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PGM 4 – Na busca de novos conhecimentos

Saberes Culturais e educação do futuro

Edgard de Assis Carvalho*

   O que são saberes culturais?  São o acervo de conhecimentos, entendimentos, realizações, progressos, regressões, utopias, desencantamentos, produto de uma aventura que nós construímos no planeta Terra, datada de pelo menos 130 mil anos. As sociedades humanas, tal como as conhecemos hoje, são o produto de uma longa evolução que possibilitou a um pequeno bípede, com um cérebro muito assemelhado ao de um chimpanzé, e ainda mais ao de um bonobo, criar cognições, transmiti-las, codificá-las. Nossas diferenças para com os primatas não humanos diminuem a cada dia. O genoma das duas espécies tem semelhanças de 99%. Mês passado, foi identificado o FOXP2. Humanos que apresentam defeito  nesse gene apresentam graves problemas de fala. Chimpanzés, orangotangos, resus e gorilas também o possuem. Talvez uma dissipação genética tenha sido responsável pelo fenômeno da fala, essa fantástica marca dos primatas humanas que tornou possível criar e transmitir saberes.  De qualquer modo, denominou-se Cultura a esse patrimônio material e imaterial de proporções milenares.

Desde que o mundo passou a ser explicado pela ciência, instituiu-se uma fronteira entre humanos e não humanos que nunca foi suficientemente explicitada. Essa divisão entre animalidade e humanidade foi responsável por muitas das definições pelas quais o conceito de cultura passou a ser entendido. Em finais do século XIX, por exemplo, a cultura era definida como a mera soma de fatos que incluía desde tecnologias, artes, até magias, religião, parentesco. Em meados dos anos XX, o conceito adquiriu contornos mais precisos, dado que o Ocidente voltou seu olhar e sua cobiça para outros mundos, considerados por uns como inferiores, por outros simplesmente como diferentes, nativos, primitivos, selvagens.

Instalou-se a partir daí a pulsão da descoberta e a compulsão da descrição, definidoras do metiê antropológico. As sociedades humanas passaram a ser identificadas a organismos, cujas partes garantem, por vezes precariamente,  a continuidade harmoniosa do todo. Embora a analogia fosse precária, os pesquisadores passaram a admitir que o funcionamento das instituições era o único responsável pela regulação da engrenagem da sociedade.  Se, por um lado, esse tipo de explicação propiciou uma radiografia pormenorizada de usos e costumes, deliberadamente não levou em conta que essas diferenças já faziam parte de um processo histórico altamente desigual, que opunha, e opõe até hoje, Oriente a Ocidente, civilizado a primitivo, moderno a arcaico,  capitalista a nativo ou indígena.

No final dos anos 40, a distinção entre o natural e o cultural passou por alteração significativa, mesmo que a idéia da natureza como universalidade dos instintos e a de cultura, como diversidade de padrões tenha sido mantida. Passou-se a postular que entre a natureza e a cultura havia algo simultaneamente universal e particular, um fenômeno que se encontrava presente em todas as sociedades humanas e que, ao mesmo tempo, era diferente em muitas delas. Esse algo mais era a proibição do incesto. O responsável por este estudo foi Claude LéviStrauss.

Se o incesto não tinha nada a ver necessariamente com uniões consanguíneas, o apelo da “voz do sangue” tornou-se inútil, preconceituoso para explicar a essência dos interditos. De qualquer forma, a proibição passou a sinalizar a passagem da natureza à cultura, da universalidade à diversidade, garantia da perpetuação e reprodução do mundo, propiciada pela circulação de mulheres, bens econômicos e mensagens.

Em decorrência disso, passou-se a questionar se essas alteridades eram mesmo diferentes em natureza (primitivo/civilizado), em grau (inferior/superior) e pensamento (pré-lógico e lógico). Admitir que outros povos pensavam como nós e, por vezes, melhor do que nós, representou um duro golpe para muitos, já narcisicamente abalados pelas impertinências e ferimentos provocados pelas revoluções copernicana, darwiniana e freudiana. Mesmo que não tivessem escrita para registrar seus saberes, os mitos que construíram para entender melhor a realidade em que viviam atravessaram gerações e, até hoje, surpreendem leitores e pesquisadores.

O arrogante pensamento domesticado, moderno, científico que se consolidou a partir do século XV, cercado de certezas, leis, determinismos, causalidade, teleologias, deixou de lado a preocupação com a totalidade, com a intuição, com o imaginário, passando a se concentrar  no entendimento do fragmento, da parte, supondo que através deles seria possível atingir uma objetividade sem parênteses. Com isso, virou as costas para o sujeito, para a incerteza e para a complementaridade, privatizou terras e mares, considerou magias e mitos como algo irracional, produto descartável criado pela mente obscura de selvagens, ou por alucinações dos civilizados.

A principal conseqüência dessa visão de mundo, no plano da educação, acabou por consagrar, em décadas posteriores, a figura do especialista, esse humano fechado em si mesmo, egoísta, que descarta e desconsidera tudo aquilo que ocorre para além dos contornos infinitamente pequenos de sua existência e de seu objeto de pesquisa. 

O final dos anos 60 provovou outra alteração no entendimento entre nós e os outros, só que agora referente às formas materiais de vida, às relações com a natureza propriamente dita. Um número considerável de pesquisadores, identificados com o materialismo histórico, debruçou-se sobre populações não capitalistas, demonstrando que uma vida igualitária, regida por normas coletivas e solidárias não era coisa do outro mundo. Constatou-se, também, que não era necessário trabalhar arduamente em tempo integral para que a comunidade sobrevivesse dignamente. Maurice Godelier e tantos outros foram os responsáveis por essa estocada no relativismo substantivista, que sempre se traveste de tolerante para justificar e manter a dominação.

Para surpresa de muitos, esses estranhos mundos passaram a ser considerados como as primeiras “sociedades da afluência”, pois dedicavam poucas horas ao trabalho e, em muitas delas, a palavra trabalho nem existia. O restante do tempo era dedicado aos rituais reforçadores da vida e da solidariedade coletivas. 

Essa ampliação cognitiva não conseguiu abalar o sólido edifício do grande paradigma do Ocidente, e isso porque ainda mantinha a definição do humano dentro de padrões normativos demais. Afinal de contas, fazendo parte do gênero homo, a espécie sapiens é igualmente faber, porque fabrica instrumentos, loquens porque articula fantásticos jogos de linguagem, ludens porque se encanta com jogos e rituais,  simbolicus, porque atribui significados ao mundo e acumulava e transmitia saberes.

Não foi fácil admitir que não éramos apenas sapiens. Se chimpanzés, bonobos, gorilas já exibem sapientalidade, ganhamos um segundo adjetivo e passamos a ser definidos como sapiens sapiens. A repetição do termo não se deu por acaso. As pesquisas de Richard e Louis Leakey, Jane Goodall, Frans de Waal  mostram a todos nós que a cultura, antes privilégio nosso, é algo muito mais amplo do que supúnhamos anteriormente. O “antropocentrismo satírico” de de Wall fundamenta-se no pressuposto de que  chimpanzés, por exemplo, vivem em sociedades complexas, e se arranjam como podem para enfrentar alianças, conflitos  e lutas pelo poder. Bonobos preferem fazer amor sob formas as mais variadas para que as contendas se anulem e a reconciliação seja reposta.

A diminuição da distância intelectual e cognitiva entre primatas exigiu que o conceito fosse visto de modo menos excludente, o que de fato ocorreu a partir dos anos 70. Ao manter acopladas as noções de unidade e diversidade,  a cultura passou a ser entendida como um conjunto complexo de saberes, por vezes contraditório, por outras harmônico, de regras, normas, valores, mitos, sonhos, que primatas, humanos preferencialmente, acionam ao se defrontarem com os desafios do ecossistema circundante.

Semelhantes e diferentes, universais e particulares, produzimos diferenças locais que não devem ser entendidas como ilhas incomunicáveis de um arquipélago, mas como um continente de objetos complexos,  manifestações de algo mais profundo e universal, construído num longo processo evolutivo não linear,  que envolveu sempre perdas, ganhos, avanços e recuos.

Longe de serem consideradas como uma dualidade intransponível, é preciso acionar os operadores da recursividade e da dialógica e enxergar a natureza na cultura e vice-versa. Somos naturais porque inscritos numa complexa ordem biológica; somos culturais porque capazes de elaborar estratégias de sobrevivência e adaptação, a curto, médio e longo prazos, onde quer que nos encontremos. Em resumo, e a idéia  é de Edgar Morin, somos 100% natureza, 100% cultura, ou melhor dizendo, somos seres vivos uniduais, carregamos conosco uma trajetória biológica milenar, ao mesmo tempo que somos portadores de um vasto acervo cultural constituído pela memória coletiva da espécie.

Porque falamos, comunicamos, planejamos, calculamos, competimos, amamos e odiamos, passamos a nos auto-atribuir uma superioridade ímpar perante os demais seres vivos. Em cada um de nós existe algo que escapa a essas características normativas demais, sistemáticas demais. A cada momento, somos invadidos por delírios, sonhos, excessos, loucuras, descomedimentos que escapam a nosso controle explícito, consciente.

Treinados pela educação familiar e escolar a afastá-los de nossa imaginação e a recalcá-los em nossa psique, temos que reaprender a conviver e dialogar com eles, ou seja, introjetar em nossas cabeças que somos sábios e loucos, unos e múltiplos,  duplos, e que é exatamente isso que vialibizará, sem excessos,  processos civilizatórios solidários e processos educativos religados. Sapiens sapiens demens, eis nossa condição, plano de imanência que nos permite viver, sobreviver, afrontar, e talvez superar, a insignificância dos mal-estares pós-modernos comandados pela unidimensionalidade da tecnociência, pela compulsão da conectividade, pela desrazão da política, pela insuficiência dos afetos.

Precisamos de um novo sujeito do conhecimento, que não seja tecnofóbico e muito menos antropofóbico, que reconheça o papel das tecnologias do infinitesimal, sem atribuir-lhes papel  determinante para destinos futuros. O planeta tem urgência de ser mais integrativo e interdependente. Se fosse possível traduzir esse  ponto de vista em slogans de um programa politico, as palavras de ordem dessa biocosmopolítica serão: conservação em lugar de destruição, religação em lugar de fragmentação, cooperação em lugar de competição, partilha em lugar concentração, inclusão em lugar de exclusão.

A UNESCO, ao promover os quatro pilares da educação para o século XXI em torno de quatro formas de aprendizagem, a saber, conhecer, fazer, viver junto e ser, estava certamente imbuída da idéia de que a humanidade, a Terra-Pátria, não pode ser concebida como um meio de obter lucros e vantagens para poucos, mas como um fim a ser construído por todos e para todos. Na verdade, trata-se de um aprendizado complexo, a ser exercitado não apenas nas escolas, mas na vida em geral.  Um amplo processo participativo, restaurador do homem genérico, que envolve princípios, valores, utopias e, certamente, um contrato planetário, social e natural, no qual animais e homens, natureza e cultura não se separem mais.

Traduzir esses pilares para a sala de aula é uma tarefa complexa, dadas as condições em que o ensino se encontra, debatendo-se entre uma utopia democrática, a escola para todos, e uma realidade meritocrática, a escola para alguns. Além disso, a fragmentação disciplinar, empenhada em transmitir conteúdos e gerar competências, esquece-se de que a formação do sujeito responsável requer como ponto de partida a religação dos saberes, cabeças bem-feitas como pretendia Montaigne.

Uma vez perguntaram a um poeta, mais exatamente a Yves Bonnefoy, porque ele considerava fundamental o ensino da poesia nas escolas. Sua resposta foi direta e incisiva. Disse ele que a poesia propiciava a prática da liberdade para com as palavras e a vivência da responsabilidade com um mundo melhor, com o sentido da vida. A poesia e a literatura em geral, as artes, com as imagens que constroem, criam uma fantástica reserva de emoções, abrem janelas para o mundo, acionam níveis de realidade não percebidos pela linguagem fria e distante dos conceitos. Quando se aprende um poema de cor, quando se lê um romance pela décima vez, ou se guarda a imagem de uma pintura, eles permanecem para sempre em nossa mente, como fiéis companheiros que nos convidam a encarar a desregulação do mundo de modo menos pessimista, a perceber a realidade de forma menos linear, a descrer nos ditames da razão, a usufruir das delícias do imaginário.

Essa escuta do mundo não implica obrigar as escolas a incluirem a poesia em seus currículos, embora isso fosse até desejável. Ela alerta, porém, para o fato de que ciência e imaginação não se excluem, mas se complementam, empenhadas que estão na decifração dos enigmas da vida. Não é mais possível que a educação do século XXI mantenha a separação entre as duas culturas, a saber, a cultura científica e a cultura das humanidades. Refiro-me mais uma vez aos propósitos da UNESCO que pregam os princípios de educação permanente, sociedade educativa, reciclagem e atualização contínua dos conteúdos, sinergia entre alunos e professores. Um ensino compartimentalizado não conseguirá jamais promover esses objetivos. A religação exige não apenas cabeças bem-feitas, mas disponilidade e revolta docentes para abrir compartimentos, fomentar incertezas, promover o diálogo, reinventar o mundo.

Se o século XX presenciou a irrupção da desordem, da incerteza e da complementaridade e expôs como nunca a interface entre ciência e política, o século XXI tem pela frente a inédita possibilidade de restaurar o conhecimento pertinente e não se deixar seduzir pelos confortáveis apelos da fragmentação e da hiperespecialização. Restaurar o conhecimento pertinente implica integrar razão e paixão, onda e partícula, unidade e multiplicidade, arte e ciência, em acionar uma espécie de significante flutuante, uma força primordial que circula por toda parte, que atravessa todos os códigos, que recupera o sentir, o agir e o pensar, que religa indivíduo, sociedade e cosmo,  que se situa além e aquém da vida e da morte.

Toda vez que pensadores instauradores de discursividade utilizaram-se da forma metafórica da arte para aclarar o conteúdo sombrio e metonímico da ciência, os saberes culturais se enriqueceram, as duas culturas se interligaram, a educação sentiu-se mais gratificada. Vejamos alguns poucos momentos escolhidos ao acaso na vasta história do pensamento em que isso ocorreu.

Claude LéviStrauss, em 1962, muniu-se de um pequeno quadro de François Clouet do século XVI (1515-1572), Elisabeth da Áustria, para construir a idéia de modelo reduzido como elemento propiciador da emoção estética e da visibilidade dialógica entre a parte e o todo, magia e ciência, arte e ciência, jogo e rito.

Humberto Maturana e Francisco Varela abrem seu fabuloso livro, A Árvore do conhecimento, com  Hieronimus Bosch (1450-1516),  O Cristo coroado de espinhos. Para Maturana e Varela, o quadro expressa as tentações da certeza. Cristo, no centro, revela imensa paciência diante dos verdugos, coisa que precisamos muito diante da vigilância cognitiva que nos ataca constantemente. O personagem do canto direito segura Jesus pelo manto. Restringe sua liberdade, parece dizer “eu sei, eu sei”. Certezas demais, convicções demais. 

Edgar Morin refere-se com certa freqüência a Guiseppe Archimboldo (1527-1593).  Quando tomamos contato com suas pinturas, nos supreendemos com o caráter alegórico da harmonia e do caos, a interdependência dos quatro elementos, das estações do ano, a comple­mentaridade de flores, frutos e peixes, as agruras e o peso da acumulação dos saberes. O Livreiro, um de seus quadros mais comentados pelos críticos de arte,  encontra-se literalmente embriagado de livros, tragado pelo conhecimento. Descarnado, a cortina o livra das intempéries do frio. Um pouco de todos nós estamos contidos nas imagens desse Livreiro, que acumula e religa saberes sem saber ao certo o que fazer com eles, como operacionalizálos.

Ilya Prigogine, Prêmio Nobel de Química de 1977,  debruçou-se recentemente sobre René Magritte (1898-1967). Para Prigogine, Magritte enfatiza sempre os mistérios da existência humana, insistindo que a obra de arte os explicita e a ciência pretende apenas decifrá-los e analisá-los.  Se a história humana possui sempre um caráter não determinista, devemos privilegiar as experiências da criatividade, esse algo mais que resiste ao pensamento em detrimento das experiências da repetição, prosaicas, equilibradas demais. A arte de viver expressa exatamente isso: a luminosidade da criatividade e a singeleza da repetição. Simetricamente irreversíveis, nos debatemos entre essas duas dimensões existenciais,  pulsões constitutivas do sernomundo, como se a ordem nascesse sempre da desordem, a vida sempre da morte e assim sucessivamente.

Finalmente reencontramos Fernando Diniz (1918-1999). Em 1944, foi preso e levado para o manicômio judiciário, porque, segundo dizem,  andava nu pelas areias de Copacabana. Em 1949, foi internado no Centro Psiquiátrico D. Pedro II, de onde não saiu nunca mais. Iniciou-se nos ateliês de artes coordenados por Nise da Silveira, a doutora Nise, odiada pela vigilância cognitiva instalada na psiquiatria cartesiana, que considerava os co-terapeutas utilizados pelos clientes simplesmente como animais destituídos de emoções. A doutora sabia muito bem  que seus gatos e cachorros sofreriam muito nos corredores hospitalares do Pedro II. Não esmoreceu. Colocou tintas, pincéis, barro, tecidos, linhas nas mãos de Artur Bispo do Rosário, Adelina, Carlos, Raphael, Emygdio, Fernando, permitindo que “inúmeráveis estados do ser” aflorassem, mesmo diante das tristes conseqüências que choques, medicamentos, desafetos e abandonos provocam na psique. Qualquer visita ao Museu das Imagens do Insconsciente, criado em 1952 no Rio de Janeiro, produz uma  infinita sensação de êxtase diante dos símbolos que as forças do inconsciente acionam e explicitam.

Fernando Diniz produziu não apenas tapetes digitais e mandalas, mas um mosaico de imagens figurativas, abstratas, orgânicas, inorgânicas. 30 mil obras: telas, desenhos, modelagens, tapetes, alguns titulados outros não. Diz ele: “mudei para o mundo das imagens”. Instado a definir o que era um pintor afirmou: “o pintor é feito um livro que não tem fim”. Desfez a separacão entre arte e loucura, consciente e inconsciente, religou saberes.


Afinal de contas, como ele mesmo afirma num texto que escreveu, “a estrela existe antes de tudo, em cima da estrela se desenham círculos, e em cima dos círculos borboletas ou margaridas. Em 1996, foi premiado no Festival de Gramado na categoria de melhor curta-metragem com o desenho animado “A estrela de oito pontas”, para o qual realizou cerca de 40 mil desenhos.   Realizou sua última exposição em 1998, no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.  Morreu em 1999. 

NOTAS: 

* Professor Titular de Antropologia. Coordenador do COMPLEXUS – Núcleo de Estudos da Complexidade da Faculdade/PG de Ciências Sociais da PUC/SP.  

 

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