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Política de Desenvolvimento e Organização da Educação
a Distância
Apresentação
Leda Maria Rangearo Fiorentini
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A série TV na Escola e os Desafios de hoje - Política de Desenvolvimento e Organização da Educação a Distância procura resgatar dimensões importantes da experiência de articulação intencional da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação/Seed/MEC com a Universidade Virtual Pública do Brasil/ UniRede e as Secretarias Estaduais de Educação para oferecer aos educadores da rede pública de ensino básico, em todo o país, formação a distância para utilização de tecnologias da informação e da comunicação, em especial as audiovisuais.
Os cinco programas que compõem a série abordam distintas dimensões dessa iniciativa, incorporando reflexões e relatos da experiência concreta de alguns participantes do curso de extensão a distância "TV na Escola e os Desafios de Hoje", uma das expressões dessa política e que serão veiculados no período de 24 a 28 de junho de 2002.
Tecnologias, sociedade, conhecimento e aprendizagem
As relações dos seres humanos com as tecnologias são variadas e complexas e seu uso generalizado possibilita a transformação de nosso meio ambiente natural e social e interfere em nossas maneiras de realizar as coisas, interagir, trabalhar, solucionar os problemas, atender às nossas necessidades, aprender, comunicar, ensinar e, inclusive, de pensar.
Ao longo da evolução da sociedade e da cultura, tais tecnologias vêm impregnando nosso cotidiano de tal maneira que nem sempre percebemos a profundidade das mudanças que provocam, tão integradas estão em nossas vidas, particularmente em período de tão acelerada mudança tecnológica, como o atual.
Adotar uma perspectiva histórica nos possibilita compreender melhor as profundas transformações provocadas desde o surgimento da linguagem, a codificação e transmissão do pensamento mediante sons (linguagem oral) e a criação de signos gráficos para o registro da fala (palavra escrita). Elas possibilitaram, cada uma a seu modo, maior permanência da mensagem, da comunicação de nossos pensamentos, sentimentos e formas de resolver os problemas, alterando também nossas formas de aprender e pensar.
Como a educação a distância é muito antiga (para a maioria de seus estudiosos, remonta às cartas dos apóstolos à comunidade de cristãos), seu alcance foi ampliado e beneficiado enormemente pelo advento da tecnologia tipográfica (imprensa). Ela favoreceu a dissociação ou descontextualização progressiva da experiência direta com as coisas, já que permitiu propagar o discurso dos autores independentemente da contigüidade espacial, da presença física junto a seus leitores. Também significou maior difusão e distribuição do conhecimento, das idéias, dos valores, das atitudes, interferindo sobre a organização da vida social, sua base social, econômica, política, religiosa e, conseqüentemente, sobre o papel social e a aprendizagem que se realiza na escola2.
O mesmo se pode dizer do desenvolvimento das tecnologias sonoras (rádio, fitas magnéticas, alto-falantes) que, apesar do distanciamento entre falantes e ouvintes, provocam o rompimento das barreiras de espaço e tempo e possibilitam a comunicação dos pensamentos, emoções, valores e até a interatividade. Seu uso educacional tem se mostrado promissor e eficaz.
O surgimento das tecnologias audiovisuais (cinema, televisão, vídeo) permitiu levar a comunidades distantes do local da emissão dos programas o som e a imagem, a cor e o movimento. Sua digitalização, com o advento dos computadores e, no final dos anos setenta, dos microcomputadores, possibilita englobar som, imagem, movimento, palavra escrita e dados nos textos produzidos e nos suportes em que são apresentados (como disquetes, CD, videodisco, CDRom, DVD). As redes de computadores (Internet) e os programas de comunicação assíncrona (como as mensagens enviadas pelo correio eletrônico ou colocadas nos fóruns de discussão, sucessivas e ou seqüenciadas) e de comunicação síncrônica (como os bate-papos virtuais ou "chats", teleconferências, videoconferências, audioconferências, em tempo real, ou pela revisitação posterior), permitem enviar textos escritos, sonoros, multimídia e hipertextos a locais distantes, com velocidade cada vez maior.
Assim, não somente o tipo de comunicação, sua natureza, variedade e riqueza, como o acesso aos documentos textuais, superam as barreiras da comunicação diferida no tempo e no espaço, modificando as maneiras de produzir, sistematizar, estruturar, armazenar e disseminar o conhecimento na sociedade, a despeito da separação física dos autores/leitores ou emissores/receptores, interferindo nos currículos e na democratização das oportunidades educacionais (estar longe geograficamente já não significa impedimento à formação escolarizada). Essas possibilidades de comunicação permitem uso criativo, combinado e integrado das diferentes tecnologias (meios, linguagens e suportes de informação e de comunicação) e sua complementaridade, nos processos formativos presenciais, a distância, virtuais.
Se assumimos que as tecnologias trazem modificações sobre a produção e a organização do conhecimento, precisamos conhecer com mais detalhe a maneira como os meios de informação e comunicação afetam as relações sociais e culturais e suas implicações sobre os processos educacionais e cognitivos, a formação da subjetividade e da identidade, como base para redefinirmos nossas prioridades e posturas como educadores e aprendizes. Não é possível ignorá-las; ao contrário, são importantes aliadas da aprendizagem, para todos, ensinantes e aprendizes, sociedades e cidadãos.
Conhecer suas características e propriedades de linguagem e expressão é fundamental para imprimir maior qualidade aos programas, materiais e processos de trabalho e, conseqüentemente, à construção dos conhecimentos.
Por outro lado, requerem uma discussão mais profunda, já que não são panacéia nem ação de segunda categoria, nem um modismo, se estamos dispostos a enfrentar os problemas educacionais brasileiros. Demandam uma postura crítica, atenta e sistemática de estudo, produção, uso, avaliação e reformulação, para que possamos equacionar melhor suas possibilidades e limitações, fomentar a interatividade, a cooperação e a colaboração na construção e sistematização de conhecimentos e na ação individual e coletiva.
Precisamos superar visões parciais, dualistas e fragmentadas da existência3, em favor de uma compreensão do mundo como uma rede integrada de relações. É preciso reconhecer e aprofundar as interconexões entre sujeitos e objetos, promovendo-se a abertura de novos diálogos entre mente/corpo, interior/exterior, consciente/inconsciente, indivíduo/contexto, ser humano/mundo da natureza (Moraes,1996)4.
Alguns princípios pedagógicos tradicionais5 precisam ser superados e reformulados nessa relação, como por exemplo:
- Deixar de ver o conhecimento como coisa estática e compreendê-lo como processo, construído a partir da atividade do sujeito sobre o mundo;
- Deixar de pensar sujeito/objeto/processo de observação como separados, tendo em vista que são três variáveis indissociáveis na produção/apropriação/construção do conhecimento;
- Deixar de pensar o sujeito apenas como intelecto, compreendendo-o como ser indiviso que constrói o conhecimento usando sensações, emoções, razão e intuição;
- Ultrapassar a concepção do professor como a única fonte de conhecimento e centro da relação pedagógica, deslocando esse eixo para a aprendizagem, o que torna o professor um aprendiz, que aprende enquanto ensina e ensina porque aprende;
- Deixar de considerar o currículo com um pacote, um rol de disciplinas, fragmentadas, considerando-o como uma prática social construída pelas relações entre os sujeitos da ação educativa;
- Superar visões limitadas sobre a relação tempo e espaço, para pensá-la como dimensão subjetiva do sujeito, a ser flexibilizada e redimensionada;
- Superar limitações impostas pela presencialidade (flexibilizando-a em face das distâncias geográficas, superando relações rígidas);
- Superar programas de ações isoladas (frente às possibilidades de cooperação e colaboração inter e intra-institucionais na comunidade escolar);
- Superar alguns mitos que prevalecem na educação, como excesso de ênfase conteudista; a abordagem exclusivamente linear na abordagem dos conhecimentos; a confusão entre instrumentos de medida e avaliação ao qualificar o desempenho do aprendiz; a idéia de que a aprendizagem se dá apenas num intervalo fixo de tempo prefixado e definido de fora para dentro, sem considerar potenciais e características individuais;
- Superar as barreiras da formação que se dá exclusivamente na agência formadora, em favor do aproveitamento das possibilidades existentes também nos locais de trabalho e em outros espaços
socioculturais;
- Superar as limitações da formação, ampliando o leque de oferta de programas e possibilidades de aprendizagem e construção do conhecimento;
- deixar de atuar de modo limitado pelo uso de apenas uma tecnologia ou pela tecnologia usual (tendo em vista as possibilidades das novas tecnologias e do ambiente que proporcionam);
- Superar a resistência à mudança tecnológica (também conhecida como tecnofobia), buscando conhecê-la e estudar suas possibilidades e limitações, para então decidir como usá-la nos processos e atividades curriculares, reconfigurando os cenários educativos e os processos de aprendizagem.
Sabemos que a inovação educativa requer um novo olhar sobre o trabalho cotidiano e suas características, sobre o papel de quem ensina e de quem aprende e sobre a relação educativa e permite considerar o professor não somente como um usuário dos programas e produtos de outros, mas como um produtor/construtor de novos textos, a partir de sua própria atuação sobre as informações, meios e materiais. Isso significa reconhecer o valor da experiência direta na construção dos conhecimentos, além da proporcionada pela reflexão sobre a experiência de outros, reinterpretando-as à luz do contexto e circunstância em que cada sujeito atua.
A mediação pedagógica dos meios e materiais disponíveis, pela influência que exercem sobre os modos de aprender, ser e participar, pode ser redimensionada, se atuarmos de modo intencional tendo em vista os fins e objetivos educativos. Gutiérrez e Prieto (1994)6 propõem pelo menos três possibilidades para essa mediação pedagógica: atuar sobre o tema e seu tratamento (organização, profundidade, amplitude, seqüência, estratégias de linguagem para iniciar, desenvolver, concluir); atuar sobre a aprendizagem (enriquecimento da experiência proporcionada ao aprendiz pela presença de vários enfoques e estilos, diálogo, clareza, precisão e fluência do discurso, significação e relevância do estudado); e intervir sobre a forma (utilização de recursos de expressão variados nos meios didáticos, como diagramação, tamanho e tipo de letra, ilustrações, pausas, ritmo, mapas conceituais, hipertexto, atividades, organizadores prévios, perguntas, problemas, esquemas, resumos, títulos e subtítulos). As aprendizagens atuais não se produzem por eliminação das prévias, mas pela sua utilização como ponto de partida e nova oportunidade de aprendizagem, já que, ao serem evocadas e rememoradas, possibilitam sua reestruturação ou melhor explicitação. Todas essas maneiras de mediar a aprendizagem fomentam o protagonismo, a interlocução e o lúdico para os participantes, seja como autores/produtores, seja como receptores/leitores/telespectadores/ouvintes.
Assumir essa maneira de pensar implica considerar a aprendizagem como processo, não apenas conceitual, mas também metodológico, atitudinal e valorativo, que não se reduz a substuições de modos e conceitos antigos por outros novos, mas evolui como oportunidade de reconstrução e ressignificação. Os meios "são agentes ativos dos processos de construção e representação da realidade, em lugar de apenas limitarem-se a transmiti-la ou refleti-la" (Masterman, 1993)7. Os meios - leia-se livros, periódicos, televisão, cinema, rádio - "são sistemas simbólicos que requerem leitura ativa, não se constituindo como reflexos inquestionáveis da realidade externa, nem se explicando por si mesmos" (Mariño, 1993)8.
E como o professor atua a partir de sua própria leitura da realidade e da área do conhecimento em que atua, bem como de sua própria experiência e trajetória, é importante que possa se basear em concepções e experiências mais diversificadas, mais flexíveis, mais concretas e reais, de modo que a maior variedade de textos que utilize e o emprego de símbolos icônicos, pictóricos, não verbais, imagens, cores, formas, sons, movimentos, palavra escrita e oral favoreçam o ato de ler, de estudar, a apreensão e a construção do conhecimento, a aprendizagem, a participação e a cooperação social, a inserção e a atuação no mundo profissional e do trabalho, enfim, a cidadania. Isso porque quem atribui significado e sentido aos conteúdos é o próprio aprendiz, numa tarefa que ninguém pode realizar por ele.
O desafio aqui é o de garantir a atividade do sujeito aprendiz e a qualidade de sua participação. Torna-se fundamental, portanto, promover a educação audiovisual aliada à alfabetização audiovisual generalizada, de modo a habilitar os cidadãos a uma tomada de decisões mais racional à sua atuação como agentes de mudança e a uma participação mais efetiva nesses mesmos meios. O que representa, assim, um desafio maior que simplesmente organizar os estudos como a soma agregada das partes de uma matéria ou disciplina.
Os meios devem ser compreendidos na dinâmica de sua origem, técnicas e códigos, na natureza da realidade construída por eles, nas maneiras pelas quais os receptores/leitores lêem e recebem, redescobrem e interpretam a polissemia, constroem o significado, como algo em contínuo movimento e mudança, e não como fins em si mesmos.
Precisamos, portanto, assegurar a condição de que estudantes e professores criem seus próprios materiais, com base na leitura, análise e interpretação dos meios, canais e suportes de comunicação, na condição de protagonistas, ativos, e não apenas como consumidores e reprodutores dos materiais produzidos por outros.
A experiência do curso a distância "TV na Escola e os Desafios de Hoje" na visão de seus assessores pedagógicos
Aloylson Gregório de
Toledo Pinto 9
Leda Maria Rangearo Fiorentini
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Simone Medeiros 11
Esse curso foi concebido e ofertado em regime de parceria, para atender à demanda de qualificação, evidenciada por diferentes pesquisas, de professores e administradores em exercício no sistema de ensino básico, particularmente nas escolas que dispõem do kit tecnológico12 da TV Escola, para utilizar as tecnologias da informação e da comunicação no processo educativo, com ênfase na linguagem audiovisual.
Foi organizado para que os cursistas pudessem identificar aspectos teóricos e práticos dos meios de comunicação no contexto das novas tecnologias da informação e da comunicação (uso integrado de várias linguagens de comunicação: sonoras, visuais, audiovisuais, informáticas), destacando os mais úteis ao processo de ensino e aprendizagem; familiarizar-se com as tecnologias da informação e da comunicação e sua utilização pedagógica; compreender as capacidades perceptivas, emocionais, cognitivas e comunicacionais do ser humano, por meio das contribuições científicas; explorar o potencial de recursos da TV Escola no projeto político-pedagógico da escola, sua gestão no cotidiano escolar e sua disponibilização à comunidade; elaborar propostas concretas para utilizar o acervo da TV Escola no desenvolvimento de atividades curriculares nas diferentes áreas do conhecimento, assim como outras tecnologias da informação e da comunicação.
Cerca de 250.000 inscrições preliminares à oferta do curso, no segundo semestre de l999, revelaram o significado dessa iniciativa para o sistema educacional. Mesmo contando com a parceria de uma rede de instituições públicas de ensino superior que cobre todos os estados da Federação, não foi possível atender de uma só vez a essa demanda reprimida. Em sua primeira oferta o curso matriculou, aproximadamente, 34.000 educadores. Na segunda, ora em processo, foram matriculados em torno de 53.000. Haverá, pelo menos, mais uma oferta, no segundo semestre de 2002.
O curso está organizado em três módulos, desenvolvidos para atender aos interesses de professores e gestores. Conta com dois conjuntos de materiais didáticos articulados entre si: doze programas de vídeo, de doze a quinze minutos de duração cada um e três textos impressos, por meio dos quais objetiva-se o desenvolvimento de competências para o uso pedagógico dos audiovisuais. No meio impresso, os temas são agrupados em unidades de conteúdo e desenvolvidos por meio de atividades de aprendizagem, de avaliação de desempenho, de elaboração de memorial e de um trabalho final relacionado ao uso e/ou produção de audiovisuais na escola. Um Guia do Curso e um Manual de Orientação Acadêmica (tutoria) completam os impressos, orientando os respectivos usuários. Os vídeos específicos do curso e mais 36 vídeos de apoio, selecionados do acervo da TV Escola, de duração variada, são emitidos conforme grade de veiculação previamente divulgada, para que os cursistas possam não apenas assisti-los, como gravá-los e revisitá-los sempre que necessário.
A duração do curso é equivalente a 180 horas, sendo 60 para cada módulo. Tal carga horária desdobrou-se ao longo de aproximadamente 12 semanas na primeira oferta. Essa experiência, porém, revelou a conveniência de ampliar esse tempo para 19 semanas, na oferta atual. A análise dessa experiência vem permitindo rever e aprimorar os materiais didáticos, por meio das informações que a coordenação nacional recebe de cursistas, tutores, núcleos universitários e coordenações estaduais da TV Escola.
A capilaridade da rede de instituições de ensino superior possibilita a seleção e o preparo de tutores no contexto de cada estado, envolvendo professores e estudantes universitários de graduação e de pós-graduação. Entre eles e os cursistas se estabelecem relações interativas, mesmo que a distância, para orientá-los, prevenir algumas dificuldades e estimulá-los a vencer as demais e prosseguir nos estudos propostos no curso.
As coordenações estaduais da TV Escola selecionam os inscritos em cada estado, conforme os critérios próprios da política de capacitação de pessoal da respectiva Secretaria de Educação e os encaminham à matrícula na universidade correspondente da UniRede. Essas coordenações mantêm-se articuladas com o núcleo universitário e participam dos encontros anuais de avaliação do curso e de seus resultados.
É importante destacar que os estados - secretarias de educação e universidades - têm autonomia na forma de implementar o curso, segundo suas peculiaridades regionais. Dessa forma, alguns têm conseguido realizar momentos presenciais, fóruns de discussão e outras estratégias que consideram adequadas e viáveis para o alcance de um melhor resultado.
Dentre os caracteres inovadores do curso de extensão "TV na Escola e os Desafios de Hoje", ressaltam os seguintes:
- Identidade e integração de vídeos e impressos. Os materiais didáticos do curso foram concebidos e desenvolvidos de modo integrado. Cada um deles remete o cursista ao outro, complementarmente. A contribuição de cada um deles é distinta e essa diferenciação resulta da exploração das características expressionais intrínsecas ao audiovisual dinâmico e ao impresso.
- Desenvolvimento de competências, atitudes e valores. Por meio do curso pretende-se interferir qualitativamente na prática pedagógica dos professores e gestores, bem como contribuir para seu desenvolvimento pessoal e profissional. Assim, a aprendizagem de seus conteúdos é realizada por meio de atividades que desencadeiam distintos processos mentais, motores, atitudinais e valorativos, a partir da problematização dos processos de produção e uso da tecnologia dos audiovisuais na educação.
- Consistência de objetivos e método. A organização sistemática do processo de aprendizagem, ao longo de todo o curso, mobiliza os conhecimentos prévios dos cursistas, além de propiciar incentivo, orientação e apoio às atividades por meio das quais os conhecimentos são construídos, explorando o saber, o fazer, o refletir, o apreciar, o fazer junto. Essas atividades, por sua vez, contribuem para o desenvolvimento e a avaliação das qualificações pretendidas.
- Congruência de objetivos, atividades e avaliação. Cada módulo do curso contém atividades de aprendizagem, comentadas ao final de cada texto impresso, como uma orientação a mais para que o cursista possa se posicionar quanto à sua compreensão dos conceitos e processos nele abordados. As atividades de avaliação de desempenho, diretamente relacionadas a esses conhecimentos, são realizadas pelos cursistas e enviadas aos tutores, que as analisam e comentam, podendo inclusive solicitar complementação e/ou revisão, já que seus resultados são fundamentais para a aprovação no módulo e no curso. Essas atividades também são consideradas como um conjunto de informações que professores, tutores e cursistas podem utilizar para decidir se mantêm ou modificam o rumo, o ritmo, os modos de organização de seu trabalho, o sentido de suas respectivas ações e reflexões para aprimorar os processos de ensino e aprendizagem, independentemente de serem ou não objeto de atribuição de nota.
- Ineditismo da experiência. Pode-se afirmar que é a primeira vez, no Brasil, que uma rede de instituições públicas de ensino superior, em parceria com as Secretarias Estaduais de Educação e suas respectivas coordenadorias de educação a distância, se articula e mobiliza presencial e virtualmente para a oferta massiva de um curso a distância de extensão universitária para professores do sistema público de Ensino Fundamental e Médio, em todos os estados do país.
O curso está contribuindo para a construção e consolidação dessa rede e, desde sua concepção como curso a distância, com vistas à educação para os meios, à leitura crítica dos audiovisuais, à sua utilização pedagógica e/ou produção pela comunidade escolar, alguns dos problemas de sua gestão e consolidação vêm sendo antecipados, experimentados e solucionados de modo colaborativo e cooperativo. Já se está, inclusive, elaborando uma versão do curso para sua veiculação via WEB, realizando as transformações necessárias ao uso apropriado do ambiente virtual, telemático.
Objetivos da série "Política de Desenvolvimento e Organização da Educação a Distância"
1. Fomentar a educação para os meios, a leitura crítica das tecnologias audiovisuais, sua utilização pedagógica e ou produção pela comunidade escolar.
2. Debater a experiência do curso de extensão "TV na Escola e os Desafios de Hoje", como subsídio às políticas de desenvolvimento e organização de processos de formação a distância de professores.
3. Contribuir para o envolvimento dos professores da Educação Básica na consolidação e desenvolvimento de processos de capacitação a distância em seu contexto de atuação.
Resumo dos textos desta série:
PGM 1 - Formação a distância em audiovisual
Contribuem para a discussão dessa temática alguns dos especialistas que conceberam e coordenam o desenvolvimento e a organização da política de educação a distância para capacitar professores para o uso das tecnologias audiovisuais nos processos educativos, por meio do curso de extensão a distância "TV na Escola e os Desafios de Hoje".
Participam ao vivo e com textos especificamente elaborados para esta série:
Leda Maria Rangearo Fiorentini (FE/UnB). "Questões pedagógicas e curriculares na formação continuada de professores a distância", em que destaca aspectos conceituais e curriculares que subsidiam decisões pedagógicas nos processos formativos a distância. Analisa as dimensões mais importantes para a aprendizagem e a construção do conhecimento e as maneiras de organizar os materiais didáticos e os processos de trabalho/atividades para os cursistas, de modo a fomentar o protagonismo, o lúdico, a contextualização, a variedade e a flexibilidade das experiências. Destaca aspectos da relação professor-cursista e a concepção da orientação acadêmica e acompanhamento pedagógico no curso.
Vânia Lúcia Quintão Carneiro (FE/UnB). "TV e vídeo na formação de professores: desafios e conceitos" em que considera que para integrar tecnologias de TV, vídeo e Internet ao processo de ensino-aprendizagem o professor precisa desempenhar a função de protagonista dessa integração, o que demanda atualizar docentes no desempenho profissional, proporcionando-lhes formação que promova o desenvolvimento das competências de percepção, leitura e expressão, nas dimensões técnica, simbólica, cultural e condições para reflexão e apropriação crítico-criativa de mensagens que circulam pelos meios de comunicação e impregnam cotidianos e experiências. Esse acesso é sempre complexo, exigindo que o receptor desenvolva habilidades de leitura crítica, já que o audiovisual impõe-se hoje mais pela sua eloqüência gráfica, plástica, conceitual, pressupondo relações de sentido mais que um olhar ou ilusão.
Estevam de Toledo (DEE/SEE/MG). "Aspectos pedagógicos nas relações tutor-cursista, no contexto do curso "TV na Escola e os Desafios de Hoje', em Minas Gerais", no qual enfatiza o objetivo de estimular o educador, como profissional comprometido com a formação de crianças, jovens e adultos, para trabalhar com as tecnologias, de modo autônomo, criativo e crítico, integrando-as harmoniosamente em um projeto pedagógico cujo foco está na qualidade de uma educação cidadã. Considera a orientação acadêmica/tutoria uma instância de mediação pedagógica entre o estudante e o material didático, com vistas aos objetivos do curso, na busca de uma comunicação ativa e personalizada. Orientando e supervisionando o processo de aprendizagem do cursista, o tutor conhece as dificuldades do aprendiz e o ajuda a responder, de maneira adequada, aos desafios impostos pela educação individualizada.
PGM 2 - As tecnologias na educação básica
Contribuem para a discussão proposta neste programa, com participação ao vivo, alguns especialistas que, além de elaboraram textos para o curso "TV na Escola e os Desafios de Hoje", também o fizeram para esta série:
Vani Moreira Kenski (USP) - "As tecnologias invadem nosso cotidiano", no qual discute a presença das tecnologias em nossas atividades cotidianas mais comuns - como dormir, comer, trabalhar, nos deslocarmos para diferentes lugares, ler, conversar e se divertir. Analisa a tarefa dos professores de refletir com os seus alunos sobre o que é apresentado pelas tecnologias audiovisuais, suas posições e problemas, reconhecendo a sua interferência no modo de ser e de agir das pessoas e na própria maneira de se comportar diante do seu grupo social, como cidadãos, bem como seu aproveitamento pela comunidade escolar.
José Manuel Moran (USP) - "Desafios da televisão e do vídeo à escola", em que reconhece a força da linguagem audiovisual, que está em que consegue dizer muito mais do que captamos, chegar simultaneamente por muitos mais caminhos do que conscientemente percebemos e encontra dentro de nós uma repercussão em imagens básicas, centrais, simbólicas, arquetípicas, com as quais nos identificamos ou que se relacionam conosco de alguma forma. Discute o papel da escola, que precisa observar o que está acontecendo nos meios de comunicação e mostrá-lo na sala de aula, discutindo-o com os alunos, ajudando-os a que percebam os aspectos positivos e negativos das abordagens sobre cada assunto. Fazer (re)-leituras de alguns programas em cada área do conhecimento, partindo da visão que os alunos têm, e ajudá-los a avançar de forma suave, sem imposições nem maniqueísmos (bem x mal).
Paulo Pavarini Raj (Seed/MEC e FCM/UERJ) - "Conhecendo as tecnologias para a formação de professores e alunos para o ensino e a aprendizagem a distância: do impresso às redes eletrônicas", em que sistematiza a evolução das tecnologias e seu uso potencial nos processos formativos. Considera que a educação a distância, com seus matizes éticos, impregnada de compromisso, busca respostas à sociedade, ao mesmo tempo em que amplia, gera conhecimento, novas competências mediante o uso das Tecnologias da Informação e de Comunicações (TIC), garantindo o uso das mesmas de forma eqüitativa e coerente com cada realidade social. Enfatiza que precisamos conhecer e prescrever produtos conforme os aprendizes e não transformar instrumentos tão importantes à educação num grande mercado.
PGM 3 - A televisão e o vídeo na escola
Este programa conta com a participação ao vivo de especialistas que contribuíram com textos para o curso "TV na Escola e os Desafios de Hoje", bem como elaboraram outros especialmente para este programa, a saber:
Vânia Lúcia Quintão Carneiro (FE/UnB). "Televisão e educação: aproximações", em que que ressalta que, no mundo atual, a TV é o meio de comunicação predominante, instrumental de socialização, entretenimento, informação, publicidade, composto em função dos interesses dos mercados, por meio da qual gerações aprendem a consumir e a conhecer a si e ao mundo. Como o receptor é sujeito ativo e pertence a contexto sociocultural específico, interpreta mensagens seguindo sua visão de mundo, experiências, valores, a cultura de seu grupo. Assim, a recepção não é só o momento do assistir ao programa; prolonga-se nos cotidianos e em comunicações habituais, constitui-se espaço de produção de sentidos, conhecimentos. Espera-se que a escola (en)foque o mundo audiovisual, faça da TV objeto de estudo, conheça-lhe linguagem, programação, condições de produção e de recepção e a incorpore pedagogicamente, estimulando competências não para simplesmente ler, interpretar, mas para compreender meios e mensagens audiovisuais que os jovens consomem e com que se envolvem afetivamente, inclusive quando se utiliza programas televisivos não originariamente produzidos para ensinar, introduzindo-lhes intenções pedagógicas, determinando as funções dos programas de TV/vídeo nas atividades escolares. Eis o valor da mediação.
Lucília Helena do Carmo Garcez (LIV/UnB). "A leitura da imagem", em que destaca o fato de que, embora a sedução da imagem nos convide a uma certa inércia, ao compararmos a atitude e os procedimentos de um leitor diante de um texto informativo escrito e os de um leitor/espectador maduro diante de uma mensagem visual, como um documentário, por exemplo, observamos que há muitos procedimentos que são comuns às duas atividades, mas há aspectos diferentes. Aparentemente o texto visual (a propaganda, o desenho animado, os quadrinhos, o filme, a fotografia, a telenovela etc.) já oferece esse aspecto de uma forma mais completa. Elaborar estratégias concretas para que a escola possa contribuir para que os jovens desenvolvam a competência de analisar, compreender e interpretar de forma crítica a avalanche de imagens à qual estão expostos é uma questão urgente que exige criatividade, ousadia, experimentação, o que, normalmente nos deixa inseguros, embora seja uma insegurança produtiva, que nos faz avançar, já que, em princípio qualquer material audiovisual pode ser considerado um texto e presta-se ao trabalho com a Língua Portuguesa, já que permite "leitura" e análise da linguagem utilizada.
Carmen Moreira de Castro Neves (Seed/MEC). "Uma nova dinâmica na gestão educacional", em que procura contribuir com a discussão tanto pelos gestores que estão matriculados no curso como pelos professores que - não tendo seus dirigentes como colegas de curso - podem levar às suas escolas outras idéias para a construção solidária de um projeto pedagógico que dê conta da complexidade de um mundo em mudança. Considera que a gestão contemporânea tornou-se um espaço ainda mais dinâmico devido à expansão da tecnologia e sua disseminação em todas as áreas, setores e ambientes da vida e do trabalho. O gestor moderno deve estar preparado para liderar essa transição, consciente de que vive uma oportunidade ímpar de aprendizado coletivo, aprendizado este que o caracteriza como um ser histórico ou, como diria Paulo Freire: um ser que é capaz de transformar o seu contexto e de saber-se transformado pela sua própria criação.
PGM 4 - Produzindo audiovisual na escola
Neste programa colaboram ao vivo e com textos especialmente elaborados, especialistas que participaram também do curso "TV na Escola e os Desafios de Hoje", a saber:
Vânia Lúcia Quintão Carneiro (FE/UnB). "Produção audiovisual na escola: desenvolvimento da análise e da expressão", em que discute que aprender a ler e a criticar o que se consome é fundamento para saber como lidar autonomamente com a cultura audiovisual, cabendo preparar estudantes para analisar e expressar-se em audiovisual, já que a leitura crítica não é espontânea nem admite interpretações acabadas, requerendo exercitar atividades de compreensão e análise. Conviver com audiovisuais sem apreender sua dinâmica e os mecanismos de produção de significados induz a equívocos e mais conhecimentos sobre dimensões técnicas e expressivas facultam sua incorporação pedagógica ao cotidiano escolar. É preciso experimentar o audiovisual como meio de expressão em sala de aula, pela familiaridade de crianças e adolescentes com essa linguagem e pelo desejo de serem produtores. Crianças e adolescentes, além de telespectadores, podem produzir audiovisuais.
Lígia Cirino Girao (Seed/MEC). "Processos de produção de vídeos educativos", em que discute o fato de que a realização de uma peça audiovisual com objetivos educativos, seja um vídeo ou uma instalação fotográfica com efeitos sonoros, requer alguns cuidados desde o início da produção. Não se trata de uma simples justaposição de elementos pedagógicos a recursos visuais. É sem dúvida um processo complexo, mas não tão difícil como parece ou como querem nos fazer crer. Ao contrário, é saudável e desejável estender a alunos e professores os processos de produção dos vários meios de comunicação, notadamente o vídeo. Afinal, trabalhar com recursos visuais nas diversas áreas do conhecimento tornou-se uma imposição dos tempos atuais. Para efeito desta discussão, refere-se à produção de programas de vídeo como exemplo de produção de peças audiovisuais e aos detalhes das várias etapas da produção de um vídeo. De forma geral, considera que é possível dividir o processo de produção em cinco etapas: a) criação e planejamento; b) roteiro; c) pré-produção; d) direção e gravação; e) edição e finalização. Ressalta que a realização de um programa audiovisual educativo é, sem dúvida, uma tarefa complexa, mas perfeitamente exeqüível. Um pequeno segredo sobre produção é a familiaridade com as várias fases do processo e os equipamentos. Quanto mais se realiza, mais experiência se ganha e mais fácil será construir uma análise crítica dos meios audiovisuais, eletrônicos ou não.
Maristela Mitie Tanaka (Vilhena/RO). "Experimentação: planejando, produzindo, analisando", em que discute o fato de que a produção de um audiovisual se dá num processo anterior à atividade de produzir. O querer e saber produzir do professor cursista se inicia a partir dos estudos do Módulo 1 do curso, quando reflete sobre o uso da tecnologia e percebe que esta não se configura como um bem ou um mal, mas se preocupa com a apropriação desigual ou o uso destrutivo e prejudicial que se fizer dela. Reexaminando os objetivos do trabalho educativo desenvolvido nas escolas, do sentir, fazer e pensar, considera que não são competências desenvolvidas nas escolas nas práticas pedagógicas correntes. É preciso construir um currículo voltado para essas finalidades. Parte do objetivo de formação para uma autonomia de produção é vivenciado quando descobre que antes e atrás de cada imagem há alguém que cria e que envolve uma grande ambigüidade de interesses pessoais, políticos e econômicos. É possível afirmar que esse momento é bastante significativo para o tutor do curso "TV na escola e os desafios de hoje", pois o professor cursista intemaliza a necessidade de uma formação de alunos conscientes capazes de "saber" fazer uma leitura interpretativa e crítica de imagens.
PGM 5 - Desafios do trabalho em rede
Neste programa colaboram ao vivo e com textos especialmente elaborados, especialistas que participaram da experiência de alguns núcleos regionais de oferta do curso "TV na Escola e os Desafios de Hoje", a saber:
Claudia Maria Montenegro Carneiro da Cunha Barros (UFPB) . "Organização em educação a distância - A experiência do Núcleo Paraíba do Curso de Extensão a distância TV na Escola e os desafios de Hoje", em que discute o fato de que a educação a distância de modo algum pode ser concebida como um distanciamento da Educação. É preciso que se busque não vitimá-la, como uma educação de 2ª categoria, pela falta de um adequado ambiente organizacional e de processos de planejamento, execução e avaliação compatíveis com o desenho do curso. Nesta perspectiva se insere a experiência do Núcleo Paraíba do Curso de Extensão a Distância: "TV na Escola e os Desafios de Hoje" que, sob a responsabilidade da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), desde os primórdios de sua implantação apresenta uma trajetória de construção/reconstrução de um sistema organizacional capaz de atender às necessidades deste Curso.
Ana Luiza Souza Lima (UFGO). "A experiência do Núcleo Goiás do Curso de Extensão a distância TV na Escola e os desafios de Hoje", em que analisa a experiência do Núcleo Goiás, que vem se organizando para participação na oferta do Curso de Capacitação TV Escola e os desafios de Hoje desde a primeira edição do curso, no ano de 2000. A primeira experiência foi um momento de extremo aprendizado, pois na construção coletiva da UniRede procurou-se identificar as formas e estratégias de atuação. Concomitante à capacitação dos tutores, foram distribuídos os cursistas entre os tutores, de forma a estabelecer "salas" próprias para cada um. Dessa forma cada tutor, na medida em que se capacitava, também já estabelecia comunicação com seus cursistas e construía seu aprendizado como orientador a distância.
Ângela Souto Silva (UNIR). "A organização e infra-estrutura do Núcleo Amazônia Oeste do Curso de Extensão a distância TV na Escola e os desafios de Hoje", em que considera que a experiência do Núcleo Amazônia Oeste do Curso de Extensão a Distância "TV na Escola e os Desafios de Hoje" na articulação, seleção e capacitação de seus tutores, como também no acompanhamento dos cursistas, foi inovadora e desafiadora por ainda não possuírem especialistas nessa modalidade de ensino e experiência no assunto. Porém, a vontade política associada ao desejo de estimular novas iniciativas que ampliem e fortaleçam o processo de renovação educacional que está em curso no País foram suficientes para superar as dificuldades encontradas, respeitando as diferenças e pensando numa participação mais efetiva dos coordenadores, executores e tutores. Assim, oportunizaram-se condições para que as pessoas expusessem suas idéias e experiências, o que significou "confiança em si mesmos, respeito a si mesmos e aos outros" pois "ninguém sabe tudo (...) todos sabemos algo", tendo como resultado o desenvolvimento de relações pessoais e organizacionais mais autênticas. Tutores mais autônomos e mais competentes.
NOTAS:
- Coordenadora da série. Pedagoga (USP), Mestre em Educação
(UFRJ), especialista em Educação a Distância e doutoranda
em Ciências da Educação (Uned-Espanha). Professora
do Departamento de Métodos e Técnicas da Faculdade de
Educação da Universidade de Brasília. Coordenadora
pedagógica do curso de extensão "TV na Escola e os desafios
de Hoje". Linhas de pesquisa: concepção de cursos e materiais
escritos para o ensino a distância e formação de
professores. Consultora desta série.
- Adell, Jordi. Tendencias en educación en la sociedad de las
tecnologías de la información. Edutec-Revista Electrónica
de Tecnología Educativa, nº 7, novembro, 1997 (documento
eletrônico: http://nti.uji.es/˜jordi).
- Que empobrecem a experiência humana, por não levar em
conta a dinâmica, a dialética e a riqueza do continuum
de experiências, limitando-a a visões polarizadas, com
freqüências tidas como positivas ou negativas, como pontos
e não como processo, que além do mais se excluem mutuamente.
- Moraes, Maria Cândida. Informática educativa no Brasil.
Uma história vivida. Algumas lições aprendidas,
abril, 1977 (documento eletrônico: <http://www.edutecnet.com.br>).
- Alguns desses enfoques foram comentados no texto da Unidade 4 (item
4.2.3. Educação a distância: tendências e
perspectivas) do Módulo 1 "Fundamentos e Políticas da
Educação e seus reflexos na educação a distância",
do Curso de Formação em Educação a Distância,
da UniRede/Seed-MEC, publicado em Curitiba, 2001, p. 165, elaborado
por professores de várias universidades públicas brasileiras:
Fiorentini, L.M.R.(coord.) Moraes, R.A. (coord.) e Lacerda, G. (da UnB);
Alonso, K.M. e Preti, O.(da UFMT); Franco, S.K. e Behar, P. (da UFRGS)
e Pequeño, M. (da UFCE).
- Gutiérrez, Francisco e Prieto, Danel. A mediação
pedagógica - a educação a distância alternativa.
Campinas: Papirus, 1994.
- Masterman, Len. La enseñanza de los medios de comunicación.
Madrid: Ediciones de la Torre, 1993.
- Mariño, R.Aparici. La revolución de los medios audiovisuales.
Madrid: Ediciones de la Torre, 1993.
- Doutor em Psicologia Educacional (Unicamp). Especialista em Educação
a Distância (Uned-Espanha). Licenciado em Pedagogia, Mestre em
Educação Brasileira (UnB). Atua como Coordenador-Geral
de Projetos Especiais de Educação a Distância do
Departamento de Política de EAD-Depead/Seed/MEC.
- Licenciada em Letras (UFRN). Especialista em educação
e desenvolvimento (UnB). Experiência de validação
do material impresso do Programa Nacional de Capacitação
a Distância para Gestores Escolares -Consed. Assessora técnica
do Proformação/MEC na concepção, elaboração
e validação dos materiais impressos e no treinamento e
suporte às equipes estaduais das regiões Norte, Nordeste
e Centro-Oeste. Coordenadora de suporte técnico-pedagógico
do Departamento de Política de EAD-Depead/Seed/MEC.
- Professora da Faculdade de Educação da Universidade
de Brasília.
- Conjunto de equipamentos para recepção dos programas
da TV Escola, constituído de: antena parabólica, receptor
de satélite, televisor, aparelho de vídeo e dez fitas
virgens.
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