PROGRAMA DO DIA 06 de julho de 2004

ESPECIAL RÁDIO NACIONAL

Neste programa contamos a história da Rádio Nacional, a emissora que conseguiu integrar o país pelas ondas da rádio.

Ela foi a primeira rádio pública brasileira, que chegou a praticamente todos os confins do país. Foi um enorme sucesso na música e no jornalismo nos anos 40 até os 60.

Grandes estrelas da música e do radioteatro passaram por seus estúdios. E as disputas dos fãs clubes das cantoras Emilinha e Marlene são lembradas até hoje.

Mas, passados tantos anos e por um declínio vertiginoso, a rádio volta com força ao dial das am's. Para isto, a Petrobras investiu 2 milhões e 500 mil reais na reforma de todo o patrimônio.

A Radiobrás, estatal responsável pela emissora, quer uma nova programação voltada para a música brasileira , sem a preocupação da briga pela audiência.

Leia o resumo do programa

  Veja o Compacto

CONCENTRAÇÃO vs. DIVERSIDADE
O Estadão ensaia o trombone

Alberto Dines

O jornalão criado por Júlio Mesquita continua oferecendo agradáveis surpresas. Sobretudo na disposição de romper tabus e abrir o debate sobre o principal fantasma que ameaça a imprensa - a concentração dos veículos de comunicação em grandes conglomerados.

Raro encontrar em jornais de grande porte tamanha garra e ousadia para enfrentar os apetites dos poderosos grupos de comunicação nacionais e internacionais.

Leia na íntegra

Você usa o rádio como fonte de informação?

Resultado:

Sim: 58%

Não: 19%

Às vezes: 22%

Aqui você pode participar de fóruns sobre assuntos ligados à imprensa, deixar seu recado no nosso mural e ler as perguntas dos telespectadores.

Perguntas - Aqui são colocadas as perguntas dos telespectadores que chegam por telefone, fax ou e-mail durante o programa e ao longo da semana.

5 Bloco - Leia a opinião dos participantes do programa, sobre o debate.

Editorial:

Bem vindos ao "Observatório da Imprensa".

Vocês ouviram uma gravação do Repórter Esso Heron Domingues transmitida pela Rádio Nacional há mais de meio século.


Leia na íntegra

NOTAS DE UM LEITOR
Pesquisismo dá muito número e pouca sustança

Luiz Weis

Previsíveis como o noticiário sobre a oferta de pescado na Semana Santa e o preço das flores nos Finados, as pesquisas eleitorais mais uma vez se derramam pelas páginas políticas neste começo de temporada de busca do voto.

Mas, se o pesquisismo da mídia é inevitável, as folhas não precisavam - de novo - aproveitar para relaxar e gozar do pobre do leitor. Pois outra coisa não parece a forma como diante dele são despejadas as sopas de numerinhos e letrinhas sobre a cotação dos candidatos.

Leia na íntegra


RESUMO DO PROGRAMA

ESPECIAL RÁDIO NACIONAL

O Observatório da Imprensa de 06 de julho debateu a retomada e reforma da Rádio Nacional por parte do Governo Federal. Em editorial, Dines ressaltou que "A rádio deixou frutos. Foi a primeira experiência brasileira de integração nacional através de um veículo de comunicação. É a primeira história de sucesso da mídia brasileira". E lembrou ainda que "Começou como empresa privada e terminou como estatal. Nunca foi oficial. Deu certo, e agora está de volta".

Participaram do debate o jornalista e presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci em Brasília; o jornalista e pesquisador Reynaldo Tavares em São Paulo; e o radialista e escritor Luis Carlos Saroldi no Rio de Janeiro.

Logo no início do debate, Eugênio Bucci ressaltou que "A nova programação da Rádio Nacional do Rio de Janeiro estreou no sábado, já estamos oferecendo um jornalismo vibrante e programas musicais que certamente vão cativar o ouvinte". E afirmou ainda que o objetivo da nova Rádio Nacional é "estar junto do cidadão carioca, do cidadão brasileiro, nas questões em que o rádio participa do debate público".

Dando continuidade ao debate Luis Carlos Saroldi lembrou a seguinte história sobre o repórter Esso: "O Heron Domingues ganhou o posto para ser o locutor fixo do Repórter Esso e fez daquilo a vida dele, ele viva isso 24 horas por dia, eram quatro edições mas ele ficava lá também esperando notícias extras".

E aprofundando o debate sobre a importância da inclusão da Rádio Nacional no contexto da comunicação atual, que está cada vez mais ligada à tecnologia, Reynaldo Tavares ressaltou que: "Esse tema é muito adequado, principalmente para a época em que vivemos, principalmente com o avanço da eletrônica, quando as emissoras hoje partem para o som digital, e essa revitalização que a Rádio Nacional está se propondo é simplesmente um projeto que para profissionais que viveram e vivem o rádio como nós, vinte e cinco horas por dia, chega a ser muito contagiante".

Manoel Magalhães (estagiário)


EDITORIAL

Bem vindos ao Observatório da Imprensa.

Vocês ouviram uma gravação do Repórter Esso Heron Domingues transmitida pela Rádio Nacional há mais de meio século.

Este aparelho é uma peça de museu e a notícia que transmitiu faz parte dos compêndios de história. Mas a Rádio Nacional deixou frutos. Foi a primeira experiência brasileira de integração nacional através de um veículo de comunicação. É a primeira história de sucesso da mídia brasileira. Começou como empresa privada e terminou como estatal. Nunca foi oficial. Deu certo. E agora está de volta.


ARTIGO
Por Alberto Dines

CONCENTRAÇÃO vs. DIVERSIDADE
O Estadão ensaia o trombone

Alberto Dines

O jornalão criado por Júlio Mesquita continua oferecendo agradáveis surpresas. Sobretudo na disposição de romper tabus e abrir o debate sobre o principal fantasma que ameaça a imprensa - a concentração dos veículos de comunicação em grandes conglomerados.

Raro encontrar em jornais de grande porte tamanha garra e ousadia para enfrentar os apetites dos poderosos grupos de comunicação nacionais e internacionais.

Grandes jornais são produzidos por grandes empresas cujo instinto de defesa, em geral, funciona na direção do corporativismo e da manutenção do status quo.

Não é este o caso do Estado de S.Paulo: seu instinto de defesa empurra-o contra o imobilismo e as conveniências. O degelo (ou a temporada de murros na mesa) começou em 13 janeiro de 2003, quando dedicou o principal editorial a respeito da cartelização das comunicações nos EUA [veja remissão abaixo].

Foi suficiente para instalar na pauta do Conselho de Comunicação Social a discussão sobre a concentração e a propriedade cruzada dos meios de comunicação no Brasil. Mais recentemente, em discurso, o diretor do jornal Ruy Mesquita investiu contra a murdoquização do jornalismo contemporâneo (referência ao tubarão da mídia Rupert Murdoch, símbolo da cartelização) [remissões abaixo].

Agora, entra em cena outro diretor do grupo, Fernão Lara Mesquita, com um incisivo flagrante do vertiginoso processo de cartelização da imprensa americana numa conferência que pronunciou no Senado Federal.

Perguntará o leitor: e nós com isso? Por que razão devemos nos preocupar com a cartelização e o fim da diversidade informativa nos EUA?

O assunto nos concerne - e muito. Por várias razões. A principal delas tem a ver com a FCC (Federal Communications Comission). Esta agência reguladora foi criada nos anos 1930 do século passado, durante o New Deal (novo pacto) do presidente Franklin D. Roosevelt, e tal como as demais criações deste renovador da democracia americana tem uma vocação nitidamente progressista.

Interesse público

Ao longo da sua existência, a FCC tem conseguido exercer seu papel de freio aos ímpetos predatórios do capitalismo selvagem no campo da comunicação e do entretenimento. Raramente trata do conteúdo que circula nos meios de comunicação mas, há pouco, multou emissoras de rádio e TV pela transmissão de material considerado obsceno. Sua função consiste em proteger a concorrência e manter a diversidade dentro do sistema midiático para garantir a eqüidistância e o equilíbrio.

Equilíbrio é peça central do sistema democrático.

A FCC vem sendo assediada pelos apetites dos grandes conglomerados e seus parceiros no setor financeiro porque a sigla tornou-se sinônimo de regulação e controle - conceitos que aqueles consideram intoleráveis. No governo Bush, o rolo compressor do conservadorismo americano causou enorme estrago na FCC: foram mitigadas e subvertidas exigências importantes no tocante à concentração empresarial.

Apesar das deformações, a agência continua sendo uma referência e ainda se mantém como paradigma de defesa da sociedade contra o vertiginoso processo de fusões que desfigura tanto a imprensa como o jornalismo - e o jornalismo porque coloca-o a reboque de indústrias sem qualquer compromisso com o interesse público.

Preocupar-se com a FCC, ao contrário do que alegam os lobbies empresariais brasileiros, não significa uma submissão à pauta dos debates domésticos americanos. É uma preocupação legítima, cívica, porque se nos EUA ainda existe a consciência de que o legado de Roosevelt precisa ser recuperado, no Brasil só podemos nos agarrar à vaga esperança de um dia dispormos de um órgão regulador inspirado na FCC.

Acervo de lutas

Enquanto o Congresso Nacional estiver sob influência dos parlamentares que são também concessionários de serviços de rádio e TV, será impossível esperar qualquer iniciativa oriunda do Legislativo capaz de reprimir a concentração e sanear o sistema midiático.

Mesmo que o governo do presidente Lula perca sua incompreensível e incoerente ojeriza ao conceito das agências reguladoras, um projeto desta natureza jamais passará nas comissões ou no plenário do Congresso. Será engavetado por algumas décadas porque deputados e senadores fisiológicos não têm pudor em assumir publicamente suas contradições éticas - até gostam. E aqueles que poderiam endossar uma agência com esta finalidade jamais se animarão a enfrentar abertamente o ressentimento dos lobbies corporativos da mídia eletrônica.

Esta é a importância da cruzada recém-iniciada pelo Estadão. Trata-se de um jornal cujo ideário é rigorosamente liberal, antiestatista e, não obstante, empenhado em criar mecanismos para controlar as perversões do sistema da livre iniciativa no campo do jornalismo e da comunicação social.

Apesar das dificuldades políticas, dos poderosos interesses em jogo e da insensibilidade do resto da imprensa no tocante ao seu futuro como instituição respeitável e diversificada, o Estadão fez uma aposta e incorpora mais esta causa ao seu acervo de lutas.

O Observatório da Imprensa, mais uma vez, está em boa companhia.


OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA NA INTERNET

NOTAS DE UM LEITOR
Pesquisismo dá muito número e pouca sustança

Luiz Weis

Previsíveis como o noticiário sobre a oferta de pescado na Semana Santa e o preço das flores nos Finados, as pesquisas eleitorais mais uma vez se derramam pelas páginas políticas neste começo de temporada de busca do voto.

Mas, se o pesquisismo da mídia é inevitável, as folhas não precisavam - de novo - aproveitar para relaxar e gozar do pobre do leitor. Pois outra coisa não parece a forma como diante dele são despejadas as sopas de numerinhos e letrinhas sobre a cotação dos candidatos.

Elas são o que se queira, menos o que deveriam ser - nutritivas. Pois é como se fossem editadas sob a inspiração do Chacrinha, o que veio para confundir, não para explicar.

A receita é de um esquematismo atroz: porcentagens às pencas com uma gota de contexto, duas pitadas de interpretação instantânea e uma colher de aspas dos candidatos. Sem falar nas agressões ao português dos clichês que infestam as matérias acompanhantes, como "oscilou negativamente", para dizer que, de uma sondagem para outra, o candidato perdeu pontos percentuais.

Em São Paulo, os números mais noticiáveis mostram que o tucano José Serra lidera e que a petista Marta Suplicy vai mal das pernas. Mas, no caso da prefeita, as letras das avaliações andam tão ou mais trôpegas.

A culpa pode nem ser dos intérpretes - o punhado de cientistas políticos e analistas de pesquisas muitas vezes entrevistados em cima da hora e de cujas tentativas de dar um sentido ao vaivém dos candidatos se publicam raciocínios truncados que fazem os seus autores parecer fabricantes de banalidades.

É verdade que alguns deles são mesmo chutadores eméritos, mas as dúvidas confessadas dos que se recusam a imitá-los sobre o que as pesquisas mostram - ou melhor, escondem - raramente chegam ao leitor. Ora, onde já se viu citar sabichões não sabem das coisas?

Resumo da ópera

Comparem-se as explicações em flocos sobre o caso de Marta nos jornalões paulistanos com o texto que ocupou parte da coluna semanal da jornalista Maria Cristina Fernandes, editora de política do Valor, na sexta-feira passada.

Começa assim:

"A última pesquisa Ibope ouviu 243 pessoas que moram na cidade de São Paulo e têm renda de até dois salários mínimos. É neste conjunto de eleitores e não na antipatia, na rejeição feminina ou no trânsito caótico [algumas das explicações mais freqüentes na mídia] que está a chave para se compreender o declínio da prefeita Marta Suplicy nas pesquisas."

O que ela fez foi somar 2 com 2. Tendo verificado que, de um ibope para outro, com apenas uma semana de intervalo, Marta perdeu 14 pontos naquele segmento da amostra, Maria Cristina se perguntou o que havia acontecido de impactante no país nesses dias. Não deu outra: passou o salário mínimo de 260 reais. Ou, como resume o título da coluna, "Marta encolhe à sombra do Planalto".

É a verdade, toda a verdade e nada além da verdade? Não dá para saber. Mas, hipótese por hipótese, essa tem uma consistência calcada numa situação específica. Está, com perdão da palavra, "contextualizada".

Não é preciso muito mais do que isso, em publicações que no dia seguinte servem para embrulhar peixe, para permitir que o leitor tire dos números não o pretensioso "tudo sobre" de que se fala nas redações, mas uma ou duas pistas sobre o andar da carruagem eleitoral. Algo que lhe permita ir além das aspas dos políticos no noticiário da campanha.

Mas não. A idéia é saturar o coitado de ar quente, fazendo-o crer que se refestelou com um banquete. Exemplo disso foram as 22 tabelas que emolduraram a página A 6 da Folha de S.Paulo de 1º de julho. Elas trazem as qualidades e defeitos atribuídos aos candidatos a prefeito da cidade pelos entrevistados do DataFolha, com base em quesitos fechados do tipo "quem é o mais democrático" (ou autoritário, honesto, antipático, realizador, experiente, moderno etc).

Depois, o DataFolha "procurou quantificar o peso de 14 atributos na definição do voto" - o que exigiu, por sua vez, a publicação de mais dois gráficos, restritos a Maluf, Marta e Serra, representados por um quadrado, um triângulo e um círculo, enquanto um losango denotava "importância", além de um espesso "entenda o gráfico ao lado", de 28 linhas de coluna.

Trecho:

"Os valores de cada candidato são calculados subtraindo a taxa dos que mencionaram o candidato da taxa dos que não o mencionaram (ou seja, dos que escolheram outros candidatos), adicionando 100 ao resultado. Por isso o índice varia 0 a 200".

Disso tudo deu o que está no título "Para eleitor, Maluf é o mais 'preparado' e mais 'corrupto'".

Quem conseguiu reter as outras informações de todos os quadrinhos ficou sabendo também que, para os paulistanos:

** Maluf é o mais autoritário, o mais realizador, mais preparado para cuidar do trânsito, mais preparado para cuidar da habitação, mais preparado para cuidar da limpeza, o que mais defenderá os ricos, o mais corajoso, o mais desequilibrado emocionalmente, o mais antipático, o que mais faz promessas que não pode cumprir e o mais inteligente.

** Serra é o mais democrático, mais preparado para cuidar da saúde, mais preparado para cuidar da educação, o que mais defenderá os pobres, o mais honesto e o mais simpático.

** Marta é mais preparad(a) para cuidar do transporte, (a) mais indecis(a), mais modern(a) e inovador(a).

Muito bem. Palmas. Mas qual é a moral da história, o resumo da ópera, a serventia desse tour de force para o leitor que justifique o tempo, o dinheiro e o espaço consumidos pela enquete? Roga-se a quem souber que escreva para este Observatório.

Gato da madame

Do que este leitor tem conhecimento, a única utilidade desse quem-é-mais-o-quê foi inspirar a seguinte tirada da colunista Dora Kramer (Jornal do Brasil, O Estado de S.Paulo):

"Pesquisa DataFolha (.) mostra José Serra em primeiro lugar no quesito simpatia. Donde se conclui que a prefeita Marta Suplicy, quando quer e se empenha, consegue até o impossível."

Ainda não acabou. Na página seguinte, a Folha informa: "Um quarto dos paulistanos prefere obras a honestidade".

A fonte do título são duas pesquisas do DataFolha, uma de março de 2000, outra de junho último. Abaixo, um gráfico mostram que o fator "proposta de governo", que há quatro anos importava pouco mais apenas do que o fator "pessoa do candidato" (44% a 40%), hoje pesa 23 pontos mais (54% a 33%). A mudança foi destacada no subtítulo.

O segundo gráfico, de onde o título foi puxado, mostra que 74% em 2000 e 71% agora preferem um prefeito que seja "totalmente honesto, ainda que faça menos". E que 22% em 2000 e 25% agora preferem um prefeito "que faça muita coisa, mesmo que roube um pouco".

Ponto número 1. Qualquer primeiranista de estatística sabe que tais variações são "ruídos", ou, como o público aprendeu, estão "dentro da margem de erro". Rienachangé, como diria Luis Fernando Verissimo.

Ponto número 2. Qualquer primeiranista de jornalismo sabe (façam figa) que 71 é menos do que 74 mas é muito mais do que 25. Logo, se disso deveria sair o título, o certo seria "Sete em 10 paulistanos preferem honestidade a obra".

E o certo certíssimo seria "Propostas valem mais que pessoas dos candidatos", porque aí sim há uma mudança acentuada na mentalidade do eleitorado diante de um tema importante - sobre o qual o texto nada teve a declarar, limitando-se a reproduzir os números, além de usar duas vezes o pedregoso verbo "priorizar" (que devia fazer companhia aos funestos "disponibilizar" e "direcionar" no fundo do mar mais profundo).

É como na história do gato da madame de Millôr. A madame passou a vida tentando ensinar o gato a falar. Um dia o gato gritou, de repente: "Madame, foge que o prédio está pegando fogo!" A madame deslumbrada, ficou repetindo: "O meu gatinho fala, o meu gatinho fala!" O gato pulou da janela. Na rua, vendo o prédio todo em chamas, filosofou: "Pois é, fez de tudo para eu falar. Quando falei, não prestou a menor atenção."

A Folha vive atrás de resultados interessantes de pesquisas. No dia que lhe entregam um, não presta a menor atenção. [Texto fechado às 16h40 de 3/7]


5º BLOCO

Veja o que disseram os convidados após o programa:

Rio de Janeiro:

Luis Carlos Saroldi - Radialista e Escritor
"Esta etapa da obra de revitalização da Rádio Nacional, para mim, é a mais importante. O aparato técnico de qualidade é muito importante, porque sem ele a Rádio não pode ser ouvida. Uma boa administração também é fundamental. Depois da recuperação realizada o desafio é a programação. As rádios atualmente têm deixado este aspecto muito em segundo plano. Eles consideram as rádios apenas um meio de comunicação e não um meio de expressão."

São Paulo:

Reynaldo C. Tavares - Jornalista e Pesquisador
"Eu acrescentaria o seguinte: o programa foi tão rico em matérias e informações que qualquer outro tipo de mensagem que se pudesse pretender inserir seria utópico, uma vez que em 60 minutos foi mostrado ao telespectador tudo o que vem por aí. Eu espero que tudo volte a acontecer como antigamente."


PERGUNTAS

E-mails recebidos na semana de 06/07 a 13/07:

Francisco Heira - Est. Jornalismo
Eugênio Bucci, como o peixe morre pela boca, e já que o peixe está de boca aberta, responda: Há algum projeto/estudo/diretriz para guiar os trabalhos da Rádio Nacional caso a "oposição" venha a substituir o presidente Lula? Esperamos que tal tragédia não ocorra, mas "só os pessimistas sobrevivem"!

Amaury Cesar Moraes
Sr. Eugênio, como acreditar que a Rádio Nacional não será "oficialista" se a TV NBR tem substituído programas como Observatório da Imprensa e Arte com Sérgio Brito por longos discursos, à la Fidel, do Presidente Lula ou outros funcionários do Governo Federal?

Marcio Santos Santana, Aracaju / SE
Dines, gostaria de saber por que as melhores e maiores emissoras de rádio não estão presentes nos satélites, e para ouvi-las temos que pagar uma tv por assinatura?

Baruck, Niterói / RJ
Boa noite a todos. Sobre o programa Repórter Esso, gostaria que se falasse a respeito da influência dos patrocinadores, que davam o nome ao programa, bem como a participação da agência de notícias americana (da qual não me lembro o nome) na pauta de notícias, fazendo uma ligação entre a comunicação de massa no Brasil e interesses externos - políticos e culturais.

Antonio Franco, São Paulo
Passei minha infância e adolescência ouvindo a Rádio Nacional em minha cidade natal, no interior de Minas Gerais. Lembro-me que durante a segunda guerra mundial, no horário do Repórter Esso, um senhor que morava na praça principal da cidade e possuía um potente rádio receptor Telefunken, colocava esse aparelho na janela de sua casa e a maior parte dos moradores se postava diante da casa para ouvir as notícias da guerra. Hoje possuo um cd, que gravei a partir de um velho LP, com trechos de alguns programas da querida Rádio Nacional. Agora, que o tema está voltando, gostaria que sugerissem ao Presidente da Radiobrás, que editasse e colocasse à venda em bancas de jornais CD's ou DVD's das gravações existentes nos arquivos da RN, pois esses documentos, tão importantes de nossa história, precisam ser disponibilizados para que as novas gerações possam ter uma noção exata de como vivíamos antes da TV, numa época tão vibrante e de tantas saudades.

Shirley Maria de Oliveira
Tive conhecimento da reinauguração da Rádio Nacional pelo JB, porém, vendo o programa da última terça-feira, serei ouvinte e divulgarei para os amigos o renascimento da "nova" emissora. Parabéns pela escolha do tema e, também, dos convidados que transmitiram valiosos conhecimentos e a importância das rádios neste imenso e diferente (regionalmente) Brasil.
PS: Sr. Alberto Dines, como assinante do JB protestei contra a sua ausência nas manhãs de sábado no jornal. O jornal está diferente e ficando pobre de conteúdo. Acredito que o presidente do JB não leu o seu artigo "Benfica e Haiti" ao tomar ou respaldar a decisão de demiti-lo. Será que o Sr. Nelson Tanure não se sente alvo , como todos nós, que vivemos no Rio de Janeiro? Ou, então, quando ocorrerá a mesma situação com o Leandro Konder ou Villas-Bôas Corrêa?


Telefonemas recebidos em 06/07:

Nélio Petindá, Maricá / RJ
Fui criado ouvindo a Rádio Nacional. Gostaria de saber se existe um acervo da rádio. Se houver, há planos de remasterizar esse material e transformá-lo em especiais dentro da própria programação da rádio? Acho que o programa de hoje deveria ter enfocado também o que aconteceu com as grandes cantoras do rádio. Nós que vivemos aquela época queremos matar nossa nostalgia e saber mais sobre o paradeiro de antigos artistas e lembrar dos antigos programas. Vale um segundo programa só sobre isso. Além disso gostaria de perguntar se a rádio vai entrar também em FM. E por que não transformar a rádio em uma TV.

João Batista, Porto Alegre / RS
A sociedade está muito descrente em relação à mídia. Poderia o rádio trazer novas informações?

Carlos Prado, Santa Maria / RS
Existe alguma escola no Brasil especializada somente em radialismo?

João Ramalho, Rio de Janeiro
Gostaria de saber qual o papel desta nova Rádio Nacional. Ela é apenas um porta voz do Governo Federal ou servirá como voz dos representados?

Antônio Alves, Sete Lagoas / MT
A Rádio Nacional serviu para nos deixar mais próximos do resto do Brasil.

Evanildo Aguiar, São Paulo
Um programa de crítica de rádio na própria Rádio Nacional não seria interessante? Afinal, a crítica traz qualidade.

Alexandre Santos, Natal / RN
É possível manter a magia do rádio diante das novas tecnologias como a TV e a internet?

Catarina Araújo, Rio de Janeiro
Gostaria de saber se o Sr. Eugênio Bucci acredita na renovação do quadro de pessoal da Radiobrás com a demissão de pessoas que deram o sangue pela rádio durante anos e anos?

Márcio Carneiro, Laguna / SC
Aqui recebemos a transmissão da Rádio Nacional em ondas médias e é muito boa a qualidade.

Marcelo Ferreira, Ubá / MG
O ouvinte pode esperar um aumento na qualidade da Rádio Nacional com esse investimento do governo?

Hugo Gomes, Juiz de Fora / MG
Como podemos sabe a programação da rádio? Gostaria de saber se haverá música clássica.

Beth Martins, São Paulo
A Rádio Nacional vai investir também em questões como a educação?

Antônio Coelho, Porto Nacional / TO
A influência da Rádio Nacional no norte e nordeste sempre foi muito grande, elegendo até deputados. Isso voltando a acontecer, não é perigoso?

Cláudio dos Santos, Belford Roxo / RJ
Parabéns pelo programa! Gostaria de saber se pretendem transmitir o sinal da rádio em estéreo.

Humberto Ferreira, Rio de Janeiro
Com os investimentos feitos na Rádio Nacional, o rádio com alma vai voltar ao nosso país, ou continuará este rádio frio que mescla técnica com promoções?

Bruno Góes, Recife / PE
O governo de Lula vai poder se beneficiar da reabertura da Rádio Nacional?

José Ferreira, Vale do Paraíba / SP
As rádios do interior estão todas veiculando a programação da capital, São Paulo. Por que isso acontece se há tantos radialistas desempregados no interior do Brasil?



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