Apresentadoras
Maria Paula de Almeida Cunha
A história de vida de Maria Paula se confunde com a trajetória do Jornal Visual. Juntamente com o telejornal, há quinze anos a intérprete da língua de sinais deu o primeiro passo para colocar no ar o único jornal destinado ao deficiente auditivo no Brasil.
Mas o envolvimento de Maria Paula com os deficientes auditivos datam de bem antes do início do jornal. Ainda durante a sua adolescência, ela teve o primeiro contato com os deficientes, aprendeu a língua de sinais a partir da convivência com eles e foi casada por quatro anos com um deficiente auditivo.
Desde então Maria Paula vem se aperfeiçoando e, hoje, é formada em fonoaudiologia pela Universidade Estácio de Sá e fez pós-graduação em psicomotricidade pela Universidade Candido Mendes, que estuda os movimentos corporais coordenados à mente.
Antes de ser escolhida como apresentadora e intérprete do Jornal Visual por uma bancada de surdos que a julgaram, Maria Paula era professora primária e ajudava seus amigos deficientes, levando-os ao médico, porém sem a consciência de que ela era uma profissional naquilo que fazia.
Foi quando a vida da fonoaudióloga mudou. Maria Paula nunca havia trabalhado diante das câmeras e, a partir de então, teve que aprender todos os entremeios da televisão para apresentar, interpretar a língua de sinais e fazer locução.
Embora extrovertida, ela reconhece que esta foi uma época agitada em sua vida, o que não mudou muito até hoje, já que Maria Paula ainda trabalha num programa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro de inserção de surdos no mercado de trabalho e orientá-los contra as doenças sexualmente transmissíveis.
Para ela, a maior dificuldade que enfrenta, mas com certeza não é nada perto de sua rotina, é traduzir para a língua de sinais com a mais perfeita sincronia com a locução. Para isso, ela confessa que muda a ordem das frases, já que a língua tem uma forma diferente da língua portuguesa.
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