de Janeiro:

Alcione Araújo - Escritor e Dramaturgo
"Eu gostaria apenas de saber por que a Lya Luft se irritou tanto com a pergunta sobre auto-ajuda e, se pensar é transgredir, há alguma transgressão no modelo familiar que ela sugere?"

Cristiane Costa - Ed. Caderno Idéias / JB
"Eu tinha curiosidade de saber da Lya Luft qual seria a principal escritora mulher hoje?"


PERGUNTAS

E-mails recebidos na semana de 27/07 a 03/08:

Mauricio Costa
Com a aprovação do aumento das companhias telefônicas, sustentação do STF em relação aos planos de saúde, dúvidas em relação ao bingo e agora a infame exigência da Justiça Federal em requerer o dinheiro do leilão relacionado ao Sérgio Naya, não está acontecendo uma falta de ênfase da mídia em divulgar uma justiça (só a definida pelos próprios juristas) que se apega em termos pequenos para defender os interesses dos poderosos?

Carlos Alberto, Rio de Janeiro
Caro Dines, entendo e percebo a significativa contribuição que este projeto-programa tem dado à nossa sociedade, assim como o bem que faz à nossa consciência. Quero propor como objeto de análise para programas futuros o seguinte tema: a retratação que hoje a mídia faz, é justa? Se não, como torná-la?


Telefonemas recebidos em 27/07:

Rafael Molnar, Osasco / SP
Lya, como é esse conceito de escrever para entender a humanidade?

Camila Alexandre, Rio de Janeiro
Lya, qual a influência que sua família teve no seu amadurecimento quando você era mais jovem?

Vinícius Goncalves, Guarulhos / SP
Lya, ser uma escritora de best-seller é estar propriamente inserida nas massas?

Carlos Alberto, Goiânia / GO
Lya, você já traduziu alguma obra sua para outra língua?

Daniel dos Santos, Laranjal / AP
Lya, qual o seu ponto de vista sobre a relação entre pais e filhos?

Joelma Rodrigues, Fortaleza / CE
Lya, quais autores você costuma ler? Você gosta de ler autores brasileiros?

Vânia Quevedo, Rio de Janeiro
Lya, como romper o medo de começar a escrever um livro e de expor a veia literária?

Leonei Pires, Barão dos Cocais / MG
Lya, o que você acha dos escritores de auto ajuda que têm cobertura da mídia?

Jorge Pastor, Porto Alegre / RS
Somos 177 milhões de brasileiros e um autor consegue virar best-seller com poucos exemplares em relação a este número. As pessoas lêem pouco porque o livro custa caro, ou os livros custam caro porque as pessoas lêem pouco?

Solom Lima, Santana do Seridó / RN
O que está acontecendo com o ensino da língua portuguesa? Por que os jovens estão tão desinteressados por ela?

Bernardo, São Paulo
Lya, quais os autores que mais te influenciaram?

Eduardo dos Santos, Barbacena / MG
Lya, o que você acha da transformação de poemas para música? As duas coisas podem caminhar juntas?

Tom Lima, Volta Redonda / RJ
Lya, o que você acha que deve ser feito para que os jovens tenham gosto pela literatura? O que fazer para que os escritores surjam?

Sonia Gaba, São Paulo
Lya, você poderia falar sobre a paixão pelo seu primeiro marido? Como foi essa volta?

Marco Aurélio, Charqueadas / RS
Qual a melhor editora do Rio Grande do Sul para os novos autores?

Valdinei da Costa. Fortaleza / CE
Lya, como você percebe o seu trabalho diante de um país que lê pouco?

Sílvia Teixeira, Rio de Janeiro
Lya, quais os conselhos para os novos escritores? Quais os novos projetos?

Lindevânia Martins, São Luiz / MA
Lya, depois do sucesso, há algum tipo de pressão para escrever best-sellers? Seu processo de criação ficou prejudicado?

Tiago Augusto, Itatiba / SP
Lya, qual o livro que você está lendo no momento?

Rebeca Raquel Porto, São Paulo
Lya, não se deixe vender pela mídia! Conserve suas opiniões porque tem gente que precisa delas para seguir em frente.

Rita de Oliveira, Nova Iguaçu / RJ
O programa está maravilhoso.

Carla Calmon, Rio de Janeiro
Lya, você é uma mulher para mulher nenhuma botar defeito! Você passa uma serenidade incrível, você é admirável! Sou deficiente visual e já tive minhas perdas e ganhos. Minha mãe lê para mim alguns trechos e eu adoro!

Sônia Sriedrich
Que extraordinária oportunidade de juntar em um só programa a perspicácia e rara sensibilidade de Lya Luft e Alcione Araújo.

Carlos Gomes, Recife / PE
Existe imprensa livre, se esta depende do poder econômico?



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