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HISTÓRIA BRASILEIRA DA INFÂMIA- AL

História Brasileira da Infâmia - Parte um, propõe novas visões sobre a história que conhecemos a pelo menos 450 anos, onde o primeiro bispo do Brasil, Dom Pedro Fernandes Sardinha, e outros 90 integrantes da comitiva foram devorados pelos terríveis índios Caetés, num ritual antropofágico, perpetuando dentro do imaginário brasileiro a saga dos colonizadores civilizados contra os selvagens canibais que aqui viviam.


Esta é a versão linear do episódio, reproduzida nas cartilhas escolares. No entanto, o episódio representou, para Coroa Portuguesa, o motivo estratégico que faltava para o plano "civilizador", avançando num dos maiores genocídios da História mundial.

Os cálculos mais recentes indicam que 8,5 milhões de nativos viviam no território nacional em 1500. Na época da independência, em 1822, a população brasileira não ultrapassava 3 milhões de pessoas. Hoje, no Brasil, vivem cerca de 345 mil índios, distribuídos entre 215 sociedades indígenas, que representa cerca de 0,2% da população tupiniquim.

Uma pesquisa mais acurada sobre este incidente estilhaça os fatos em numerosas versões polêmicas. Seja nas revisões históricas que questionam a própria existência dos caetés, seja nas teses as quais sustentam que o governador Duarte Costa teria motivos suficientes para estar por trás da morte do Bispo. Naquele tempo, os relatos sobre o Brasil eram fantasiosos e imprecisos, deixando uma grande margem de erro sobre a veracidade dos fatos.

É a partir dessa dialética, dessas lacunas, que o documentário se desenvolve, confrontando depoimentos de historiadores, padres, antropólogos e populares, mostrando documentos polêmicos, como as cartas acusatórias que o Bispo Sardinha e Duarte Costa enviaram ao Rei de Portugal, onde ambos se degradavam mutuamente. A narrativa se alterna com o ficcional a partir da reconstituição dos últimos momentos que antecederam a morte do cristão Sardinha, do naufrágio à antropofagia.

O documentário é composto por depoimentos do historiador alagoano Dr. Sávio de Almeida; do escritor e especialista em História do Brasil, Eduardo Bueno; do Historiador Cid Teixeira entre outros.

Everaldo Pontes, que atuou em Abril Despedaçado, de Walter Salles, Amarelo Manga, de Cláudio Assis e São Jerônimo, de Bressani, é o Bispo Sardinha. A narração ficou por conta do ator, Paulo César Pereio.

Currículo Resumido dos Diretores
Werner Salles Bagetti . brasileiro, casado , 32 anos. Jornalista, trabalha há 8 anos com publicidade exercendo as funções de redator e design.

ÁUDIOVISUAL
1996 - Roteiro e direção do vídeo "Precisa-se" 10 min.
Exibição: Mostra Videocídio, seleção de vídeos universitários - AL.

1997 - Co-roteirista e co-diretor do vídeo "nusquama" Documentário sobre o anarquismo.
Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

1998 - Co-Roteirista e co-diretor no comercial "O Chorão" 30 seg. - Ganhador do Prêmio Guerreiros da Criação , promovido pela TV Pajuçara (SBT) AL.
Desenvolvido para o Jornal Tribuna de Alagoas.

2003 - Roteiro e direção do vídeo "Queimando o filme -documentário anti-tabagismo"
12 min. BETACAM. Desenvolvido para secretaria de Saúde de Alagoas

2004 - Roteiro e Direção de "Imagem Peninsular de Lêdo Ivo", Documentário selecionado no 1º DOC TV. 55 min. BETACAM

2005- Roteiro e Direção do documentário "História Brasileira da Infâmia - Parte Um" Documentário selecionado no 2º DOC TV. 55 min. BETACAM

FICHA TÉCNICA

Bispo sardinha
Everaldo pontes

Narração
Paulo césar pereio

Roteiro e direção
Werner salles bagetti

Produção executiva
Durval leal filho

Direção de fotografia
Roberto iuri

Direção de arte
Weber salles bagetti

Edição
Charles noutrupe

1ª assistência de câmera
Alex meira

Captação de som direto
Osman assis

Assistência de direção
Luiz cláudio castelo branco

Assistente de produção
Cila rocha
Luanna brennand medeiros

Imagens subaquáticas
Leonardo guimarães

Pós - produção
Charles noutrupe

Mixagem
Beto braga

Computação gráfica
Charles noutrupe

Índios
Pedro ramos
Erisvaldo tavares lins
Isaias francisco da silva
Elvis v.vicente
Augusto simas
Talisson carlos dos santos

Índios "toré"
Grupo indígena dzuucua da aldeia
Kariri xocó

Índias
Maria pastora de oliveira
Márcia danielli rodrigues
Ariana gomes leite

Português fugitivo
Lima neto

Portugês morto
Edner cavalcante pimentel

Carregadores da liteira
Ivanildo antônio (prof.º besourão)
Benedito moura neto
Fernando tiago dos santos
Willams da silva nascimento

Porta estandarte
Edu passos

Jesuíta
Nilton resende

Tocadores de percussão (ritual)
Wilson santos
Ivanildo antônio (prof.º besourão)
Fernando tiago dos santos
Sandro santana de freitas

Atirador
Júnior rodrigues

Pesquisa
Werner salles bagetti
Weber salles bagetti

Story board
Weber salles bagetti

Assistente de produção bahia
João rodrigo

Assistente de produção coruripe
Euclides josé da silva santos

Assistente produção são paulo
Fernando coimbra

Produtor de elenco
Lael correia

Assistente de prod.de elenco
Glauber xavier

Maquiagem e caracterização
José accioly filho

Assistente de maquiagem
Roberto gomes

Cabelos
Alice gomes bittencourt

Assistente de maquiagem
Roberto gomes

Cenografia e figurino
Alex lima

Confecção figurino
Roberto gomes

Confecção de adereços
Aquiles escobar

Adereços índígenas
Grupo indígena dzuucua da aldeia
Kariri xocó

Fotos locação
Tato sales

Fotos still
Tato sales
Lula castelo branco

Making off
Tato sales

Hotsite
Wagner salles bagetti

Helicóptero
Comandante walter tenório

Estúdio de gravação de off
Estúdio são macário /sp

Técnica de gravação
Natalia mallo

Música

Canto toré
Grupo indígena dzuucua da aldeia
Kariri xocó

Perceval (parsifal)
Richard wagner
Álbum wagner

Agnus dei v modo
Canto gregoriano

Trilha sonora original
Direção musical
Lelo macena

Músicos:
Aldo gonzaga: guitarra
Lelo macena - baixo
Railton sarmento - flauta, clarinete e buzo
Yuri christopher - bateria
China - percussão
Josélho rocha - violino

Estúdio de gravação - 1,2,3

Técnico de gravação
Paulo medeiros

Maquinaria
Robison feitosa de melo
Elibelton silva de andrade

Eletricista
Gerson raimundo de barros

Motorista
Antenor neto


O DOCTV é um programa pioneiro de fomento à parceria entre a TV pública e a produção independente desenvolvido pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, a TV Cultura e a Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais — ABEPEC. Criado em 2003, seu objetivo é promover a regionalização da produção de documentários, articular um circuito nacional de teledifusão através da Rede Pública de Televisão, e propor um modelo de negócio que viabilize mercados regionais para o documentário brasileiro.