PROGRAMA DO DIA 09 DE SETEMBRO DE 2003

QUALIDADE DO ENSINO DE JORNALISMO

O Observatório da Imprensa desta terça-feira discutiu a qualidade do ensino nas faculdades privadas que se proliferam nas grandes cidades. Até que ponto estas universidades preparam os estudantes para o mercado de trabalho? O gancho do programa foi a demissão em massa dos professores da Faculdade de Jornalismo Cásper Líbero em São Paulo. Eles acusam a direção de adotarem medidas mercantilistas na instituição.

Leia o resumo do programa

  Veja o Compacto

AVALIAÇÃO IMPLODIDA
Algo de podre no reino do Provão
Alberto Dines

O governo, por intermédio do seu ministro da Educação, quer avaliar o ensino superior, quer punir os estabelecimentos que não oferecem condições satisfatórias mas não quer o Provão. Ou seja: não quer o Provão PR (Paulo Renato, ex-ministro). Que se faça então o Provão CB (Cristovam Buarque, atual ministro).

Alguma coisa precisa ser feita com urgência para evitar os descalabros e os chocantes episódios como o que está acontecendo na Cásper Líbero, a decana do ensino do jornalismo no Brasil, praticamente parada porque o corpo docente protesta contra a sua crescente mercantilização.

Leia na íntegra

Você acha que a qualidade do ensino superior precisa ser avaliada pela sociedade?

Resultado:

Sim: 91%

Não: 9%

Aqui você pode participar de fóruns sobre assuntos ligados à imprensa, deixar seu recado no nosso mural e ler as perguntas dos telespectadores.

Perguntas - Aqui são colocadas as perguntas dos telespectadores que chegam por telefone, fax ou e-mail durante o programa e ao longo da semana.

5 Bloco - Leia a opinião dos participantes do programa, sobre o debate.

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Você acabou de ver a abertura do programa do dia 25 de maio de 2002 quando denunciamos uma sentença judicial que restabeleceu a censura prévia na mídia brasileira. O juiz Renato Khamis do TRT de S. Paulo entrou com uma medida cautelar proibindo qualquer menção ao processo administrativo que o envolvia por assédio sexual.

Começava a era da censura togada. Esta era acabou no fim de agosto quando caiu a medida cautelar e a imprensa ficou liberada para tratar do assunto dentro dos limites impostos pelos procedimentos judiciais. A Folha de S. Paulo foi o único jornal que hoje registrou o fim do vexame.


Leia na íntegra

CENSURA TOGADA
Publicar ou não publicar, eis a questão
Victor Ribeiro (*)

A prisão do jornalista Avelino Ferreira, na sexta-feira, 29 de agosto, em Campos dos Goytacazes (RJ), soou como mais um ato com intuito claro de restringir a liberdade de imprensa. O jornalista foi condenado nos artigos 20 e 21 da Lei de Imprensa pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Os referidos artigos dizem o seguinte:

Art. 20 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:

Pena: Detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa de 1 (um) a 20 (vinte) salários-mínimos da região.

Leia na íntegra


RESUMO DO PROGRAMA

QUALIDADE DO ENSINO DE JORNALISMO

O Observatório da Imprensa do dia 9 de setembro tratou de um assunto que, segundo Alberto Dines, é uma das mazelas internas da imprensa brasileira: o ensino de jornalismo. Um dos exemplos que demonstram a crise que ocorre nas faculdades de jornalismo é o que aconteceu com a Cásper Líbero, de São Paulo, onde dezessete professores demitiram-se em protesto contra o que consideraram a mercantilização do ensino de jornalismo.

Participaram, ao vivo, do Observatório: o Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Carlos Roberto Antunes, de Brasília; o jornalista e professor, Mario Vitor Santos e a professora da USP, Eunice Ribeiro Durham, de São Paulo; os professores e jornalistas Irene Cristina Gurgel e Felipe Pena, no Rio de Janeiro e Beatriz Becker, via Internet, do posto avançado da UFRJ. Também deram depoimentos gravados, o Diretor da Faculdade Cásper Líbero, Erasmo Freitas Nuzzi e o professor do Departamento de Comunicação da PUC-Rio, José Carlos Rodrigues.

A respeito do que ocorre internamente nas faculdades, José Carlos Rodrigues observou: "Você tem um departamento que gasta, que é o acadêmico, e um departamento que arrecada. Quando você fala na crise do ensino das universidades particulares, em grande parte, está em jogo essa questão das prioridades. Para vários cursos existe menos de um candidato por vaga. Essa competição pelo aluno obriga as universidades a se colocarem na mídia para fazer uma propaganda que nunca foi uma propaganda, na minha opinião, muito legítima".

O novo modelo de avaliação das universidades que o governo pretende adotar em substituição ao Provão, foi defendido pelo secretário Carlos Roberto Antunes: "A importância dessa proposta é que ela é constituída de algo importantíssimo e fundamental, a avaliação da instituição. Deixamos de fazer exclusivamente a avaliação do ensino e passamos a criar um sistema nacional de avaliação da educação do ensino superior". Segundo ele, é um processo inédito e original que permite que a sociedade se pronuncie a respeito das instituições.

A professora Eunice Durham defendeu o Provão: "Foi a primeira fez que a população em geral teve informações razoavelmente objetivas sobre a qualidade de ensino. Essa proposta atual do Ministério da Educação não vai dar em nada, não se fecharão cursos desse modo". A professora identificou como entrave à avaliação das faculdades, o corporativismo das universidades públicas: "O que as universidades públicas propõem é uma avaliação que não permita uma comparação entre elas e o ensino privado", afirmou.

O jornalista e ex-coordenador da Cásper Líbero, Mario Vitor Santos, comentou a crise da faculdade e a reação dos professores: "Essa luta começou quando nós decidimos nos levantar contra uma decisão da direção da faculdade no sentido da ampliação do número de alunos por sala de aula. Infelizmente, o pacto da mediocridade está crescendo nas faculdades particulares e nas faculdades públicas. O que aconteceu com a Cásper Líbero marca mais uma derrota nesse processo. Espero que isso tenha uma solução rapidamente", finalizou o jornalista.

Claudia Bojunga (estagiária)


EDITORIAL

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Você acabou de ver a abertura do programa do dia 25 de maio de 2002 quando denunciamos uma sentença judicial que restabeleceu a censura prévia na mídia brasileira. O juiz Renato Khamis do TRT de S. Paulo entrou com uma medida cautelar proibindo qualquer menção ao processo administrativo que o envolvia por assédio sexual.

Começava a era da censura togada. Esta era acabou no fim de agosto quando caiu a medida cautelar e a imprensa ficou liberada para tratar do assunto dentro dos limites impostos pelos procedimentos judiciais. A Folha de S. Paulo foi o único jornal que hoje registrou o fim do vexame.

A imprensa sofre ataques externos e sofre de mazelas internas. O ensino do jornalismo é uma destas mazelas porque o Brasil é um dos países onde a profissão de jornalista é regulamentada, ao contrário de outros países onde o acesso é livre.

No Brasil para ser profissional de imprensa é necessário um diploma. Logo a qualidade do jornalismo que se pratica no país não pode ser desvinculada da qualidade do ensino de jornalismo. No entanto esta qualidade é condicionada pela quantidade.

Segundos dados do INEP do Ministério da Educação temos 324 escolas de jornalismo que colocam no mercado de trabalho 13.200 novos jornalistas todos os anos. Como o mercado de trabalho pode absorver no máximo 20% deste total, o ensino do jornalismo transformou-se na indústria do diploma.

O que interessa à maioria das 259 escolas privadas de jornalismo é dar um diploma porque sabem que dificilmente os diplomados chegarão a trabalhar como jornalistas.

O provão de jornalismo não conseguiu fechar verdadeiras arapucas acadêmicas protegidas por caciques políticos locais. E só agora o novo governo decidiu que manterá o exame de avaliação das escolas talvez com outro nome e novos critérios. Antes assim.

Mas enquanto o sistema, sobretudo o sistema privado, não é saneado assistimos a vexames como o que aconteceu com a Cásper Líbero de S. Paulo, a mais antiga do país, onde 17 professores com larga experiência profissional demitiram-se em protesto contra o que consideram a mercantilização do ensino de jornalismo.

Por isso, não podemos comemorar devidamente o fim de uma aberração judicial porque temos que encarar algo ainda mais grave: a desqualificação do ensino do jornalismo é tão perniciosa quanto a censura togada.


ARTIGO
Por Alberto Dines

AVALIAÇÃO IMPLODIDA
Algo de podre no reino do Provão
Alberto Dines

O governo, por intermédio do seu ministro da Educação, quer avaliar o ensino superior, quer punir os estabelecimentos que não oferecem condições satisfatórias mas não quer o Provão. Ou seja: não quer o Provão PR (Paulo Renato, ex-ministro). Que se faça então o Provão CB (Cristovam Buarque, atual ministro).

Alguma coisa precisa ser feita com urgência para evitar os descalabros e os chocantes episódios como o que está acontecendo na Cásper Líbero, a decana do ensino do jornalismo no Brasil, praticamente parada porque o corpo docente protesta contra a sua crescente mercantilização.

O governo levou nove longos meses para resolver o dilema hamletiano "Provão ou não Provão?", e enquanto não põe em marcha uma alternativa viável convém lembrar os vilões desta história:

** O lobby do ensino superior privado agia dentro do Conselho Nacional de Educação impedindo a consumação das punições. Sabotagem escancarada. Avesso à idéia do controle público, o lobby privatista preferiu nivelar por baixo - proteger as arapucas dos nanicos para evitar que no futuro as grandes empresas de educação pudessem ser igualmente enquadradas. Comandante do lobby: o "imortal" Arnaldo Niskier, que a mídia acolhe com todo o carinho porque traz os anúncios das universidades mais ricas.

** O lobby corporativo da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), com interesses diferentes e objetivos finais em comum: impedir o controle social do ensino superior. Em outras palavras: proibir a sociedade de cuidar da formação das próximas gerações.

Inicialmente a Fenaj chegou a aderir à idéia do Provão ao designar alguns representantes de altíssimo nível para integrar o Grupo de Trabalho que estabeleceu as bases do sistema de avaliação das escolas de Jornalismo. Arrependeu-se logo em seguida e mandou dizer que "desindicava" os nomes que acabara de indicar. Então aconteceu uma coisa extraordinária: a maioria dos professores-jornalistas indicados pela Fenaj aceitou continuar no Grupo de Trabalho como cidadãos desvinculados de qualquer instituição.

O Provão, assim como a idéia das agências reguladoras, é um avanço democrático mas não conseguiu moralizar e melhorar o ensino de Jornalismo porque foi sabotado em dois níveis: no plano administrativo, ao solapar o esforço para punir abusos do setor privado, e no plano político, quando o setor público chegou a combater de forma truculenta a avaliação.

O ministro Cristovam Buarque disse que deseja fechar os cursos ruins. Parabéns! Mas é preciso barrar urgentemente o licenciamento de instituições precárias apadrinhadas por políticos da chamada "base aliada". Isto aconteceu no governo passado e corre o risco de acontecer com o novo.

O "negócio" da educação superior no Brasil movimenta milhões de dólares, está chamando a atenção dos "investidores" estrangeiros que já perceberam onde e como atravessar os sistemas de controle. Políticos e educadores inescrupulosos estão ouriçados.

A mídia não deu seqüência a uma denúncia de página inteira publicada em O Globo ("Contratos sob suspeita", 31/8, pág. 22), na qual se mostra que o governo fluminense pagou nos últimos três anos mais de 500 milhões de reais a um pequeno grupo de universidades privadas e fundações para evitar licitações. Uma destas "universidades" chama-se Unicarioca e pertence ao mesmo "imortal" Arnaldo Niskier (recebeu quase 50 milhões, 10% do total).

Há algo de podre no reino do Provão. Mais uma prova da atração entre a má-fé e as forças do atraso contra a modernização e os avanços.


OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA NA INTERNET

CENSURA TOGADA
Publicar ou não publicar, eis a questão
Victor Ribeiro (*)

A prisão do jornalista Avelino Ferreira, na sexta-feira, 29 de agosto, em Campos dos Goytacazes (RJ), soou como mais um ato com intuito claro de restringir a liberdade de imprensa. O jornalista foi condenado nos artigos 20 e 21 da Lei de Imprensa pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Os referidos artigos dizem o seguinte:

Art. 20 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:

Pena: Detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa de 1 (um) a 20 (vinte) salários-mínimos da região.

§ 1º Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, reproduz a publicação ou transmissão caluniosa.

§ 2º Admite-se a prova da verdade, salvo se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível.

§ 3º Não se admite a prova da verdade contra o Presidente da República, o Presidente do Senado Federal, o Presidente da Câmara dos Deputados, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, Chefes de Estado ou de Governo estrangeiro, ou seus representantes diplomáticos.

Art. 21 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:

Pena: Detenção, de 3 (três) a 18 (dezoito) meses, e multa de 2 (dois) a 10 (dez) salários-mínimos da região.

§ 1º A exceção da verdade somente se admite:

a) se o crime é cometido contra o funcionário público, em razão das funções, ou contra órgãos ou entidade que exerça funções de autoridade pública;

b) se o ofendido permite a prova.

§ 2º Constitui crime de difamação a publicação ou transmissão, salvo se motivada por interesse público, de fato delituoso, se o ofendido já tiver cumprido pena a que tenha sido condenado em virtude dele.

Avelino publicou, num jornal de Miracema, cidade vizinha a Campos, matérias nas quais criticava as sentenças do juiz Alexandre Mesquita Cardoso (da comarca de Miracema) e a conduta de um político local. Como percebemos no artigo 20, os políticos têm privilégios em relação a esta lei. Vejamos agora o artigo 27 da mesma Lei de Imprensa:

Art. 27 - Não constituem abusos no exercício da liberdade de manifestação do pensamento e de informação:

I - a opinião desfavorável da crítica literária, artística, científica ou desportiva, salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar;

II - a reprodução, integral ou resumida, desde que não constitua matéria reservada ou sigilosa, de relatórios, pareceres, decisões ou atos proferidos pelos órgãos competentes das Casas Legislativas;

III - noticiar ou comentar, resumida ou amplamente, projetos e atos do Poder Legislativo, bem como debates e críticas a seu respeito;

IV - a reprodução integral, parcial ou abreviada, a notícia, crônica ou resenha dos debates escritos ou orais, perante juízes e tribunais, bem como a divulgação de despachos e sentenças e de tudo quanto for ordenado ou comunicado por autoridades judiciais;

V - a divulgação de articulados, quotas ou alegações produzidas em juízo pelas partes ou seus procuradores;

VI - a divulgação, a discussão e a crítica de atos e decisões do Poder Executivo e seus agentes, desde que não se trate de matéria de natureza reservada ou sigilosa;

VII - a crítica às leis e a demonstração de sua inconveniência ou inoportunidade;

VIII - a crítica inspirada pelo interesse público;

IX - a exposição de doutrina ou idéia.

Parágrafo único. Nos casos dos incisos II a VII deste artigo, a reprodução ou noticiário que contenha injúria, calúnia ou difamação deixará de constituir abuso no exercício da liberdade de informação, se forem fiéis e feitas de modo que não demonstrem má-fé.

De certa forma, há contradições práticas entre os artigos 20 e 21 e o artigo 27. Os artigos 29 e 30 falam sobre o direito de resposta:

Art. 29 - Toda pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade pública, que for acusado ou ofendido em publicação feita em jornal ou periódico, ou em transmissão de radiodifusão, ou a cujo respeito os meios de informação e divulgação veicularem fato inverídico ou errôneo, tem direito a resposta ou retificação.

§ 1º A resposta ou retificação pode ser formulada:

a) pela própria pessoa ou seu representante legal;

b) pelo cônjuge, ascendente, descendente e irmão, se o atingido está ausente do País, se a divulgação é contra pessoa morta, ou se a pessoa visada faleceu depois da ofensa recebida, mas antes de decorrido o prazo de decadência do direito de resposta.

§ 2º A resposta, ou retificação, deve ser formulada por escrito, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias da data da publicação ou transmissão, sob pena de decadência do direito.

§ 3º Extingue-se ainda o direito de resposta com o exercício de ação penal ou civil contra o jornal, periódico, emissora ou agência de notícias, com fundamento na publicação ou transmissão incriminada.

Art. 30 - O direito de resposta consiste:

I - na publicação da resposta ou retificação do ofendido, no mesmo jornal ou periódico, no mesmo lugar, em caracteres tipográficos idênticos ao escrito que lhe deu causa, e em edição e dias normais;

II - na transmissão da resposta ou retificação escrita do ofendido, na mesma emissora e no mesmo programa e horário em que foi divulgada e transmissão que lhe deu causa; ou

III - a transmissão da resposta ou da retificação do ofendido, pela agência de notícias, a todos os meios de informação e divulgação a que foi transmitida a notícia que lhe deu causa.

§ 1º A resposta ou pedido de retificação deve:

a) no caso de jornal ou periódico, ter dimensão igual à do escrito indiscriminado, garantido o mínimo de 100 (cem) linhas;

b) no caso de transmissão por radiodifusão, ocupar tempo igual ao da transmissão incriminada, podendo durar no mínimo um minuto, ainda que aquela tenha sido menor;

c) no caso de agência de notícia, ter dimensão igual à da notícia incriminada.

§ 2º Os limites referidos no parágrafo anterior prevalecerão para cada resposta ou retificação em separado, não podendo ser acumulados.

§ 3º No caso de jornal, periódico ou agência de notícia, a resposta ou retificação será publicada ou transmitida gratuitamente, cabendo o custo da resposta ao ofensor ou ao ofendido, conforme decisão do Poder Judiciário, se o responsável não é o diretor ou redator-chefe do jornal, nem como ele tenha contrato de trabalho ou se não é gerente ou proprietário da agência de notícias nem com ela, igualmente, mantenha relação de emprego.

§ 4º Nas transmissões por radiodifusão, se o responsável pela transmissão incriminada não é o diretor ou proprietário da empresa permissionária, nem com esta tem contrato de trabalho, de publicidade ou de produção de programa, o custo da resposta cabe ao ofensor ou ao ofendido, conforme decisão do Poder Judiciário.

§ 5º Nos casos previstos nos § 3º e 4º, as empresas têm ação executiva para haver o custo de publicação ou transmissão da resposta daquele que é julgado responsável.

§ 6º Ainda que a responsabilidade de ofensa seja de terceiros, a empresa perde o direito de reembolso, referido no § 5º, se não transmite a resposta nos prazos fixados no art. 31.

§ 7º Os limites máximos da resposta ou retificação, referidos no § 1º, podem ser ultrapassados, até o dobro, desde que o ofendido pague o preço da parte excedente às tarifas normais cobradas pela empresa que explora o meio de informação ou divulgação.

§ 8º A publicação ou transmissão da resposta ou retificação, juntamente com comentários em caráter de réplica, assegura ao ofendido direito a nova resposta.

Em vez de exercerem o direito de resposta, publicando um desmentido no mesmo lugar e espaço onde se encontravam as matérias, o político e o juiz preferiram mandar prender o jornalista. Muito mais simples agir assim, não é? O problema é que este acontecimento traz à tona, mais uma vez, a questão da censura. Se, a partir de agora, em vez de querer o direito de resposta, a parte que se sentiu ofendida quiser encarcerar o jornalista, teremos, cada vez mais, um jornalismo reprimido.

Isto compromete diretamente a qualidade da informação publicada, porque ninguém quer ser preso.

Ainda justa

Outro problema é que o "crime" de Avelino foi ter publicado informações que conseguira apurar. Caso não publicasse, poderia, inclusive, responder a processo por infringir a ética jornalística, retendo informações de interesse público e, nesta hipótese, favorecendo um juiz e um político.

Situação complicada. Algo como "se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come". Dilema digno de Shakespeare: publicar ou não publicar? Eis a questão.

Lembremos a primeira frase da Lei de Imprensa: "É livre a manifestação do pensamento e a procura, o recebimento e a difusão de informações ou idéias, por qualquer meio, e sem dependência de censura, respondendo cada um, nos termos da lei, pelos abusos que cometer."

Nos últimos meses, a questão da liberdade de imprensa foi muito discutida neste Observatório. Nossos juristas, entretanto, continuam agindo de forma contrária à ética jornalística. O mais curioso é que esta atitude da Justiça não está errada. Nossa legislação oferece defesa para ambas as partes: para o jornalista e para a parte ofendida (juiz e político, no caso). Chega-se à impressão de que o mais importante não é ter a lei, mas sim um advogado competente e que, de preferência, seja amigo do juiz que dará a sentença.

Prefiro acreditar que, apesar de cega, nossa Justiça ainda é justa, e o advogado Paulo Rangel de Carvalho, ex-presidente da OAB campista, indicado pela OAB-RJ para acompanhar o caso, terá bom senso ao analisar o caso. Avelino Ferreira já está cumprindo a pena de 10 meses de prisão em regime semi-aberto numa penitenciária de Campos.

(*) Estudante de Jornalismo na Universidade Federal Fluminense


5º BLOCO

Veja o que disseram os convidados após o programa:

Rio de Janeiro:
Felipe Pena - Jornalista e Professor
Pergunta: Uma questão que ninguém abordou foi a do vestibular. A Estácio oferece relativamente uma quantidade de vagas que se iguala à procura dos alunos. Isso acaba influindo na qualidade do ensino?

Felipe Pena: "Não sei, na verdade eu acho que o que realmente influencia, o que realmente é determinante é a qualidade do ensino que você recebe na faculdade durante o curso. E isso se estabelece em três critérios básicos que são aqueles que eu mencionei: corpo docente, as instalações e o projeto pedagógico. E nisso a gente não é só muito bem avaliado, como nós cuidamos intensamente desses três aspectos para que o aluno tenha o melhor ensino possível."

Irene Cristina Gurgel do Amaral - Jornalista e Professora
Pergunta: Com o antigo sistema do provão do MEC, a classificação se dividia em conceitos, o que facilitava a divulgação dos resultados. Agora com essa classificação não tão clara e explícita, não fica mais difícil divulgar estas pesquisas à sociedade?

Irene Cristina: "Não, por exemplo: quem boicotava levava conceito E, e quem era ruim também levava conceito E. É uma curva estatística que não deve ser utilizada para isso. O provão tinha perguntas que não avaliavam, o provão tinha perguntas mal formuladas e nós comprovamos isso, e com erros inclusive. E os universitários das escolas públicas que boicotaram tinham conceito E, em escolas que tinham conceito A como corpo docente, conceito A como projeto pedagógico, conceitos C e D em laboratórios porque o MEC não cuidava dos laboratórios. Em relação às universidades particulares, O MEC coloca à disposição empréstimos bancários, e as universidades particulares todas que foram avaliadas fizeram esses empréstimos a perder de vista, com juros baixíssimos, com uma carência também bastante grande para começar a pagar o empréstimo. Aí então elas tiveram a chance de se equipar. As universidades públicas não. Não tiveram direito a nenhum empréstimo, e não recebiam do MEC os laboratórios. Esse ano nós recebemos o material que pedimos em 97, um atraso muito grande. Então como avaliar da mesma forma, se o próprio mantenedor, no caso o MEC, não dá condições a essas universidades. E eu acho que realmente pra gente fazer curso bom nas universidades públicas, a gente pena, mas faz. Estamos aí comprovando que são as melhores universidades. Então eu acho que esse conceito E de boicote no provão não pode nunca ser levado em consideração junto com o conceito E de outros que, apesar de fazerem os cursos pré-provão, não conseguiram tirar conceito A."

São Paulo:
Eunice R. Durham - Professora
"Discussões pela televisão são muito difíceis porque dada a própria natureza do meio você consegue passar alguma informação, mas debate é realmente impossível e então, nesse programa, acho que cada um fez o que era possível. Mas não deu para explicar o que está acontecendo, apenas pudemos levantar o problema."

Mario Vitor Santos - Jornalista e Professor
"Eu acho que faltou a gente discutir quais as reais motivações que estão por trás do fim do provão. Eu acho que isso realmente não foi aprofundado. E no caso da Cásper Líbero acho que faltou discutir quase tudo. Não foi possível detalhar o processo, que é muito esclarecedor sobre as práticas da direção da faculdade e da maneira rara como os professores afirmaram suas convicções. Enfim é muito difícil falar sobre tudo isso num espaço de tempo tão curto, mas de qualquer forma, acho que para um público razoavelmente grande o assunto foi tocado e impressões foram transmitidas e isso já é muito válido."


PERGUNTAS

E-mails recebidos na semana de 09/09 a 16/09:

Alexander Goulart, Porto Alegre / RS - Jornalista
Caro Dines, sabemos que existem muitas faculdades caça níquel, porém, boa parte de nossas faculdades têm méritos e são sérias. O curso de comunicação é um dos mais caros em termos de manutenção. Como manter um curso caro em funcionamento sem aumento do número de alunos em sala de aula, número de vagas e aumento de mensalidades? O Ministério da Educação não investe o valor necessário e as faculdades não têm muita saída. Para complicar o problema, ainda resta o conflito entre Missão da Universidade e Mercado. Afinal, formam-se jornalistas para o mercado ou profissionais de comunicação com amplo saber universal?

Robson Rodger
Ao secretário de educação superior do MEC: por que o MEC se omite quanto ao preparo dos professores do ensino superior em relação ao ensino de sala de aula? Pois a maioria deles em geral são excelente pesquisadores ,mas, péssimos professores. Responsáveis em parte pelo grande número de evasão de cursos principalmente em instituições públicas. Ao frequentar os seminários sobre ensino superior no Brasil podemos ver que pouco se discute ensino em sala de aula. Os seminários só discutem reformulação da grade curricular sem nenhuma preocupação com a qualidade.

Francisco Heira, Est. Jorn. ECA/USP
Amigos do Observatório da Imprensa, acredito que o jornalista que dá nome à Fundação não ficaria satisfeito com o que acontece. Cásper Líbero era um idealista! Criou a escola de jornalismo para criar bons profissionais; não para fazer lucro! Agindo despoticamente, o dr. Erasmo de Freitas envergonha a história da escola.

Luciana, Macaé / RJ
Oi pessoal! É um prazer ver o alto nível constante na programação da Rede pública de TV. Parabéns. O que acontece é que na realidade há dois pesos e duas medidas na questão das instituições de ensino superior. Enquanto há aquelas que seguem à risca as árduas etapas para a abertura e a manutenção de cursos oficiais e reconhecidos pelo MEC, outras, famosas, cujos proprietários são pessoas poderosas e influentes, cujo poder lhes garante que suas instituições (como aquela que teve um analfabeto aprovado em seu vestibular, há uns dois anos) nunca sejam abaladas, a impunidade virou característica em todos os setores da sociedade brasileira. O que fazer?

Alexandre Martins Moura, Cascavel / PR - Est. Jornalismo
De que forma a mercantilização do ensino superior estaria relacionada com a possível tomada desse negócio por especuladores norte-americanos, como há poucos dias foi veiculado em artigo da revista Veja?

Julio Cesar - Prof. Ensino Médio
Boa noite. Talvez devamos parar de procurar soluções mágicas e indiscutíveis. Creio que uma combinação de estratégias seria o mais adequado. Por exemplo, a OAB tem um mecanismo eficiente de controle de qualidade dos cursos de Direito através do seu exame de fim de curso. A UNIP, por exemplo, está com sérios problemas frente a OAB, pois seus alunos não conseguem passar no exame. Que tal exames de fim de curso para outras profissões? Como levar a sério o blá, blá do representante da Estácio de Sá sobre projeto pedagógico quando seu "reitor" declara que não está preocupado com a educação ou com o Brasil, mas apenas com a Estácio de Sá?

Cláudio, Barbacena / MG
Em recente reportagem apresentada na revista Exame, a Universidade Estácio de Sá aparece como uma entidade apenas mercantilista, pois fica explícito que o interesse da instituição é puramente o lucro, uma vez que não há a preocupação com o futuro do país nem com a qualidade do ensino... Gostaria de um comentário sobre isso.

José Luiz Gomes de Moraes - Pedagogo
Seria possível saber como será resolvido o problema de quem fez mestrado defendido em 2000 e que somente agora está sendo reconhecido pela CAPES? Este mestrado foi em educação pela Universidade Estácio de Sá (RJ). Desde já obrigado.

Diogo Cavazotti, Curitiba / PR - Estudante de Jornalismo
O jornalista Alberto Dines acaba de indagar o futuro das faculdades privadas, em relação à qualidade do ensino. Agora pergunto: qual o futuro dos cursos de jornalismo de algumas universidade públicas, em que a qualidade dos laboratórios e máquinas é muito precária, com tecnologia ultrapassada, não refletindo os atuais sistemas utilizados nas redações?

Marcos Alves, Assis / SP - Jornalista
Olá amigos, parabéns pelo programa, importantíssima essa discussão. Tenho uma questão que sai um pouco do foco do debate, porém, sei que muitos cidadãos, que são jornalistas sem diploma, e atuam no mercado com competência, responsabilidade e dedicação, precisam de informações que gentilmente, creio eu, o Observatório da Imprensa possa fornecer. Mesmo que em outra ocasião, porém, de forma emergencial. Agradeço antecipadamente pela atenção e galhardia. Sou formado em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade/Propaganda, em 2001. Exerço atividade na imprensa desde 1995. Rádio e TV. Recentemente (ano de 2002) consegui registro precário de Jornalista Profissional, através de liminar que vigorava no Estado de São Paulo, propiciando essa possibilidade. Me parece que a liminar foi suspensa. Por favor, estou necessitando de informações concretas se continuo jornalista profissional ou não. Como eu, creio que muitos colegas também estejam nessa situação, ou seja, sem saber se é ou não jornalista profissional com legitimidade para atuar, conseguindo, inclusive, filiação no Sindicato dos Jornalistas e Federação Nacional de Jornalismo. Por favor me dêem uma orientação segura, para que eu saia dessa indecisão e possa trabalhar com maior tranquilidade. Um abraço a todos vocês, muito obrigado, e conto com essa valorosa contribuição cidadã.

Luis Antonio Cunha Ribeiro - Prof. Univ. na área de Direito
Parabenizando-os pelo programa de hoje sobre a crise no ensino de Comunicação, gostaria de sugerir que fosse tratado em algum momento o tema dos "Centros Universitários". O governo passado criou essa figura jurídica, que antes não existia, e que agora tem a mesma autonomia das universidades sem a obrigação legal de realizar pesquisa ou extensão. Ou seja, abriu-se o caminho para o caça níqueis.

Daubi Piccoli, Erechim / RS - Jornalista
Gostaria de questionar a colocação feita a respeito do fato de a Internet estar sendo a responsável pela queda do jornalismo impresso. Pergunto se isso não está ocorrendo pelo fato de que a Internet não tem "dono", como os jornais e, portanto, transmite, na maioria das vezes, a verdade mais transparente e não apenas reproduzindo o pensamento dos donos do negócio?

André Luiz
Prezado Dines, creio que é cabível nesse momento manifestar meu ceticismo frente a essa situação nova e grave. Refiro-me à falta de solidariedade da imprensa de modo geral aos acontecimentos do último domingo, dia 07/09. Como pode a imprensa de uma maneira bem geral não estar se solidarizando e tratando o caso como um assunto particular, de pessoas? Se isto fosse apenas uma brincadeira, como as autoridades, quase todas elas, com exceção do governador de São Paulo, estariam dispondo de seu tempo para opinar e especular sobre o caso? Proponho ao sr. que considere uma pauta com esse tema: guerra de vaidades (audiência) x fatos inverossímeis e ameaçadores!

Renato Hortegal, São Luís / MA
Saudações à equipe do Observatório. Muito obrigado por fazer um programa de tão bom gosto que sempre está voltado a uma visão crítica da realidade e enfatizando um ângulo muito humano nos questionamentos dos problemas. Alberto Dines, você é o máximo! Um abraço a todos...


Telefonemas recebidos em 09/09:

Jailson Silva, Vitoria / ES
Como melhorar o ensino sucateado das faculdades de jornalismo?

Gustavo Aguiar, Piracicaba / SP
Carlos Roberto Antunes, o que vai mudar com a internacionalização do ensino, proposta da OMC?

Luciano Demazzi, Loanda / PR
Acho que o provão é necessário para avaliar as faculdades e analisar seus defeitos.

Alciona Rededes, Curitiba / PR
Sou totalmente a favor do provão que, avaliando as universidades, melhoram a qualidade do ensino.

Barros, Recife / PE
Carlos Roberto Antunes, o estágio supervisionado não seria uma perda de tempo para o estudante, ou até perda financeira?

Kelly Conceição Figueiredo, Rio de Janeiro
Felipe Pena, o que você, como sub-reitor da Estácio de Sá, pode fazer para melhorar o ensino dessa faculdade? Por que ainda não fez?

Maurício Rosemberg, Recife / PE
Sempre estudei em escola pública e vou prestar vestibular esse ano. Gostaria de saber quais os critérios que devo adotar para levar em conta a qualidade das faculdades?

Wagner Ângelo da Silva, São João Del Rey / MG
Gostaria de saber o que as faculdades do interior poderiam fazer para abrir cursos de jornalismo de qualidade?

Paulo Degni, Itatiba / SP
Carlos Roberto Antunes, além das faculdades privadas responderem pelos seus cursos, não deveriam, também, passar por uma fiscalização tributária? Já que muitas delas sonegam impostos através do benefício sem fins lucrativos.

Luis Henrique, Rio do Sul / SC
Gostaria de saber se existe alguma norma do MEC que limite o número de alunos nas salas de aula do ensino superior. e gostaria de saber se existe alguma maneira de controlar a abertura indiscriminada de cursos que são criados sem devida verificação da qualidade dos professores, das instalações e da demanda de mercado de trabalho da região?

Helen Posse, São Paulo
Estou prestando vestibular para jornalismo e inclusive me inscrevi para a Cásper Líbero. Qual o parâmetro que devo seguir para escolher a melhor universidade?

Michele Araújo, Belém / PA
O que vocês acham da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, já que existem muitos profissionais extremamente competentes no mercado, que são formados em outras áreas, como por exemplo letras, e que não podem atuar na imprensa por causa desse egoísmo?

Sirlei Maria Franciscone, Porto Alegre / RS
No domingo, o SBT exibiu uma entrevista com um grupo do PCC fazendo ameaças com armas contra cidadãos. Como não ter censura num caso como esse? Qual a função da imprensa e do jornalista em casos como esse?

Luis Renato, Vespaziano / MG
Sou contra a tortura e acho que o presidente Lula deveria decretar uma reforma no sistema psiquiátrico brasileiro.

João Assafim, Rio de Janeiro
Felipe Pena, vistas as colocações sobre a suposta não existência de corporativismo nas universidades públicas, o que o senhor, que tem notável produção acadêmica-intelectual a frente de uma universidade privada, pensa de tais colocações, visto que muito profissionais e professores têm se empenhado para atender as exigências do MEC?

Walter Pellechia, São Paulo
Sou estudante e discordo do Felipe Pena. Acho que a cobrança maior deve ser feita aos alunos e não às instituições, já que são os estudantes que vão para o mercado de trabalho.

Aline Prado, Rio de Janeiro
Felipe Pena, o Uchoa Cavalcante, reitor da Estácio de Sá, declarou que "estudar é bobagem". O que você acha dessa declaração?

Eliane Fernandes, São Paulo
O que vocês acham de uma faculdade de jornalismo que tenha um preço acessível para a população? Isso é possível?

Yvi Damazzio Mello, São Paulo
Eunice Durham, por que o PIUB (Programa Institucional das Universidades Brasileiras) não foi preterido em função do provão?

Pertuliano Dionísio, Recife / PE
Irene, existe algum movimento no Brasil para acabar com o ensino de química e física nas escolas de ensino médio para poder viabilizar um melhor ensino de informática?

Luis Henrique, Fortaleza / CE
Como acontece o processo de reconhecimento e regulamentação de cursos? Por que o ensino superior privado , na maioria das vezes, recebe a regulamentação mais rápido do que o ensino público?

Djeferson Evangelista, Brasília / DF
Gostaria de parabenizar o programa por prover conhecimento cultural para toda a sociedade. E gostaria de colocar que, no meu ponto de vista, deveria haver uma reformulação no sistema de ensino superior dando maior ênfase em aspectos imprescindíveis como a qualidade do ensino, disponibilização de ingresso para estudantes de baixa renda, desmercantilização e abertura de debate com a sociedade. Isso tanto para o curso de jornalismo, quanto para todos os outros cursos.



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