PGM 3
– Nas relações humanas
A
era da avareza ( A concentração de renda como patologia das relações
humanas)
Humberto
Mariotti*
O
dicionário assim define a avareza: “1. Excessivo e sórdido apego ao
dinheiro. 2. Falta de generosidade, mesquinhez”.
É principalmente nesses dois sentidos que o termo será usado e ampliado neste
texto. A avareza é uma patologia do Ter e essa é uma definição que
a amplia. Assim, ao falar em avarentos, podemos incluir, além de pessoas,
grupos humanos, períodos históricos, nações inteiras.
Como se sabe há muito tempo, o Ter e o Ser são duas dimensões
fundamentais da condição humana. O Ter relaciona-se às necessidades
concretas, da vida dita mecânica, que correspondem à satisfação de
exigências como alimentação, excreção, sexo, reprodução, abrigo. E
também a inclinação que varia de pessoa a pessoa de acumular
dinheiro e bens materiais. A dimensão do Ser liga-se à vida que pode ser
chamada de não-mecânica, e compreende os sentimentos, as emoções, a
intuição, a imaginação e os impulsos de realização pessoal e
interpessoal.
Centrarei minhas considerações na aquisição e acumulação de dinheiro
e bens materiais, mas sem esquecer que todas as formas de avareza são
manifestações de um fenômeno básico: a perversão da dimensão do Ter.
É importante, porém, que não adotemos uma posição moralista diante
das relações entre o Ter e o Ser, ou mesmo em relação à eventual
predominância de uma dimensão sobre a outra, nessa ou naquela fase da
vida. Ambas são inerentes ao nosso cotidiano. É também indispensável
compreender que a predominância exacerbada e prolongada de uma delas
sobre a outra acaba trazendo conseqüências marcantes e é aqui que
começam os problemas.
Na avareza, a posse das coisas não faz cessar a necessidade que sentimos
delas, como observou Rousseau. Nem ao menos a diminui. Pelo contrário,
estimula-a indefinidamente. O avarento caminha sempre na direção da
ansiedade e o faz ao longo de uma seqüência: a) a posse não o
satisfaz; b) por isso, a necessidade de seguir acumulando jamais o
abandona; c) a essa circunstância se juntam o medo de perder o já
acumulado e o pavor de não conseguir continuar concentrando.
Amartya Sen, Prêmio Nobel de
Economia, afirma que o processo econômico pode se tornar mais produtivo
se olhar mais para o lado ético do comportamento humano. A recíproca é
verdadeira. Para Sen, o fenômeno econômico tem aspectos
“engenheiros”, que são os que tratam principalmente do lado numérico
da economia e constituem a tendência dominante na teoria econômica
atual. Mas também tem um lado ético, ligado aos valores e necessidades
humanos e que é parte integrante da economia, por mais que com isso não
concorde o pensamento econômico hoje dominante.
Nos últimos tempos, começam a despontar tentativas de recuperar a dimensão
ética por tanto tempo deixada em segundo plano. A obra de Sen faz parte
desses esforços. Em seu modo de ver, os aspectos numéricos da economia
podem ser úteis ao lado ético e vice-versa. Ao raciocinar dessa maneira
ele reconhece, de modo implícito, que é indispensável a interação
entre a vida mecânica e a não-mecânica que, como já vimos, são dois
aspectos destacados do Ter e do Ser.
Sen observa que os economistas “engenheiros” pressupõem que os
seres humanos têm um comportamento racional, que deve ser
considerado como o comportamento real. Eis um bom exemplo de como funciona
a lógica que predomina em nossa cultura: ela separa o irracional do
racional e toma este último como o “real”. Afasta-se do mundo real
(fragmentando-o) e em seguida afirma que o comportamento humano “real”
é o racional – como se a
conduta humana irracional fosse desprovida de realidade. Ao proceder
assim, esse modo de pensar se revela irracional, porque atribui o status
exclusivo de realidade a um fragmento cujo oposto foi artificialmente
tornado irrelevante.
Como assinala Sen entre outros é comum em economia identificar-se a racionalidade com a
maximização do auto-interesse, ou seja, do egocentrismo. É o que
caracterizo como o impulso básico do avarento: privilegiar o “meu” e
buscar por todos os meios transformar o “não-meu” em “meu”.
É importante, contudo, fazer a diferença entre auto-interesse e
maximização
do auto-interesse. Trata-se da mesma diferença que pode ser feita,
por exemplo, entre fome e voracidade. O auto-interesse faz parte da condição
humana e não tende a excluir o próximo. É um dos componentes da
individualidade, e permite que o ser humano se afirme como indivíduo sem
negar a sua pertença à condição humana. Quando ele é exacerbado, porém,
entra-se na área do individualismo, que é excludente.
As conseqüências éticas de cada uma dessas circunstâncias são bem
conhecidas. A principal delas, que vimos há pouco, é identificar a
maximização do auto-interesse com a racionalidade que é o mesmo que apresentar
a avareza como comportamento racional, fingindo ignorar que o fato de ela
ser muito disseminada não a torna normal.
Hoje, porém, há outros modos
de abordar a questão, que levam a conseqüências éticas bem diferentes.
Em obra já clássica, os biólogos chilenos Humberto Maturana e Francisco
Varela observam que freqüentemente se diz que os seres vivos são mais ou
menos adaptados, ou que sua adaptação é o resultado de sua história
evolutiva. Afirmam ainda que essa interpretação da adaptação é
equivocada, pois se baseia em crenças, modelos e critérios estabelecidos
por observadores que se julgam externos aos processos que investigam. Tais
critérios traduzem os pressupostos desses observadores e suas
necessidades de confirmá-los, e não aquilo que de fato acontece no âmbito
dos fenômenos.
Como acentuam os dois biólogos, se estão confinadas ao contexto das
descrições feitas pelo observador, as comparações sobre maior aptidão
e maior adaptação só podem gerar descrições e teorias que não têm
relação direta com as histórias individuais de manutenção da adaptação
dos seres vivos. Conclusão: não existe sobrevivência do mais apto (a
chamada “competitividade”), e sim sobrevivência do apto (que chamo de
competência).
Nos dias atuais, vários outros autores vêm publicando estudos sobre as
relações entre biologia, cultura e solidariedade, que apontam para
evidências de que no mundo natural há cooperação e competição, e não
apenas competição.
No entanto e na contramão de todas essas novas evidências a idéia
de sobrevivência do mais apto continua a ser apresentada como sobrevivência
do mais forte. Essa concepção só é possível quando se acredita que
somos separados do mundo natural. Ela gera a “certeza” de que o mundo
é uma fonte de “recursos” e “bens” dos quais somos os “usuários”.
A visão utilitarista, que vê os seres humanos como coisas (chamando-os
de “recursos humanos”), é a mesma que vê o mundo como uma coisa
(considerando-o uma fonte de “recursos naturais”).
Enquanto não for abalada a nossa convicção da separação entre o homem
e o mundo, continuaremos a nos considerar “autorizados” a ver a
natureza como o objeto da guerra que travamos uns contra os outros em nome
da sobrevivência dos “mais fortes”. Estamos de tal modo condicionados
a essa atitude, que de pouco adiantam os relatos sobre a má situação do
meio ambiente e a lamentável qualidade de vida da maioria das populações.
O avarento vê a si mesmo como um funcionário da acumulação. Em seus
esforços para desempenhar essa função, ignora o fato de que cedo ou
tarde suas ações acabarão privando os outros muitas vezes
totalmente e seus haveres. Como, em sua opinião, os valores humanos
se reduzem ao valor dos bens e do dinheiro, acaba convencido de que quando
fica sem estes o ser humano deixa de existir: deixa de ter interesse,
transforma-se num estorvo. Em conseqüência, precisa ser excluído.
Portanto, a avareza é também uma patologia da exclusão social.
Sabemos que projetar os ganhos
para o futuro, com o objetivo de acumular, é um dos princípios do
capitalismo. O avarento apropria-se dele e o transforma em patologia. Adia
a experiência do viver em troca dos prazos necessários à acumulação.
Prorroga a vida para um porvir no qual os ganhos de capital e demais benefícios
do valor econômico permitirão a “realização”.
O universo da acumulação é também o do controle e da padronização. E
tudo aquilo – principalmente as pessoas que não puder ser reduzido
a essas dimensões precisa ser excluído. O diferente, o incerto, o
imprevisível ou seja, o criativo e o vivo aterrorizam o avarento.
Apavoram-no sobretudo as idéias novas, os fenômenos não-quantificáveis
e a diversidade.
Por isso, é imperioso que ele imagine um mundo em que todos pensem sempre
do mesmo modo e continuem indefinidamente assim. Tal estado de coisas lhe
convém, dada a sua necessidade de prever as ações dos outros (que
considera adversários a serem eliminados), suas estratégias, seus mínimos
movimentos.
É por essas razões que aquilo que não se move ou que se move
repetitivamente, de modo previsível vale mais. É por isso que as
coisas têm mais valor do que as pessoas. Coisas juntas, concentradas,
padronizadas, proporcionam poder e tranqüilidade.
Já pessoas reunidas e pensando de modo diferente umas das outras trazem
problemas – a não ser que seja possível controlá-las, bitolá-las. Ou
seja: dar o máximo de valor aos homens-coisa e excluir ao máximo os
homens-pessoa. Dessa forma, como é fácil concluir, a avareza é também
uma patologia da autoridade, um elogio do autoritarismo.
O historiador Eric Hobsbawm observa que a estrutura fundamental da
globalização do neoliberalismo é a área econômico-financeira e não a
política. O centro de tudo é o dinheiro. Para apropriar-se dele e acumulá-lo,
é necessário padronizar as pessoas e o seu cotidiano. É o que se vem
tentando fazer, por meio de esforços destinados a apresentar a
padronização das culturas e o “pensamento único” como valores éticos e sociais.
Hobsbawm assinala que um dos maiores problemas do século 21 será definir
até onde se pode ir, em termos de eliminação da diversidade das
culturas humanas, sem provocar reações mais ou menos drásticas. Em
outras palavras: determinar até onde é possível prosseguir com a estratégia
de transformar as pessoas em clientes/investidores, descartando as que não
puderem (ou não quiserem) adaptar-se a essa condição. A padronização
da educação como instrumento de imposição da “cultura única” é
um aspecto importante desse fenômeno.
Vimos que a experiência do Ter implica controlar, prever, ter
“certezas”. Já a experiência do Ser significa abertura, convivência
com a incerteza. Controlar equivale a imobilizar, a isolar. Conviver
significa experienciar, o que por sua vez implica deixar fluir, observar
participando, estar atento. O Ter se volta para a coisa. O Ser se orienta
para o processo. São duas vivências fundamentais. Cada uma delas, se
tomada isoladamente, se mostra necessária mas não suficiente
para nos capacitar a lidar com a complexidade do mundo e com a nossa própria.
A conclusão é óbvia:
precisamos das duas. Precisamos
aprender a complementá-las, a equilibrá-las. A
relação entre elas deve ser de inclusão mútua, jamais de exclusão. É
essa interação que precisamos aprender a pôr em prática, mas é
exatamente isso que temos mais dificuldade de fazer. Por enquanto,
voltamo-nos para um lado só e quanto mais o fazemos mais somos
levados à repetição.
Por todas essas razões é possível afirmar que hoje, mais do que nunca,
estamos em plena Era da Avareza. Atravessamos uma situação em que se
enfrentam essas duas grandes dimensões: a da coisa e a do processo, isto
é, o Ter e o Ser. Mas é uma luta sem sentido, pois a exclusão de uma
delas em prejuízo da outra dificulta nossa interação com o mundo
real.
É o que acontece quando as pessoas estão muito voltadas para o objetivo,
para o concreto (o que leva, no exagero, à avareza), ou quando elas estão
demasiadamente orientadas para o experiencial, o sensualismo (o que leva,
no limite, ao esbanjamento). Como em nossa cultura essas tendências se
manifestam mais em termos econômicos, pode-se complementar as idéias de
Amartya Sen e dizer que, na Era da Avareza, a economia “engenheira” (o
universo do Ter) está separada da ética (o universo do Ser).
Sen afirma que a economia voltada apenas para os números atrasa o
desenvolvimento. Quando baseado apenas em indicadores como o crescimento
do PIB ou a industrialização (ligados ao universo do Ter), o
desenvolvimento se reduz aos critérios da avareza. E assim deixa de lado
as liberdades políticas e sociais, a educação, os anseios de
auto-realização das pessoas, o saneamento básico, a extensão e
qualidade da assistência médica e assim por diante.
Estes últimos parâmetros são intimamente ligados ao Ser. Permitem uma
qualidade de vida que, além de ajudar na manutenção das necessidades
fundamentais, proporciona às pessoas oportunidades de pensar com suas próprias
cabeças e fazer escolhas. Não é nada disso, porém, que estamos vivendo
hoje em dia. Ainda não aprendemos que a avaliação do desenvolvimento
econômico deve se basear tanto nos critérios do Ter quanto nos do Ser.
Eis alguns dos resultados da avareza no mundo atual: a) a progressiva
deterioração dos hábitos comunitários e associativos; b) o progressivo
abandono de formas de convivência capazes de contrabalançar o
individualismo agressivo e predatório; c) a crescente erosão das conexões
sociais; d) o desprestígio da idéia de um Estado em que haja lugar para
a assistência (não o assistencialismo) e a compaixão; e) a visão das
pessoas como coisas e suas conseqüências; f) a diminuição da
solidariedade e da lealdade.
Como nota Hobsbawm, nos dias de hoje nosso grande problema é garantir a
sobrevivência dos excluídos por uma economia que é capaz de produzir
cada vez mais com cada vez menos pessoas. A questão da produção – diz
ele – já foi resolvida. Nunca se produziu tanto. Acrescento que a
grande dificuldade é como distribuir a riqueza produzida, numa época em
que a avareza reina, globalizada e triunfante.
Sabemos que o Estado é a instituição que tem mais condições de
contrabalançar a avareza, e portanto de ser um agente eficaz de distribuição
de renda. Mas ultimamente ele vem sendo posto em xeque (com razão, em
alguns casos, mas nem sempre) pela ordem econômica dominante. Se como
consideram Hobsbawm e muitos outros por um lado as funções econômicas
do Estado já não têm a importância de outros tempos, de outra parte o
seu papel de agente desconcentrador de renda continua. Mas como
conciliar essa circunstância com a mentalidade avara predominante?
As propostas de solução comumente apresentadas têm uma limitação
fundamental: partem do princípio de que não há nada de errado com o
modelo mental dominante em nossa cultura, isto é, com o sistema de
pensamento, excludente e de causalidade imediata que recorta o todo e
imagina poder pensá-lo apenas por meio de fragmentos isolados.
Imagina-se que tal modelo seja capaz de produzir idéias que resolvam
problemas criados por ele mesmo, mas não é o que mostra a prática. Há
muitos anos, Albert Einstein disse que nenhum problema pode ser resolvido
pelo mesmo estado de consciência que o criou. Há muitos séculos, Platão
já denunciava a limitação do modelo mental parcelar: “Separar cada
coisa de todas as demais é a maneira mais radical de reduzir a nada todo
o raciocínio. Pois o raciocínio e a conversa nasceram em nós pela
combinação das formas entre si”.
Há pessoas que só se impressionam
com números. É pensando nelas que passo as seguintes informações,
relativas a alguns dos resultados da globalização: a) nos dias atuais,
1,3 bilhão de seres humanos está abaixo da linha de miséria. Essa
população constitui mais de um quinto da população do globo e
sobrevive com menos de US$ 2 por dia; b) apenas um quinto da população
mundial possui 86% das riquezas da Terra; c) somente 10% da população
produzem e consomem mais de 70% dos bens e serviços do planeta.1
É
inegável que houve mudanças positivas no mundo, em especial no século
20. Mas os efeitos colaterais danosos da visão mecanicista mostram que o
outro lado da moeda é também significativo. Como disse Hobsbawm, o século
20 foi ao mesmo tempo o melhor e o pior dos séculos. De qualquer maneira,
as melhorias conseguidas poderiam ter produzido muito menos
efeitos colaterais, ou seja, seu preço não precisaria ter sido tão
alto.
Há outro ângulo da questão política que pode fornecer mais alguns
dados esclarecedores. É conhecida a apatia de populações inteiras
diante do processo político, em especial da política partidária. Como
se sabe, a manipulação das eleições pelas pesquisas de opinião pública
tem contribuído muito para disseminar essa situação. As pessoas estão
se acostumando a acreditar que, vença quem vencer, os resultados práticos
são previsíveis.
Existe uma relação entre esse fenômeno, algumas situações históricas
e certas concepções de política e economia. Um exemplo clássico é a
chamada “tese de Lee”, atribuída a um antigo primeiro ministro de
Cingapura, Lee Yuan Yew, segundo a qual suprimir os direitos políticos e
civis do governados favorece o desenvolvimento econômico.
Convém lembrar que essa tese faz parte da estratégia de inúmeros
regimes autoritários, tanto anteriores como posteriores a ela. E tem a
ver com o pressuposto de que o povo é ignorante e, portanto, sua atuação
política e o fato de ele poder exercer direitos civis são fatores de
atraso econômico e social. Esse fenômeno é revelador. Com efeito, a
observação dos fatos históricos mostra que em muitos casos as elites
econômicas projetam inconscientemente sua própria ignorância sobre as
populações mais pobres.
Tudo isso visto, façamos uma última pergunta: afinal de contas quem são
os avarentos? Quem com tanto entusiasmo participa da atual escalada da
avareza?
A resposta é fácil: esses avarentos somos nós. Somos nós próprios, na
medida em que cada um à sua maneira e cada qual num determinado grau achamos que é “racional” negar a legitimidade humana do outro e
excluí-lo; pensar apenas em termos de partes isoladas do todo; fingir que
o mundo real não existe e tentar ser observadores não-participantes e
“imparciais”.
Enfim, somos avarentos na medida em que entramos e permanecemos nesse
grande jogo, que nos permite exercer um sem-número de formas de
auto-engano. Uma delas consiste em eleger representantes que pensam e agem
do mesmo modo que nós e depois, comodamente, alegar que tudo o que ocorre
de desagradável é culpa exclusiva deles.
Referências bibliográficas
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do Coração”. Thot (São Paulo) 65: 3-8, 1997.
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1976.
MARIOTTI, Humberto. As Paixões do Ego: Complexidade, Política e
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2000.
MATURANA, Humberto, VARELA, Francisco. A Árvore do Conhecimento: As
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2001.
HOBSBAWM, Eric. O Novo Século: Entrevista a Antonio Polito. São
Paulo; Companhia das Letras, 2000.
PLATÃO. Sofista, 259e.
SEN, Amartya. Sobre Ética e Economia. São Paulo, Companhia das
Letras, 1999.
SEN, Amartya. Desenvolvimento como Liberdade. São Paulo: Companhia
das Letras, 2000.
NOTAS:
* Médico, psicoterapeuta, conferencista nacional e internacional e
coordenador do Grupo de Estudos de Complexidade e Pensamento Sistêmico
da Associação Palas Athena, em São Paulo. E-mail: homariot@uol.com.br
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